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Mixer Estéreo 3 + 3 Entradas (ART1956)

Este excelente mixer se caracteriza pelo uso de componentes comuns e por sua saída para fone de ouvido ou duas pequenas caixas acústicas de monitoria. As 3+3 entradas podem ser ampliadas, e a alimentação tanto pode ser feita com pilhas como a partir de fonte. Além dos potenciômetros de controle das entradas, cada amplificador possui seu controle de ganho próprio.

Mixers ou misturadores de áudio são equipamentos indispensáveis em todas as mesas de som. Mesmo os amadores, ou os amantes de som de boa qualidade e possuidores de estúdios de edição de fitas, não podem deixar de ter um mixer.

Não se trata, pois, de equipamento de uso exclusivo dos grandes estúdios e das emissoras de rádio e gravadoras.

Os conjuntos musicais, por exemplo, precisam de um mixer para combinar os sons de seus instrumentos e dos microfones.

O mixer que descrevemos não é do tipo profissional, com muitas entradas e recursos, mas tem o suficiente para que possamos classificá-lo como um equipamento de bons recursos para quem precisa de um, com certa facilidade de montagem e baixo custo.

Nosso mixer tem na sua versão básica 3 entradas por canal e seus sinais são trabalhados por um duplo operacional, que fornece amplificação ajustada, o que permite levar a saída ao nível necessário a excitação do amplificador final de potência, sem problemas.

Cada canal tem ainda um amplificador de áudio de pequena potência (em torno de 500 mW) para excitação de um fone estéreo de monitoria, ou se o local permitir, duas pequenas caixas acústicas.

Os monitores também possuem controles de volume independentes.

 

Características;

Tensão de alimentação: 6 a 9 V

Corrente à máxima potência de saída: 200 mA (tip) com 6 V

Corrente de repouso com 6 V: 10 mA (tip)

Potência de áudio máxima por canal monitor: 325 mW (6 V, 8 ohms)

Potência de áudio máxima por canal monitor: 700 mW (9 V, 8 52)

Número de entradas: 3 + 3

 

COMO FUNCIONA

A base do circuito misturador é um duplo amplificador operacional CA1458 (duplo 741), que opera neste caso com o ganho determinado pela realimentação à entrada inversora. Este ganho é determinado por P7 e P8.

Para poder amplificar os dois semiciclos do sinal de áudio sem a necessidade de uma fonte simétrica, a entrada não inversora é polarizada por um divisor de tensão que fixa a tensão em metade da tensão usada na alimentação.

O capacitor colocado neste ponto melhora a reposta em frequência do circuito.

Para as entradas temos então 3 potenciômetros que dosam o sinal a ser aplicado no amplificador; os resistores de R1 a R6 evitam o curto-circuito da entrada na posição de mínima resistência.

Os capacitores de C. a C5 isolam o circuito amplificador da entrada em termos de corrente contínua.

As saídas de áudio são obtidas através dos capacitores C9 e C10, que as entrega ao circuito externo.

Neste ponto tiramos o sinal para os monitores.

Estes são dois amplificadores de áudio bastante populares, da National.

Usamos para cada canal um LM386, que pode fornecer 325 mW com 6 V em carga de 8 ohms, o que é mais do que suficiente para um par de fones ou um par de pequenas caixas acústicas.

O volume dos monitores é controlado de modo independente nos potenciômetros P9 e P10.

Um ponto importante a ser considerado em montagens de áudio que operam com sinais fracos e a sua sensibilidade a ruídos. Nos mixers e pré-amplificadores, cuidados devem ser tomados para que não ocorra.

a) Blindar todas as entradas e saídas de sinais com as malhas ligadas a um terra comum que pode ser a caixa do aparelho ou chassi.

b) Fazer as ligações de sinais as mais curtas possíveis.

c) Na placa de circuito impresso, os componentes por onde passam os sinais devem ter terminais e trilhas curtas.

d) Usar áreas cobreadas aterradas da própria placa para acompanhar trilhas de sinais, servindo assim de blindagem.

e) Posicionar o transformador de alimentação da fonte (se usado) de modo que seu campo magnético não gere sinais que prejudiquem o funcionamento do circuito, conforme sugere a figura 1.

 

 Figura 1 – Separação do transformador
Figura 1 – Separação do transformador

 

Na figura 2 temos o diagrama completo do mixer para o caso de uma alimentação por meio de pilhas.

 

Figura 2 – Diagrama completo do mixer
Figura 2 – Diagrama completo do mixer

 

O consumo do monitor a plena potência é algo elevado, sugerimos o uso de pilhas médias ou grandes.

