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Professor Ventura em: O Denteródino

Esta estória do Professor Ventura, Beto e Cleto foi a primeira publicada pela revista Eletrônica Total 67 – Abril de 1994 tendo sido baseada em fatos reais.conforme observação no final deste texto.

Para esta nova publicação, algumas pequenas alterações no texto, visando uma atualização tecnológica foram feitas, mas a essência do extraordinário fenômeno envolvido permanece.

Veja neste link em que apresentamos o personagem como o professor Ventura evoluiu de um montador “velha guarda” para um maker do século 21.

 

 

Fenômeno paranormal, influências de extraterrestres ou, simplesmente, um caso de loucura? Quem pode responder? Nessa aventura do Prof. Ventura, Beto e Cleto, o leitor vai ficar sabendo de que modo um problema fantástico, que agitou aquela pequena cidade durante alguns dias, foi resolvido com auxílio da eletrônica ou pelo menos de seus fundamentos, respondendo à algumas intrigantes questões de deixar todo mudo louco...

 

O Professor Ventura e seus alunos não podiam acreditar no que viam: o pacato (e aparentemente saudável) secretário da escola, Seu Bonifácio, levado numa camisa de força por dois enfermeiros tamanho "família" para o tradicional furgão branco com uma cruz vermelha pintada na lateral.

O que teria acontecido? A expressão era de espanto em todos que viam a cena. Ninguém havia notado nada de anormal no comportamento de seu Bonifácio, nem naquele dia e muito menos nos diversos anos em que prestou serviços à Escola Técnica, daí a surpresa maior.

- Não podemos ficar simplesmente olhando o coitado ser levado desse jeito! Precisamos fazer alguma coisa; saber o que houve e, é claro, ajudar!

O Professor Ventura era um dos mais inconformados, e tinha razão, no que todos concordaram.

- Sim, é preciso ajudar, mas como? Certamente nem a escola inteira, se atacar aqueles dois "gorilas" conseguiria libertar seu Bonifácio!

- Calma! Ninguém está pensando em usar de violência. - Alertou um dos rapazes.

- Sejamos racionais! O problema começa em sabermos exatamente o que houve. - Cleto entrava em cena com mais ponderação.

- Sim, isso mesmo, vamos investigar!

Logo que a ambulância deixou o local, e a pequena multidão de professores e alunos se dispersou, o Professor Ventura, Cleto e Beto, foram até o prédio da secretaria em busca de informações. O professor Salgado, diretor da escola, que parecia muito abatido com o ocorrido, e ainda estava na porta, atendeu o grupo.

- Venham, vou explicar exatamente o que ocorreu!

Na sua sala o diretor, depois de limpar o suor da testa e beber um pouco de café, começou a falar:

- Ao que parece, o problema do pobre Bonifácio começou há algumas semanas com uma simples dor de dentes. Ele se queixava que não podia trabalhar daquele jeito, e logo em seguida passou a sair um pouco mais cedo do trabalho, com minha autorização, para o tratamento.

Nada de anormal numa dor de dentes, pensaram os ouvintes atentos, ansiosos por algo mais consistente. O diretor continuou:

- Nas primeiras seções de tratamento, nada de anormal, mas depois de algumas semanas, o Bonifácio começou a mudar! Chegava com o humor alterado, não conversava muito e, pela sua aparência, parecia que não dormia muito à noite. As conversas com os colegas de trabalho não revelaram muito, mas realmente ficou constatado que ele estava com problemas de insônia...

Mas, o diretor ainda tinha mais para dizer:

- O problema continuou se acentuando e o Bonifácio vinha cada vez mais alterado, até que um dia, ele “se abriu” com um dos seus colegas: ele estava "ouvindo coisas"!

- Ouvindo coisas? - todos falaram ao mesmo tempo, como se tivessem sido sincronizados.

- Sim, ouvindo coisas! Foi exatamente isso que o Josias, que foi o "confidente" do Bonifácio me contou. Ele ainda tentou tirar mais informações do Bonifácio, mas elas pareceram tão absurdas que realmente começamos a pensar que o "pobre" estava louco.

- O diretor parecia um pouco mais abatido ao dar estas explicações.

