Vozes do Além - Transcomunicação Instrumental ou ITC

A presença da eletrônica em todos os ramos da atividade humana é um fato consolidado. Evidentemente, os que fazem pesquisas com fenômenos insólitos, “paracientíficos” ou “paranormais” como, por exemplo, a procura de contactos mediúnicos, radiestesia, estudo de auras, previsão do futuro, medicina alternativa ou transcendental, cromoterapia, acupuntura, etc., não poderiam deixar de pensar em contar com ajudas eletrônicas em seu trabalho. É claro que as controvérsias sobre a validade de tais estudos não tem nada a ver com a ciência eletrônica e isso é deixado bem claro neste artigo. Deixamos por conta de cada leitor a emissão de opiniões sobre isso. O que vamos descrever são apenas alguns dos muitos recursos eletrônicos que os estúdios fazem uso e em que se baseiam para isso.

 


Os leitores interessados em se aprofundar nesse assunto e dominam o inglês podem adquirir o livro Electronic Projects from the Next Dimension – Paranormal Experiments for Hobbyists do autor (Newton C. Braga) publicado nos Estados Unidos pela Newnes citado na introdução e que ganhou o prêmio Livro mais Original do Ano de 2002 dado pela revista Inglesa “Anomalyst”. São dezenas de projetos “paranormais” utilizando componentes e equipamentos comuns que qualquer pessoa pode montar. (veja em livros internacionais). Em português temos o livro Eletrônica Paranormal, de onde este artigo foi adaptado.

 

Nicola Tesla, o pesquisador de origem Tcheca, que viveu nos Estados Unidos, foi um dos primeiros que direcionou seus estudos de eletrônica, na época, para finalidades pouco comuns. Tesla acreditava que o rádio, uma descoberta recente naqueles tempos, poderia servir de meio de comunicação com os espíritos. Ao mesmo tempo que desenvolvia diversos tipos de transmissores, que se tornaram úteis em diversas aplicações práticas, Tesla não deixou de fazer experiências, tentando contactos "com o além".

A idéia de que recursos eletrônicos possam ajudar no estudo de fenômenos paranormais, ou seja, que não são reconhecidos pela ciência atual ou acadêmica, e em alguns casos até mesmo negados, é amplamente difundida em nossos dias. Na verdade, já se nota uma tendência de muitos dos assuntos que antes eram repelidos pela ciência convencional serem aceitos até mesmo como temas de muitos cursos superiores como a acupuntura, Ioga, etc.

De fato, se levarmos em conta que o que existe é a manifestação de fenômenos, que devem ser percebidos pelos nossos sentidos, e que nossos sentidos são bastante limitados, a utilização de extensões desses sentidos, na forma eletrônica, é algo que pode levar a resultados muito interessantes na pesquisa ou utilização desses fenômenos, conforme sugere a figura 1.

 


Figura 1 – Nossos sentidos não são suficientes para detectar tudo que ocorrem em nosso ambiente.

Com a ajuda de equipamentos apropriados podemos aumentar o número de conexões que temos com as fontes destes fenômenos, e com isso até conseguir manifestações mais evidentes ou mais intensas. Esse é o principal argumento que os pesquisadores, que usam recursos eletrônicos, têm para justificar suas ações. Manifestações de certos fenômenos que envolvem energia que não podem ser percebidas pelos nossos sentidos podem ser muito melhor entendidas com o uso de sensores eletrônicos. Mas, que tipo de equipamento eletrônico podemos usar em pesquisas paranormais?

 


VOZES E IMAGENS DO PASSADO (OU DE OUTRAS DIMENSÕES)

Um pesquisador sueco, Friedrich Jüngerson, interessado em gravações de vozes de pássaros, fez uma descoberta impressionante.  Fazendo gravações num local deserto, o pesquisador, ao passar sua fita descobriu que havia registrado vozes estranhas de fundo. Inicialmente pensou que a fita não estivesse boa, tendo sido mal apagada de uma gravação anterior, mas isso logo foi descartado, pois a fita era nova.

