Localizando defeitos em DVDs e Videocassetes (ART514)

Um dos principais problemas que os profissionais de reparação menos experientes encontram ao se deparar com equipamento que funcione anormalmente ou não funciona é saber o que fazer em função dos sintomas apresentados. Os procedimentos passo a passo que são naturais para o profissional experiente não são evidentes para o iniciante que antes precisa adquirir muita prática. Algumas informações sobre esses procedimentos podem ajudar muitos os profissionais, principalmente aqueles que ainda encontram alguma dificuldade em seu trabalho.

A rotina de trabalho do profissional de reparação se resume em saber usar os seus instrumentos para analisar as etapas e os componentes corretos de um equipamento que não funcione bem. Isso é um procedimento lógico que exige não só o conhecimento do princípio de funcionamento do equipamento que está sendo analisado como também a interpretação do que os instrumentos indicam.

No nosso país, a grande maioria dos profissionais de reparação se baseia quase que totalmente em indicações dadas pelos sintomas que o aparelho apresenta e depois nas indicações das medidas feitas por um multímetro.

 

Utilizando o multímetro para localizar defeitos.
Utilizando o multímetro para localizar defeitos.

 

O uso do osciloscópio (por ser um instrumento de maior custo) e de outros instrumentos profissionais (também caros) como freqüencímetros, geradores de padrões, etc. é menos comum e só ocorre em oficinas de maior porte, principalmente aquelas denominadas "autorizadas".

Um bom procedimento para os profissionais que possuam uma clientela cativa é fazer a ficha técnica do aparelho, anotando os defeitos que apresentam quando estão na oficina. Isso ajuda a diagnosticar outros defeitos e até mesmo servir de referência para que, quando aparelhos semelhantes de outros clientes precisem de reparos.

Basicamente devemos considerar os seguintes aspectos na reparação de VCRs e DVDs:

 

a) Equipamentos que usam módulos substituíveis

Uma boa parte dos equipamentos mais modernos não utiliza uma placa única com componentes discretos convencionais que possam ser substituídos com facilidade quando apresentam problemas.

Os equipamentos modernos de DVD e VCR trabalham, em muitos casos, com pequenos módulos substituíveis, como o mostrado na figura 2.

 

Módulo substituível.
Módulo substituível.

 

Esses módulos possuem componentes com elevado grau de integração e a montagem dos componentes discretos é feita com tecnologia de montagem em superfície ou SMD, conforme mostra a figura 3.

Observe que eles são soldados do lado cobreado da placa de circuito impresso.

 

Uma placa com componentes SMDs.
Uma placa com componentes SMDs.

 

Quando algum componente discreto de um desses módulos apresenta problema ainda é possível a substituição, se bem que exige ferramental apropriado e a posse do componente substituto.

O ferramental de reparo é a estação de retrabalho para circuitos SMD conforme mostra a figura 4.

 

Uma estação de solda SMD.
Uma estação de solda SMD.

 

Se bem que existam ferramentas de menor custo que permitam o retrabalho numa placa de SMD como o uso da pinça e de sugadores de solda e algumas ferramentas comuns, usadas com bastante habilidade, nem sempre elas levam a bons resultados.

O problema é mais complexo quando é o circuito integrado de um desses módulos que apresenta problemas. Neste caso, a sua retirada e substituição é quase impossível, principalmente por que o substituto não pode ser soldado no local eficientemente dada as pequenas dimensões e posicionamento de seus terminais.

Em muitos casos, são usados invólucros PGAs e outros cuja soldagem só pode ser feita por máquinas.

Nesses casos, o profissional não tem outra alternativa senão a de substituir o módulo completo.

 

b) Medidas Elétricas

Como sabemos, são poucos os profissionais de reparação em nosso país que podem contar com um osciloscópio. Assim, a grande maioria dos defeitos em componente é encontrada com base nas medidas de tensões e resistências.

É claro que, se o leitor possui um osciloscópio, além de saber usá-lo deve ter o manual do equipamento que lhe permita saber quais são as formas de onda que devem ser visualizadas nos pontos analisados, conforme mostra a figura 5.

 

Formas de onda de um circuito comercial.
Formas de onda de um circuito comercial.

 

Diferenças entre a forma de onda que deve ser visualizada e aquela que é visualizada no equipamento com defeito pode ajudar muito a encontrar a causa de um problema.

Na figura 6 mostramos em que uma deformação de uma forma de onda é causada por um capacitor alterado.

 

Diferença entre forma de onda normal e deformada.
Diferença entre forma de onda normal e deformada.

 

Para o caso do diagnóstico com base nas indicações de tensão, será muito importante que o profissional também tenha uma referência, como o próprio manual do equipamento.

A maioria deles traz as tensões que devem ser encontradas nos principais pontos de um circuito quando medidas com um multímetro convencional, tomando como exemplo parte de um circuito de um VCR como o mostrado na figura 7.

 

Parte de um circuito de VCR tomado como exemplo.
Parte de um circuito de VCR tomado como exemplo.

 

Mas, é preciso saber interpretar as modificações que essas tensões indicam.

Uma tensão de coletor alta indica um transistor aberto ou problemas com resistores de polarização. Uma tensão de coletor baixa indica um transistor de curto. Uma tensão anormal indica que capacitores associados à etapa podem estar com fugas. Na figura 8 mostramos isso.

 

Resistores pode estar com fugas, fornecendo tensão erradas.
Resistores pode estar com fugas, fornecendo tensão erradas.

 

c) Sinais dinâmicos

O grande problema para a análise de um equipamento com base nas indicações de um multímetro é que ele fornece as tensões médias num determinado momento, normalmente quando o VCR ou DVD não está reproduzindo ou gravando.

Na presença de um sinal, as tensões podem variar bastante e é justamente nestas condições que as falhas se apresentam.

É por esse motivo que a análise das formas de onda usando um osciloscópio é muito mais confiável do que a que se faz utilizando apenas um multímetro.

 

d) Defeitos Intermitentes

Se existe um tipo de defeito que aborrece qualquer profissional de reparação é aquele que se manifesta de forma intermitente.

Normalmente o profissional precisa deixar o equipamento ligado por longos intervalos para esperar que o defeito se manifesta e não raro, quando ele corre para fazer a análise o defeito desaparece.

Além de estar atento, em alguns casos é preciso até contar com pouco de sorte.

Nos equipamentos modernos a maior parte dos defeitos intermitentes é devido a capacitores eletrolíticos, conforme mostra a figura 9.

 

Capacitores eletrolíticos estão associados a defeitos intermitentes.
Capacitores eletrolíticos estão associados a defeitos intermitentes.

 

Os defeitos causados por capacitores eletrolíticos se caracterizam por aparecerem depois de um certo tempo que o aparelho está em funcionamento (aquece) ou desaparecer depois de um certo tempo.

Em seguida temos os problemas com transistores que podem ter intermitências internas e finalmente pontos de soldas frias.

Uma soldagem que escape e fique apenas encostando na placa pode ser a causa de defeitos. Uma batida na caixa de leve pode indicar esta causa quando o defeito aparece ou desaparece nessas condições

 

Conclusão

É o sintoma que o aparelho apresenta que determina toda a seqüência de procedimentos que o profissional deve seguir.

A experiência mostra quais são as etapas que devem ser analisadas em função do que ocorre, mas isso implica sempre em se conhecer com precisão como funciona o equipamento que está sendo reparado.

Como novas tecnologias estão sempre surgindo o profissional precisa ficar atento procurando sempre se familiarizar com elas, estudando e lento tudo que aparecer sobre o assunto.

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