O professor Ventura precisava saber mais:

- Mas que espécie de coisas absurdas ele falou?

O diretor não acreditava que o que ele iria dizer tivesse algum valor, dada a completa falta de sentido, mas com a insistência do Professor Ventura e dos rapazes, ele concordou em repetir o que ouviu do Josias:

- Ele disse que todas às noites, ao se deitar, quando, depois de alguns minutos ele relaxava, começava a ouvir vozes estranhas falando algo incompreensível, depois algo que ele identificava como música. A música, quando acabava, era substituída por novas vozes que ele não conseguia identificar e música novamente, que agora passava a uma sonoridade "caipira"...

- ???

- Sim, mas isso não é tudo, se vocês querem saber: todos os dias isso se prolongava exatamente até às duas da manhã, quando então cessavam as vozes e a música, mas ele estava tão assustado que não conseguia dormir mais!

Todos estavam agora em silêncio! Era um caso de alucinações, sem dúvida, mas parece que o Professor Ventura tinha ideias diferentes. Abatidos, todos deixaram a sala do diretor, menos o professor Ventura que, pensativo, chamou Cleto e Beto para seu laboratório.

- Tenho uma teoria...

Quando o Professor Ventura tinha suas teorias, certamente era algo sério. Com seu conhecimento de eletrônica, ele não deixava dúvidas sobre sua competência, mas onde a eletrônica iria se encaixar num caso de alucinações? Será que o Professor Ventura também tinha "talentos" ligados a psiquiatria? No laboratório, o professor foi imediatamente a sua estante de livros, de onde tirou uma enorme pilha de cópias xerografadas de artigos de revistas e jornais, recortes, documentos da Internet e folhetos guardados em pastas. Depois de algum tempo de exame, ele parou numa das pastas que parecia conter o que Professor Ventura queria:

- Aqui está! - exclamou o professor ao retirar um velho artigo de uma revista de eletrônica americana.

Beto e Cleto ainda não estavam entendendo nada, e continuariam por algum tempo a não entender. O professor não mostrou aos rapazes o conteúdo dos artigos deixando-os ainda mais curiosos.

- Calma, que depois eu explico! - o Professor Ventura percebeu a impaciência de Beto e Cleto. Ele continuou:

- Vocês precisam confiar em mim, se desejam ajudar o Bonifácio. Certo?

Os rapazes concordaram, mas não muito animados. O que estava passando pela cabeça do professor Ventura era o que realmente eles queriam saber, e se negassem ajuda, daí sim, é que não seria possível saber qual era o plano. No entanto, fosse o que fosse, Beto e Cleto sabiam que havia eletrônica na história, só que eles ainda não tinham a mínima ideia de como ela se manifestaria. As primeiras pistas começaram a aparecer quando, pouco depois do ocorrido, o professor Ventura fez algumas anotações num papel e pediu para os rapazes algo que aparentemente nada tinha a ver com o caso:

- Tomem! Fiquem acordados até mais tarde, preparem um gravador, e façam as gravações de sinais nesta frequência e nesses horários...

Cleto tomou o papel da mão do professor com cuidado, e junto com Beto examinou o estranho pedido.

- Fazer gravações, e àquela hora?

Sem discutir, e elucubrando as mais loucas teorias, os dois rapazes foram para casa e se prepararam para atender ao estranho pedido do Professor Ventura. E, realmente eles fizeram o recomendado... Cleto e Beto mal dormiram naquela noite, pois mesmo depois das gravações ainda continuaram a especular sobre o porquê de tudo aquilo. Como combinado, os dois chegaram cedo ao laboratório e, juntamente com o professor, entraram para preparar o restante do estranho equipamento.

- Fizeram as gravações que eu pedi? - Essa foi a primeira coisa que o professor perguntou aos rapazes.

O que o professor e os rapazes descobriram? Certamente os leitores estão curiosos, mas a narração do que ocorreu em seguida vai satisfazê-los completamente, acreditamos:

O equipamento para prosseguir com as experiências era estranho e volumoso: um pesado transmissor de ondas médias com quase 50 watts de potência, do tipo antigo com válvulas, e que havia sido usado como estação experimental da escola; um medidor de intensidade de campo; um celular com as gravações pedidas; fios, e alguns instrumentos de medida. Mas faltava algo mais importante: uma autorização para testar tudo isso com seu Bonifácio. E não seria fácil!

