Eletrônica Paranormal (PN010)

A presença da eletrônica em todos os ramos da atividade humana é um fato consolidado. Evidentemente, os que fazem pesquisas com fenômenos insólitos como por exemplo a procura de contactos mediúnicos, radiestesia, estudo de auras, previsão do futuro, etc., não poderiam deixar de pensar em contar com ajudas eletrônicas em seu trabalho. É claro que as controvérsias sobre a validade de tais estudos não tem nada a ver com a eletrônica, neste artigo. Deixamos por conta de cada leitor a emissão de opiniões sobre isso. O que vamos descrever é apenas alguns dos recursos eletrônicos que os estudos fazem uso e em que se baseiam para isso.

Nicola Tesla, o pesquisador de origem Tcheca, nos Estados Unidos, foi um dos primeiros que direcionou seus estudos de eletrônica na época para finalidades pouco comuns. Tesla acreditava que o rádio, uma novidade em sua época, poderia servir de meio de comunicação com os espíritos.

Ao mesmo tempo em que desenvolveu diversos tipos de transmissores que se tornaram úteis, Tesla não deixou de fazer experiências com eles tentando contactos "com o além".

A idéia de que recursos eletrônicos possam ajudar no estudo de fenômenos paranormais, ou seja, que não são considerados normais pela ciência acadêmica e, em alguns casos, nem mesmo aceitos, é amplamente difundida em nossos dias.

De fato, se levarmos em conta que o que existe é a manifestação de fenômenos que devem ser percebidos pelos nossos sentidos e que nossos sentidos são bastante limitados, a utilização de extensões desses sentidos na forma eletrônica é algo que pode levar a resultados positivos, conforme sugere a figura 1.

 

Com a ajuda de equipamentos apropriados podemos aumentar o número de conexões com as fontes destes fenômenos e com isso até conseguir manifestações mais evidentes ou mais intensas.

Este é o principal argumento que os pesquisadores que usam recursos eletrônicos têm para justificar suas ações.

Mas, que tipo de equipamento eletrônicos podemos usar em pesquisas paranormais?

 

 

VOZES E IMAGENS DO PASSADO (OU DE OUTRAS DIMENSÕES)

Um pesquisador sueco, interessado em gravações de vozes de pássaros fez uma descoberta impressionante. Fazendo gravações num local deserto, o pesquisador, ao passar sua fita descobriu que havia gravado vozes estranhas de fundo.

Inicialmente pensou que a fita não estivesse boa, tendo sido mal apagada de uma gravação anterior, mas isso logo foi descartado, pois a fita era nova.

No entanto, o que mais lhe chamou a atenção é que as vozes gravadas falavam numa língua estranha. Levando à fita a um amigo estudioso de línguas a surpresa foi maior ainda quando ele lhe revelou que aquelas vozes falavam numa língua extinta. Era uma língua que povos daquela região onde ele estivera falavam centenas de anos antes!

O pesquisador impressionado passou a pesquisar o fenômeno, gravando fitas aleatoriamente e verificando se "vozes" apareciam superpostas. Revelando sua descoberta ao mundo, muitos passaram a tentar gravar essas "vozes do além" com seus gravadores comuns.

A idéia básica destas gravações é que as vozes tanto podem estar registradas em alguma dimensão desconhecida como até podem ser emitidas por espíritos. Evidentemente, como elas estão em dimensão desconhecida elas não podem ser ouvidas diretamente por nós.

No entanto, o gravador serviu como elemento intermediador, caso em que essas vozes puderam "modular" os sinais do circuito ficando registradas na fita.

 

A teoria é que o ruído branco que existe numa gravação (ruído de fundo ou chiado) serve de portadora e que sinais estranhos como vozes ou ruídos que estejam numa dimensão diferente, sob determinadas condições podem modular este ruído, aparecendo então na fita ou mesmo sendo ouvidos.

Em suma, o meio intermediador para a captação desses sinais é o ruído branco ou ruído elétrico de fundo.

Na pesquisa, de modo a aumentar a probabilidade de captação desses ruídos usam-se diversos recursos.

Um deles, que pode até ser repetido pelo leitor interessado consiste em se usar um cabo comum sem microfone na entrada de gravação de um gravador comum tendo um diodo, conforme mostra a figura 3. Uma fita virgem é colocada no gravador que é ajustado para gravar. A escuta cuidadosa da fita pode revelar coisas interessantes superpostas ao ruído de fundo.

