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| Bigode de Gato |
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| Escrito por Newton C. Braga |
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Os primeiros diodos detectores eram do tipo "ponto de contacto", ou seja, eram cristais em que havia uma pequena região sensível que deveria ser tocada com a ponta de um fio para se estabelecer a junção detetora. O contacto era então feito por um fio muito fino, formando uma espécie de mola que tocava no cristal, como mostra a figura 1.
![]() Bigode de gato
Esse processo era usado nos primeiros rádios que usavam um cristal de galena que deveria ser tocado pelo "bigode de gato" até se encontrar um ponto sensível, quando então a detecção ocorria e os sinais da estação poderiam ser ouvidos. Posteriormente essa técnica foi usada nos diodos de cristal, como o da figura 2, do tipo 1N34.
![]() 1N34
Nesse dispositivo, hermeticamente selado num invólucro de vidro, o cristal de germânio é tocado por um bigode de gato para formar a junção semicondutora. Os diodos 1N34 e 1N60 são exemplos de diodos de germânio, até hoje usados, que empregam essa tecnologia. Veja mais também em diodos de germânio a galena.
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