Era preciso convencer, tanto o diretor da escola que seria convidado a testemunhar o fato, como o médico do hospital em que ele havia sido internado, de que nada de mal podia ocorrer. Na verdade a hipótese do professor Ventura era tão fantástica para explicar as alucinações do pobre "seu" Bonifácio que eles não estavam muito seguros de que alguém pudesse acreditar nele. Mas não foi o que ocorreu: depois de muita conversa, explicações científicas e documentação séria, numa conversa particular com o diretor do hospital, a permissão foi dada. Entretanto, o diretor do hospital, muito curioso (e desconfiado) queria acompanhar tudo de perto.

- Só não entendo porque convidar também o dentista... - comentou o diretor da escola que havia sido informado, mas não tinha a mínima ideia do que seria feito.

- Não entendo totalmente a ideia dos experimentos! - Comentava em particular com Beto e Cleto, que fingiam "estar por dentro", mas que na verdade ainda não tinham descoberto nada sobre as ideias do professor...

A experiência foi então programada para aquela tarde, dando tempo para que o Professor Ventura e os rapazes instalassem o equipamento numa sala apropriada, indicada pelo diretor do hospital. Colocaram o transmissor e o gravador por trás de um biombo, puxaram um cabo de sua saída de antena e o fizeram terminar numa pequena "antena" dipolo, fixada nas costas de uma cadeira, do outro lado do biombo. Ligaram o transmissor e, sob orientação do prof. Ventura, verificaram com o medidor de intensidade de campo que havia no local um sinal de boa intensidade. Às duas da tarde o pobre Bonifácio, escoltado por dois enfermeiros "parrudos", entrou assustado na sala. Sua expressão de medo mudou muito quando ele viu o diretor da escola e o Professor Ventura.

O Diretor da escola explicou então que eles estavam ali para ajudar, e que iriam fazer uns "testes" necessitando de sua colaboração para descobrir a causa das alucinações. Os testes eram simples, mas em princípio ninguém podia contar de que se tratava. Por trás do biombo, Beto e Cleto aguardavam, ansiosamente, para colocar o "equipamento" em funcionamento. Todos estavam tensos apreensivos pelos resultados que poderiam ter.
Seu Bonifácio, pela confiança que tinha no Diretor e no Professor Ventura, concordou plenamente em ajudar: em seguida ele foi acomodado numa cadeira e teve seus olhos vendados de modo a não ser distraído por luzes ou movimentos da sala e criando o ambiente que correspondia ao seu quarto obscuro na hora de dormir, quando as alucinações ocorriam. O máximo de silêncio foi recomendado. A experiência tinha começado:

O Professor Ventura fez um sinal com as mãos e, conforme havia sido combinado, Beto ligou o transmissor. Como ele era valvulado, foi preciso esperar pelo menos 2 minutos até que o indicador no seu painel mostrasse que ele estava em condição de operação. Beto fez sinal para o professor de que tudo estava OK, e o professor levantou a mão mostrando dois dedos. Era o sinal que a segunda parte da experiência podia ser iniciada.

- Muito bem, Bonifácio! Concentre-se e diga-me o que está sentindo. - era o professor passando agora a explorar os sentidos do "doente".

Seu Bonifácio se contraiu, e por um instante nada falou. Esperou um pouco mais e, com um aceno de cabeça, deu a entender que nada estava ouvindo. O Professor Ventura fez então novo sinal para Beto, que imediatamente ativou alguns controles do equipamento usado. Foi nesse momento que o pobre Bonifácio se agitou na cadeira e levantando os braços falou com voz surda:

- Espere! Estou ouvindo algo. Sim, é isso mesmo...

Neste instante ele parou abruptamente. O Professor Ventura percebeu então que as "alucinações" estavam ocorrendo, mas que o pobre Bonifácio parou pois, certamente, pensou: "agora é que eles vão pensar que estou mesmo louco...".

- Vá em frente. Diga-nos sem medo o que está ouvindo, pois queremos ajudá-lo e você sabe que podemos! Você está ouvindo música e aquelas vozes estranhas, não é isso mesmo?...