 

Evidentemente, deve-se tomar cuidado para que os sinais captados não sejam enganosos como pode ocorrer facilmente em alguns casos. Assim, alguns pesquisadores menos preparados ficaram entusiasmados quando ao passar a gravação feita dessa maneira ouviram música e vozes claramente num nível impressionante, quando na realidade o que estava "entrando" eram sinais de rádio de emissoras próximas...

Para os pesquisadores interessados, pode-se pensar em criar meios portadores, ou seja, geradores de ruídos que possam ser modulados e para isso existem muitas sugestões.

Um feixe de luz que incida num sensor ligado na entrada do circuito seria um meio teórico de obter modulação, conforme mostra a figura 4.

 

O interessante desta pesquisa é que trabalhamos num campo totalmente desconhecido, e que portanto se revela muito promissor para descobertas inéditas. Os meios são infinitos e sua utilização depende apenas da imaginação do leitor.

Na versão mais moderna do sistema, muitos pesquisadores estão tentando gravar imagens em lugar de apenas sons, mas baseados no mesmo princípio: deve haver um meio intermediário que possa ser "modulado" pela informação de modo que ela seja registrada.

O modo mais simples de se tentar registrar uma imagem "paranormal" é apontar a câmara para um fundo branco iluminado (ou de outro cor) e colocar na frente da câmara algum tipo de filtro que possa ajudar na "decodificação" das imagens produzidas, conforme mostra a figura 5.

 

Diversos tipos de "filtros" têm sido experimentados como polaróides, filtros de cores, infravermelhos ou mesmo pedaços de plásticos, acrílicos, telas, reticulados, etc.

O que se faz então é gravar por certo tempo a imagem e depois, ao passá-la tentar ver formas ou padrões que identifiquem algum tipo de fenômeno paranormal.

Alguns pesquisadores afirmam ter conseguido registrar rostos de pessoas ou mesmo paisagens que correspondem a locais desconhecidos.

Sugestões para se melhorar o registro de imagens ou mesmo tentar novos tipos de manifestações consiste em se usar luz modulada na iluminação da parede ou tela que é focalizada pela câmara ou ainda utilizar sistemas de varredura.

 

 

RADIOESTESIA

Os pêndulos são utilizados de uma forma intensa em muitos tipos de pesquisas de manifestações paranormais. Acredita-se que as suas oscilações são extremamente sensíveis a manifestações paranormais sofrendo alterações que podem ser observadas por um operador capacitado.

Dizem que os mais sensíveis conseguem detectar jazidas minerais, reservatórios de água subterrâneos pela simples alteração dessas oscilações, conforme mostra a figura 6.

 

Existe um princípio físico que ajuda a explicar algumas das alterações do pêndulo diante de jazidas. A oscilação pode ser afetada (não no período, como se demonstra) pela mudança da gravidade que um corpo de menor ou maior densidade causa, conforme mostra a figura 7.

 

As pesquisas que envolvem essas mudanças são feitas de modo sério com sensores gravimétricos acoplados a aeronaves, conforme mostra a figura 8.

 

 

A utilização da chamada forquilha (rabdomante = varinha mágica) para se detectar água se baseia no mesmo princípio. Pequenas alterações de seu peso, provocada pela presença de um lençol de água podem ser detectadas por uma pessoa sensível,.

Na gravimetria, a eletrônica já é usada amplamente na detecção de depósitos minerais, mas na pesquisa de fenômenos paranormais poucos são os pesquisadores que fazem seu uso, se bem que as possibilidades são muito amplas.

Assim, tanto o pêndulo como a forquilha podem ser acoplados a sensíveis detectores eletrônicos que, muito melhor que os humanos, poderiam acusar a mínimas alterações das amplitudes ou das orientações de suas vibrações.

O osciloscópio deve ser ajustado para uma frequência de varredura compatível com a do fenômeno que deve ser observado, normalmente uma baixa frequência.

Outra maneira de se agregar recursos eletrônicos a experimentos com pêndulos é mostrada na figura 9 em que acoplamos um espelho a esse pêndulo e focalizamos um feixe de luz comum ou mesmo um feixe de LASER.