No entanto, o que mais lhe chamou a atenção‚ foi que as vozes gravadas falavam numa língua estranha. Levando a fita a um amigo estudioso de línguas, a surpresa foi maior ainda quando ele lhe revelou que aquelas vozes falavam numa língua extinta. O pesquisador impressionado passou a pesquisar o fenômeno, gravando fitas aleatoriamente e verificando se "vozes" apareciam superpostas. Revelando sua descoberta ao mundo, muitos passaram a tentar gravar essas "vozes do além" com seus gravadores comuns.

A idéia básica destas gravações é que as vozes tanto podem estar registradas em alguma “dimensão desconhecida” (1) como até podem ser emitidas por espíritos. Evidentemente, como elas estão em “dimensão” desconhecida elas não podem ser ouvidas diretamente por nós.


(1)Nesse ponto abrimos um espaço para comentar que muitos termos usados em pesquisas exotéricas ou para-ciências não tem o mesmo significado da ciência acadêmica ou tradicional. Na verdade esse é um dos motivos para que o conflito entre os estudiosos se acentue. Assim, por exemplo, o conceito de “energia” para os estudiosos das para-ciências, não tem nada a ver com o conceito de “energia” da física tradicional. O uso da palavra energia dessa forma paralela, é na verdade uma das grandes causas para que a ciência tradicional seja tão refratária as pesquisas exotéricas.

 


No entanto, o gravador serviu como elemento intermediador, caso em que essas vozes puderam "modular" os sinais do circuito ficando registradas na fita.

 


Figura 2 – Registrando sons paranormais com um gravador de fita comum.

A teoria básica que explica o fenômeno, tem por fundamento o que se denomina “ressonância estocástica”. O que ocorre é que se existir num sinal uma informação (som som) cuja intensidade esteja abaixo do nível de sensibilidade dos nossos ouvidos ou de um equipamento registrador, a adição de um ruído de fundo (ruído branco) pode reforçar esse sinal levando-o a um nível que possa ser ouvido ou registrado, conforme mostra a figura 3.

 


Figura 3 - Como a ressonância estocástica pode revelar os sons paranormais.

O ruído de fundo, no  caso das gravações de Jungerson foi o ruído do vento e das folhas das árvores (ruído branco). 


Foto - Friedrich Jungerson em foto de 1959.

Existe até uma lenda explorada no filme “The Grass Harp” que fala do modo como os índios americanos podem “ouvir as vozes dos antepassados” no som do vento e das folhagens das plantas. Em suma, o meio intermediador para a captação desses sinais é o ruído branco ou ruído elétrico de fundo (gerado pela agitação térmica dos circuitos ou descargas estáticas).

Um filme mais recente que explora de maneira muito interessante  esse tema é “White Noise”  (Ruído Branco) de Stephen Bourne. Nesse filme um amador do fenômeno das vozes eletrônica (EVP – Electronic Voice Phenomena) consegue gravar vozes do além, informando-o sobre fatos que realmente ocorrem ou ocorreram.


Cartaz do filme White Noise

Na pesquisa, de modo a aumentar a probabilidade de captação desses ruídos são usados diversos recursos. Um deles, que pode até ser repetido pelo leitor interessado, consiste em se usar um cabo comum sem microfone na entrada de gravação de um gravador comum tendo um diodo, conforme mostra a figura 4. Uma fita virgem é colocada no gravador que é ajustado para gravar. A escuta cuidadosa da fita pode revelar coisas interessantes superpostas ao ruído de fundo.

 


Figura 4 – Usando um gravador de fitas comum.

A grande escritora, recém falecida, Hilda Hilst fazia gravações em seu sítio em Jundiaí (SP) usando essa técnica com resultados impressionantes, segundo pudemos verificar pessoalmente, juntamente com nosso amigo pesquisador Max Berezovsky.

Nota: Veja no final do artigo a homenagem que prestamos ao nosso grande amigo Dr. Max, falecido em junho de 2009, grande pesquisador de fenômenos paranormais.

 


Foto – Dr. Max Berezovsky – grande pesquisador de fenômenos paranormais.

 


Foto – Hilda Hilst pesquisando vozes paranormais. A escritora fundou em 1990 a ANT – Associação Nacional de Transcomunicações.

Evidentemente, deve-se tomar cuidado para que os sinais captados não sejam enganosos, como pode ocorrer facilmente em alguns casos. Assim, alguns pesquisadores menos preparados ficaram entusiasmados quando ao passar uma gravação feita dessa maneira ouviram música e vozes claramente, e num nível impressionante, quando na realidade o que estava "entrando" eram sinais de rádio de emissoras próximas...