O professor procurava despertar confiança e tentar extrair mais do doente. Espantado, o Bonifácio pode então perceber que o professor sabia exatamente o que "ia em sua cabeça". Mais confiante, mas ainda espantado o Bonifácio continuou...

- Sim, é isso mesmo! Mas, como você sabe?

- Sei mais ainda, quer ver? - Ao mesmo tempo o Professor Ventura, para espanto do Diretor fez um novo sinal para Beto que atuou sobre os controles do transmissor. Ele continuou:

- Agora você está ouvindo algo que parecem vozes numa língua estranha, duas femininas numa espécie de diálogo, não é verdade?

- Sim, é isso mesmo, mas como? - O Bonifácio manifestava espanto, mas não tanto como o diretor do hospital e da escola, além do Beto e Cleto, que já estavam começando a decifrar o mistério.

Neste momento, fazendo sinal para os rapazes desligarem o equipamento, o professor Ventura tirou a venda dos olhos do Bonifácio e exclamou com tom vitorioso;

- Está resolvido o mistério! O Bonifácio é normal e as alucinações podem facilmente ser explicadas!...

- ????

A curiosidade era geral. O professor fez sinal para todos sentarem, inclusive Beto e Cleto que se aproximaram.

- É tudo muito simples! Quando o Bonifácio foi internado e ouvi a história do diretor, imediatamente me lembrei de um caso de alucinações que vi numa revista americana há alguns anos, e que me interessou tanto que tirei uma cópia e guardei.

Era o artigo na pasta, que despertou a curiosidade de Beto e Cleto, certamente. O professor continuou:

- Foi apenas um palpite, mas parecia interessante verificar, daí eu ter programado a experiência: o que eu realmente fiz foi induzir as alucinações no Bonifácio, mas por meios eletrônicos!

- Mas como? Então o Bonifácio realmente estava ouvindo coisas? - O diretor do hospital parecia impressionado.

- Sim, mas não eram alucinações, era a pura realidade! - novamente todos estavam perplexos. O professor não deixou que ninguém falasse mais:

- O que ocorreu é um caso de detecção de sinais de rádio pelo dente obturado do Bonifácio!

A perplexidade era geral, principalmente do dentista que se agitou em sua cadeira, pois repentinamente Ciro João, Dentista, percebeu que sua presença tinha algo a ver com o problema... Como alucinações podem ser causadas por um sinal de rádio detectado por uma obturação. Parecia absurdo, mas as explicações do Professor Ventura viriam mostrar que não.

- Há algum tempo, nos Estados Unidos, um indivíduo com um dente obturado de modo imperfeito, e que morava perto dos potentes transmissores de uma estação local, começou a ter alucinações: a ouvir coisas durante à noite. O que ele ouvia, na verdade, eram as transmissões da estação próximas, mas pelo dente!

Parecia absurdo, mas o dentista que já tinha ouvido falar do caso interferiu!

- Sim, já estudamos que materiais impróprios nas obturações podem causar efeitos eletrolíticos, excitando os nervos e causando dores, mas nunca que poderia haver detecção de sinais de rádio...

- Foi exatamente o que ocorreu! - O professor continuou - O metal da obturação formou uma espécie de junção semicondutora, capaz de detectar os sinais da estação de rádio, por estar próxima...

- Um diodo detector! - interrompeu vitoriosamente Cleto.

- Sim, um diodo, como os usados em rádios antigos comuns, e dada a proximidade do dente do nervo auditivo, o sentido auditivo do indivíduo era excitado. No entanto, como não havia um sistema fiel de amplificação, os sinais percebidos tinham, na verdade, um tom incompreensível. Como o Bonifácio dizia, "parecia música e vozes" que ele não conseguia identificar...O que fizemos aqui foi transmitir com nosso transmissor gravações de sons que o Bonifácio prontamente captou por meio de seu dente!...

Os olhos do pobre Bonifácio brilhavam! Foi ele que continuou:

- Agora está claro! Mas que diabo de sinais estavam entrando no meu dente em minha casa e somente à noite, que eu não percebi ainda?