 

Os mínimos movimentos do pêndulo são amplificados pelo deslocamento angular do espelho traduzindo-se assim em variações de sinal acusadas por um foto-sensor.

Este foto-sensor pode ser acoplado a um amplificador comum ou mesmo um osciloscópio.

 

 

AURA

Um radiotécnico russo, chamado Kirlian, descobriu que ao se aplicar campos de alta tensão em seres vivos, aparecia em sua volta uma fluorescência que se associava ao que esotericamente se denomina "aura".

Pela aura de um ser vivo seria possível determinar seu estado emocional ou mesmo a presença de partes doentes ou de doenças internas.

Experimentos feitos com folhas vegetais,  demonstram que partes doentes possuem "auras" diferenciadas.

Tecnicamente a aura é aplicada pela ionização do ar em volta de um corpo carregado de eletricidade que ocorre quando as cargas "escapam" para o meio ambiente.

Uma ponta de metal ligada a um corpo carregado produz um "eflúvio" iônico que se caracteriza por uma coloração que vai de amarelo ao azul, dependendo da sua intensidade e da própria composição do ar a sua volta, conforme mostra a figura 10.

 

O estudo da aura de seres vivos tem sido amplamente divulgado, com a análise não só do formato da luminescência em torno do ser analisado como de sua colocação.

Na figura 11 mostramos um circuito que permite visualizar a aura de seres vivos pequenos, folhas ou mesmo da mão de uma pessoa. Trata-se da popularmente denominada "Máquina Kirlian" que nada mais é do que uma fonte de MAT (Muito Alta Tensão), como as usadas para acelerar os elétrons nos cinescópios de televisores.

 

A alta tensão é aplicada ao ser vivo por meio de um eletrodo que contém uma folha de vidro. Esta folha evita a descarga direta que poderia ser perigosa para o caso de pessoas que desejassem ver, por exemplo a "aura" de seus dedos, conforme mostra a figura 12.

 

Colocando entre o ser vivo e a folha de vidro filmes fotográficos virgens podem ser obtidas fotos da aura e ainda, utilizando-se foto-sensores pode-se "medir" a intensidade desta aura em diversos pontos.

A explicação para a origem da aura nos seres vivos fica por conta da teorias esotéricas que a associam ao que se denomina um "eflúvio vital" ou uma "força vital". Para nós interessa saber como a eletrônica é usada no seu estudo.

Os leitores interessados certamente encontrarão literatura sobre o aspecto teórico desta aura nas livrarias especializadas em livros esotéricos.

Um ponto importante para os que pretendem montar uma máquina Kirlian é que a alta tensão pode ser perigosa se não for usada corretamente.

Na máquina Kirlian as tensões são muito altas, mas as correntes extremamente tênues de modo que não há a sensação de choque e nem o perigo.

Para o projeto que descrevemos, usando uma chapa de vidro com espessura apropriada, evitamos o problema do choque que no máximo pode se transformar num leve formigamento, e a segurança no uso com seres vivos se manifesta.

 

TELEPATIA E TELECINESIA

A possibilidade de se transmitir pensamentos à distância não foi totalmente abandonada com o advento do rádio. Na verdade, os pesquisadores antigos imediatamente procuraram associar a possibilidade de se "transmitir" pensamentos a alguma forma de onda eletromagnética que seria enviada pelo nosso cérebro.

Se bem que a atividade cerebral gere sinais que antes estão concentrados na faixa das baixas frequências e são fracos demais para poderem ser detectados à distância, exigindo pois o emprego de eletrodos, existem outros recursos eletrônicos que podem ser usados numa pesquisa sobre o assunto.

Outro campo interessante e associado às capacidades paranormais dos seres humanos se refere à telecinesia (do grego tele = distância, cinese ou kinetiké = movimento) ou seja, à capacidade de se "mover com a força do pensamento" objetos ou provocar fenômenos.

A utilização da eletrônica no estudo desses fenômenos torna-se interessante quando se deseja detectar sua ocorrência em níveis muito fracos, que não seriam percebidos pelos nossos sentidos, ou ainda, quando se desejam fazer estudos sem o envolvimento de um operador humano que possa influir nos resultados.

Um primeiro caso, e mais simples, consiste na geração de símbolos ou imagens aleatórias que seriam usadas para verificar a capacidade de adivinhação de uma pessoa que tenha as qualidades necessárias.