Para os pesquisadores interessados, pode-se pensar em criar meios portadores, ou seja, geradores de ruídos que possam ser modulados e para isso existem muitas sugestões. Uma idéia simples, adotada por pesquisadores consiste em se deixar uma fita num gravador rodando ao som da chuva, de um ventilador ligado ou mesmo de uma cascata, conforme mostra a figura 5.

 


Figura 5 – Exemplo de fonte de ruído branco.

Evidentemente, o leitor precisa ter um ouvido muito sensível e paciência para ouvir algum som importante sobreposto ao ruído branco registrado. Outro ponto que é apontado pelos pesquisadores como importante, é a necessidade de se usar gravadores de fita analógicos comuns. A gravação digital, pelo seu princípio de operação corta o ruído e, portanto a informação que está sobreposta.

Na gravação digital, os filtros usados para cortar as componentes de alta freqüência antes da digitalização, cortam também eventuais “informações” que estejam sobrepostas aos sons gravados. Dessa forma, o próprio equipamento elimina justamente o que desejamos ouvir. Uma idéia consiste em se agregar recursos que permitam digitalizar sinais numa faixa mais ampla, o que possibilitaria o uso também de equipamentos digitais. O interessante desta pesquisa é que trabalhamos num campo totalmente desconhecido, e que portanto se revela muito promissor para descobertas inéditas, quem sabe de coisas que hoje ainda não são aceitas pela ciência.

Esse processo de se pesquisar eventuais “vozes” de outras dimensões usando recursos eletrônicos é chamado Transcomunicação Instrumental ou abreviadamente do termo inglês ITC (Instrumental Transcommunication).


Dr. Max Berezovsky
Conheci o Dr. Max Berezovsky nos anos 70, quando ainda estudante universitário. Assisitindo suas palestras acabei por frequentar as reuniões da APEX (Associação de Pesquisas Exológicas). Fizemos uma grande amizade. Interessado em pesquisas paranormais de todos os tipos, ajudei-o com muitos equipamentos eletrônicos. Por exemplo, fascinando com os experimentos de Cleve Backster em biocomunicações, ajudei-o na montagem de registradores, filtros e outros equipamentos para captar os sinais de plantas. Segundo se acreditava, mesmo não tendo um sistema nervoso visível, as plantas possuem estruturas rudimentares que lhes permite sensoriar o que ocorre no meio que as cercas. A reação de fechar as folhas ao ser tocada da Sensitiva (mimosa pudica – (*) ) é um exemplo. Impulsos elétricos deste sistema podiam ser detectados e estudados, revelando que as plantas “sentem” de uma maneira diferente. O Dr. Max fez milhares de registros de plantas nos experimentos em seu laboratório. Ajudei-o também montando uma “Máquina Kirlian” que possibilitava ver o que se denominada “aura”, quando então ele obteve milhares de fotos interessantes, muitas publicadas em artigos e revistas especializadas. O Dr. Max também foi um grande pesquisador do assunto deste artigo, transcomunicação, tendo registrado em milhares de gravações, sons captados pelos mais diversos equipamentos experimentais, muitos dos quais desenvolvidos por nós, e até mesmo imagens em que experimentava filtros com as mais diversas configurações. Muitas das gravações feitas por eles apresentaram resultados impressionantes e bastante convincentes de que “existe algo” no fenômeno que merece uma pesquisa mais profunda. Nas reuniões da APEX, com o Dr. Max na presidência conhecemos muita gente importante interessada no assunto, professores universitários, pilotos, militares, médicos,  meteorologistas e algumas celebridades como Eric Von Daniken, Dr. Heynek e Steve Spielberg, quando do lançamento do filme Contatos Imediatos no Brasil.
O Dr. Max  era um pesquisador sério que acreditava que a ciência tinha a resposta para muitos dos fenômenos então desconsiderados pela ciência oficial. Acreditava que inteligências superiores poderiam estar abordando discretamente o homem da terra. O Dr. Max Berezovsky, médico, faleceu em São Paulo no dia 6 de julho de 2009. Uma grande perda, como amigo e pesquisador.

 

 

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