O professor olhou para o Bonifácio como que censurando-o:

- Diga-me, meu caro, o que há por trás de sua casa, naquele grande terreno que na verdade é um pântano?

- Ora, a torre da estação de rádio de... - Ele parou. Estava ali a origem do problema...Olhando fixamente para o professor ele continuou: - Quer dizer que todas essas noites eu estava sintonizando em meu dente, ou melhor, na obturação do Dr. Ciro João (ele olhou bravo para o dentista, que se encolheu na cadeira...) a programação da rádio local...

O Professor Ventura voltou a falar:

- Exatamente! Depois que você se deitava e relaxava, as condições ideais de recepção eram obtidas! E a experiência que fizemos prova exatamente isso! O que fizemos foi ligar, perto de sua cabeça, nosso pequeno transmissor e irradiar justamente os sinais que gravamos na noite passada, da estação local... As alucinações que o aborreciam... - O professor mostrou então a pequena antena fixada nas costas da cadeira e ligada por um cabo ao transmissor.

O Diretor do hospital, mudo até então de tanta perplexidade, abriu a boca pela primeira vez:

- Você falou, estou vendo, mas não acredito! - A perplexidade era total, mas as provas eram conclusivas.

O que fazer agora? Por algum tempo o Diretor do hospital e o dentista leram o artigo na revista americana. O professor Ventura, Beto e Cleto, só observavam enquanto que o Bonifácio não parava de falar... Em dado momento, o Diretor do hospital interrompeu tudo:

- Está tudo resolvido! O que vamos fazer? O Bonifácio vai imediatamente ao consultório do Dr. Ciro, que vai "consertar" a obturação. Depois ele volta para casa, mas com alguém de sua confiança, por exemplo, o professor, e fica em observação por uma ou duas noites. Se as alucinações não voltarem está dada a alta...

Todos aplaudiram e se cumprimentaram, principalmente o Prof. Ventura que aceitou a tarefa de fiscalizar o Bonifácio por uma ou duas noites. Depois de três dias, com o Bonifácio já de volta ao trabalho, Beto e Cleto encontraram o Professor trabalhando no laboratório.

- Realmente as alucinações não voltaram, mas que fique a lição - O professor estava sério.

Beto, com sua imaginação, deu o toque final a aventura por que passaram:

- Será que no futuro não haveriam rádios que seriam implantados nos dentes, o que permitiria o seu uso em qualquer lugar, sem a necessidade de fios, pilhas, etc.?

Cleto riu, pensando na estranha possibilidade, inclusive de alguém engoli-lo. Por onde sairia o som então?

- Interessante! Coisas como caninos de AM, incisivos de FM e molares de ondas curtas e até celulares!

- E como seria chamado tal receptor?

- Denteródino! (*) - foi a resposta que fez todos rirem.

(*) O nome denteródino vem do sufixo “dino” usado durante muito tempo para especificar as diversas tecnologias de receptores de rádio nas gerações que surgiram de 1920 a 1950.

Assim, receptores como neutródino, heteródino e depois o super-heteródino foram comuns nesta época. Até hoje, a maioria dos receptores de rádio que temos é do tipo super-hereródino.

Obs: a história ‚ imaginária, tendo sido publicada na revista Eletrônica Total em 1994, mas o caso de alucinações de um indivíduo com obturação defeituosa narrado na cópia da revista americana é verdadeiro.

A revista americana é a Popular Electronics, no entanto, não conseguimos localizar a data da sua edição.

Indo além, ao revisar esta estória no início de 2003, recebemos a notícia de que uma empresa Americana está estudando a possibilidade de implantar telefones celulares em dentes!

Bastaria você usar uma palavra em código para habilitar a ligação, falar o número e depois travar conversação, como se estivesse falando sozinho... Coisa de louco!

Para espantar ainda mais o diretor do hospital...

 

 

Uma outra observação interessante que obtivemos e noticiamos no nosso site é que uma empresa japonesa está aproveitando o mesmo princípio para obter celulares implantáveis no dente! O receptor seria acoplado ao nervo auditivo e o microfone estaria dentro do próprio dente, portanto, dentro da própria boca. A discagem seria feita por código de reconhecimento de voz!

 

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