As chamadas "cartas zener" podem então ser substituídas por dispositivos eletrônicos que gerem símbolos aleatórios que devem ser "captados" pelo analisado. Um circuito que gera o acendimento aleatório de LEDs é mostrado na figura 13.

 

Na figura 14 temos um circuito que gera números de 0 a 9 num display de 7 segmentos e que pode ser usado na pesquisa.

 

Nos dois casos, o operador depois de apertar o botão não pode prever e nem saber (se o indicador for tampado) qual é o número gerado, o qual o pesquisado deve adivinhar.

Um estudo estatístico prolongado servirá para avaliar se a pessoa analisada tem ou não uma capacidade latente que a leve a uma taxa de acertos maior que o normal.

No caso da telecinese, sensores podem ser úteis para verificar quando um objeto realiza um movimento que seja imperceptível para os nossos sentidos.

Uma disposição eletrônica para se verificar se uma agulha se move é a mostrada na figura 15 em que temos o mesmo princípio usado na detecção de movimentos de uma forquilha ou pêndulo, com um espelho.

 

O que se faz no experimento é verificar se a "ação" de um pesquisado pode movimentar a agulha de alguma forma. Sua colocação dentro de uma cúpula de vidro evita que correntes de ar causem movimentos que possam ser interpretados de forma errada.

 

 

OVNIS

Os objetos voadores não identificados (OVNIS) ou popularmente chamados "discos voadores" preocupam uma grande parte dos pesquisadores ou interessados em fenômenos paranormais ou esotéricos.

Os mais diversos meios de sensoriar tais objetos tem sido imaginados pelos pesquisadores, que não deixam de citar que o próprio radar foi o recurso eletrônico que primeiro serviu para acusar estes veículos.

No entanto, os radares não estão ao alcance dos pesquisadores comuns, e os que podem manejá-los nem sempre estão dispostos a revelar a presença de objetos estranhos em suas telas, por motivos que não nos cabe discutir aqui.

O fato é que, se tais naves podem refletir ondas de rádio, e possuem algum tipo de propulsão que desconhecemos, existem manifestações ou efeitos que podem ser detectados por meios eletrônicos.

Um caso interessante que nos dá elementos para um bom projeto, é o de um navio na Ilha de Trindade (na década de 40 ou 50) que, sobrevoado por OVNIS teve seus equipamentos elétricos e eletrônicos afetados, inclusive relógios de muitos tripulantes que chegaram a parar.

Desde então, têm-se associado a presença desses objetos a efeitos magnéticos mais ou menos intensos. Tais campos poderiam ser aproveitados na sua detecção.

Na figura 16 temos então um interessante circuito de detector de OVNIS que se baseia na presença de campos magnéticos que seriam produzidos no seu aparecimento.

 

 

A bobina deste circuito capta variações do campo magnética no local. A tensão induzida nestas condições é amplificada por um amplificador operacional servindo para disparar um monoestável.

Este monoestável está programado para habilitar um oscilador por um tempo determinado. Este oscilador vai então produzir um bip reproduzido num alto-falante sempre que forem detectadas variações bruscas do campo magnético do local.

A sensibilidade do aparelho depende muito da quantidade de espiras da bobina. Uma bobina com 5 000 a 10 000 espiras de fio fino é o que se recomenda como sensor. No entanto, o montador não precisa se preocupar em enrolar tal número de espiras numa bobina. Pode ser aproveitado o enrolamento primário de um transformador comum de alimentação, o enrolamento de um solenóide ou mesmo de uma campainha de porta.

É importante observar que variações de campos magnéticos relativamente intensos não são necessariamente associadas à presença de OVNIS. Linhas de transmissão de energia, comutação de aparelhos elétricos e mesmo descargas elétricas na atmosfera podem provocar estas variações que causarão o disparo do aparelho.

 

 

OUTROS FENÔMENOS

Na série de filmes "Caça Fantasmas" os personagens principais possuem equipamentos sofisticados que não só servem para detectar a presença dos seres responsáveis pelos fenômenos estranhos como também dispositivos que os afugenta ou mesmo destrói.

Evidentemente, o "caçador de fantasmas" real, que seria o pesquisador ou ainda o interessado amador em qualquer tipo de manifestação paranormal não pode ainda chegar a tanto.

