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Quando se fala nos perigos que um forno de microondas pode apresentar ao usuário ou aos alimentos, normalmente uma análise não muito técnica é feita, o que gera muitas controvérsias e até medos infundados. Microondas são ondas eletromagnéticas exatamente como as ondas de rádio, ondas usadas nos celulares, luz e os raios infravermelhos. A diferença está apenas na freqüência, ou seja, no número de vibrações.
Assim, uma análise mais crítica nos mostra que os perigos das microondas são exatamente os mesmos que os tipos de radiação apresentam. Os fornos de microondas cozinham os alimentos porque suas ondas ao penetrarem nos tecidos orgânicos geram calor, exatamente como outras ondas. A capacidade de cozinhar de um forno está na potência usada, 800 a 1200 W ou mais. Mas, as ondas são as mesmas do seu celular e do seu próprio fogão a gás ou churrasqueira. Sim, de fato quando você coloca algum alimento no forno de seu fogão a gás, a maior parte da energia usada para cozinhá-lo vem da produção de radiação infravermelha gerada pela queima do gás. Você pode perceber isso quando aproxima as costas das suas mãos de um forno ligado. O calor que você sente vem da radiação infravermelha, que no fundo é microondas, e que está sendo produzida no seu forno a gás! Da mesma forma, quando você queima carvão numa churrasqueira, a maior parte da energia que vai cozinhar o alimento chega até ele na forma de radiação infravermelha, que no fundo, é uma forma de microondas. A diferença, para que não gostam de tecnologia e tendem a negá-la, está no fato de que num caso a radiação é produzida naturalmente, se é que podemos dizer isso, e no outro por uma válvula eletrônica. Mas, e os efeitos no alimento. Quando você ilumina um local com uma lâmpada comum, ela está produzindo luz que enche o local de irradiação, uma forma de ondas muito curtas semelhantes às de um forno. Tão logo você apague a luz, as ondas desaparecem e não existe sinal nenhum mais delas, em qualquer corpo que esteja no local pois os corpos simplesmente não retém ondas eletromagnéticas, salvos algumas raras excessões como aqueles interruptores de parede que ficam ”acesos” por algum tempo depois que você apaga a luz. Isso significa que, desligando seu forno de microondas, a radiação, ou qualquer sinal dela no alimento, desaparece. Isso torna esse tipo de forno muito limpo, pois não existem resíduos da radiação. Não podemos dizer isso do cozimento tradicional, onde o alimento pode absorver resíduos químicos do gás ou mesmo provenientes da queima de um carvão contaminado. Enfim, para o alimento, nada em contrário, mas e o usuário. Esse sim, deve tomar cuidado. A radiação que pode penetrar no nosso corpo pode fazer o mesmo que ela faz com os alimentos: aquecer e cozinhar. Assim, um escape de microondas pode causar-lhe danos, principalmente na parte mais sensível que são nossos olhos, pois é o órgão que mais sofre com o calor. Não fique diante do microondas quando ele estiver em funcionamento, principalmente se for de tipo antigo, onde podem ocorrer escapes pela porta, e cuide para que o fio terra esteja realmente sendo usado. Ele serve para ativar a blindagem do forno, desviando eventuais escapes para a terra. A partir daí, lembre-se: o forno de microondas é seguro e muito mais limpo que os meios tradicionais de se cozinhar alimentos.
HD-DVD x Blu-ray
Quando os primeiros gravadores de videocassete surgiram no mercado tivemos o mesmo problema. Beta-Max x VHS. O Beta-Max perdeu e até hoje as fitas (que ainda existem) são no processo VHS. Para a TV de alta definição, o que se exige é uma capacidade de armazenamento que só é conseguida com LASERs de menor comprimento de onda, ou seja, o LASER azul e a Sony desenvolveu o seu sistema Blu-ray (Blu de blue=azul). Por outro lado, a Toshiba anunciou o HD-DVD, no entanto, a batalha que mal começou já tem um vencedor. A Toshiba anunciou que a partir de março não mais fará novos projetos em HD-DVD e que deve adotar o Blu-ray, para o que a Sony prometeu ajuda. De qualquer forma, os novos DVDs dessa tecnologia poderão armazenar muito mais informação resultando em imagens de alta definição, para quem tem um televisor capaz de reproduzí-las, é claro. O DVD player também deve ser especial.
Artigo publicado no jornal Super Guarulhos de fevereiro de 2008.