No entanto, a utilização de equipamentos eletrônicos de todos os tipos, aproveitando todo o seu potencial, pode ser muito interessante.

Dentre os equipamentos que podem ser utilizados nas pesquisas podemos citar os seguintes:

 

a) Detector de Radiação

A presença de OVNIs em determinados locais tem sido detectada pela radiação remanescente. O que se faz é empregar detectores Geiger que medem radiações ionizantes resultantes de desintegrações atômicas.

A presença destas radiações nos locais em que tais objetos voadores tem sido observados é associada por muitos pesquisadores ao sistema de propulsão que eles usariam.

Evidentemente, a presença de altos níveis de radiação, além de alertar sobre o que ocorreu no local, também serve para afastar o pesquisador que não deve ficar sujeito aos seus efeitos.

 

b) Detector de infravermelho e raios X

Manifestações "energéticas" de diversos tipos podem ocorrer com a emissão de formas de radiação que nossos olhos não podem perceber.

Assim, um detector de radiação infravermelha como os sensores piroelétricos usados como alarmes consistem em equipamentos interessantes numa pesquisa de fenômenos paranormais.

Variações da temperatura de um objeto que sejam imperceptíveis para nós podem ser detectadas por um sensor piroelétrico como o mostrado na figura 17.

 

 

c) Eletroscópio

Se existem fenômenos que podem provocar distúrbios magnéticos, é de se acreditar que também ocorram condições em que fenômenos elétricos se manifestem.

É importante observar que os campos magnéticos e elétricos são distintos e que um aparelho que seja sensível ou detecte um não o faz com o outro.

Campos elétricos são causados por cargas elétricas acumuladas, como por exemplo as que se acumulam nas nuvens e que são depois responsáveis pelas descargas durante tempestades.

O eletroscópio é o instrumento indicado para acusar a presença de cargas elétricas. Na figura 18 temos um eletroscópio simples com um FET e que pode ser usado em algumas experiências interessantes.

 

 

A capacidade de pessoas paranormais de afetar a carga de objetos pode ser testada com este tipo de instrumento, ou até mesmo a capacidade de afetar a carga existente num corpo previamente carregado.

 

 

d) Conversor de ultrassons

Existem na natureza (e no mundo sobrenatural) muitas manifestações sonoras que não podemos ouvir. Talvez um fenômeno pesquisado não se revele por estar na faixa do "espectro sonoro" que não podemos perceber. Um conversor ultrassônico pode ser um recurso muito interessante para o pesquisador, conforme mostra a figura 19.

 

Na própria gravação de "sons do passado",o uso de um aparelho que traga para o espectro audível sons de frequências elevadas pode revelar coisas interessantes.

Este aparelho nada mais é do que um sensível amplificador que mistura os sons de um microfone ultrassônico com os sons de um oscilador local. O resultado é um "batimento" que cai dentro da faixa audível. Este batimento pode então ser reproduzido num fone, alto-falante ou então gravado.

 

 

CONCLUSÃO

Não é finalidade deste artigo discutir se os fenômenos pesquisados são reais, se devem ser acreditados ou não, ou porque não são aceitos pela ciência estabelecida.

Nossa finalidade com este artigo foi descrever os recursos eletrônicos que têm sido utilizados pelos pesquisadores (quem quer que eles sejam). Se o leitor é cético em relação a qualquer um desses fenômenos, deve levar em conta apenas que, sendo "ligado" à eletrônica, pode perfeitamente ser consultado sobre algum equipamento que descrevemos ou mesmo receber a "encomenda" de montar algum deles.

O conhecimento do princípio de funcionamento dos aparelhos descritos e das técnicas usadas tem antes um caráter profissional para os que estão no campo da eletrônica e foi principalmente a este público que pretendemos atingir.

É claro que os leitores que são adeptos deste tipo de pesquisa devem merecer todo nosso apoio e com certeza não deixaremos de publicar, quando tivermos ao nosso alcance, projetos de quaisquer tipo que envolvam as chamadas "para ciências" como a parapsicologia e outras.

 


Obs: Este artigo deu origem a uma série de outros sobre o assunto, que depois de expandidos deram origem ao nosso livro Eletrônica Paranormal, publicado em português, inglês e russo (veja livros internacionais e nacionais neste site).

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