Na figura 3 temos uma sugestão de placa de circuito impresso para esta montagem.

 

 Figura 3 – Placa para a montagem
Figura 3 – Placa para a montagem

 

Para os que desejarem uma alimentação a partir da rede de energia temos uma sugestão de fonte de alimentação na figura 4.

 

Figura 4 – Sugestão de fonte de alimentação
Figura 4 – Sugestão de fonte de alimentação

 

Os circuitos integrados, para maior segurança e facilidade de substituição, devem ser instalados em soquetes.

Os potenciômetros de entrada, e eventualmente os demais, podem ser deslizantes para uma melhor aparência do aparelho e facilidade de uso.

Estes potenciômetros devem ser lineares (para a entrada) e graduados, permitindo assim o ajuste dos níveis de sinal com maior facilidade.

Os potenciômetros P7, P8, P9 e P10 podem ser logarítmicos, já que são controles de volume.

Os capacitores menores (até 1 uF) tanto podem ser de poliéster como cerâmicos, dependendo a escolha apenas da disponibilidade do fornecedor. Os capacitores maiores são eletrolíticos para 12 V ou mais de tensão de trabalho.

Os jaques de entrada devem ser escolhidos de acordo com os cabos de sinal disponíveis. Sugerimos o uso de jaques RCA para estas entradas e para as saídas (JS1, e JS2).

Para o fone do monitor deve ser usado um jaque estéreo de acordo com o plugue. Também existe a possibilidade de colocarmos duas saídas separadas para duas pequenas caixas acústicas de monitoria.

Na figura 5 temos uma sugestão de caixa para montagem.

 

   Figura 5 – Sugestão de caixa para a montagem
Figura 5 – Sugestão de caixa para a montagem

 

Será interessante que a caixa seja metálica para servir de blindagem e assim minimizar os problemas de captação de zumbidos. No entanto, se for usada uma caixa de madeira ou plástica, este problema pode ser evitado com a utilização de uma forração interna de papel alumínio.

 

PROVA E USO

Para a prova de funcionamento, basta ligar na entrada uma fonte de sinal e observar a saída, quer seja através do fone ou de pequenas caixas acústicas, a atuação de todos os controles.

Para usar devemos inicialmente ajustar o ganho de P7 e/ou PB de modo que o sinal mais forte aplicado nas entradas (que devem estar todas abertas) não sature o circuito, causando distorção.

P9 e P10 são ajustados de modo que tenhamos volume agradável nos fones de ouvido (ou caixas de monitoria).

Depois, o nível de participação do sinal de cada entrada é ajustado no potenciômetro correspondente.

Na figura 6 temos o modo de usar o aparelho na edição de fitas.

 

   Figura 6 – Modo de usar o mixer
Figura 6 – Modo de usar o mixer

 

Observe que o mixer em questão não tem equalização alguma (é linear), e que a resposta de frequência na faixa audível é determinada pelas fontes de sinal.

Se o leitor tiver de trabalhar com fones que exijam equalização prévia, deve ligar entre a entrada do mixer e a fonte de sinal um equalizador apropriado.

Na figura 7, por exemplo, temos um equalizador RIAA que será indicado para o caso da fonte de sinal ser um fonocaptor de um toca-discos.

 

Figura 7 – Equalizador RIAA
Figura 7 – Equalizador RIAA

 

Para uma cápsula de microfone de baixa sensibilidade, por exemplo, temos na figura 8 um outro circuito pré-amplificador.

 

Figura 8 – Pré-amplificador para microfone
Figura 8 – Pré-amplificador para microfone

 

Veja que estamos baseando estes circuitos no CA1458, que por suas características torna-se compatível com o próprio mixer e, assim, pode ser diretamente incorporado ao circuito já na montagem.

 

Semicondutores:

CI1 - CA1458 - circuito integrado amipliñcador operacional

CI2, Cl3 - LM386 - circuitos integrados amplificadores de áudio - National

 

Resistores (1/8 W, 5%):

R1 a R6 - 22 k ohms

R7 a R10- 47 k ohms

R1, R12 – 1 ohms

P1 a P5 - potenciômetros deslizantes ou lineares de 10 k ohms

P7, P8 - potenciômetros deslizantes ou log de 1M5 ohms2

P9, P10 - potenciômetros deslizantes ou log de 10 k ohms

 

Capacitores:

C1 a C6 -1 uF - poliéster ou eletrolítico

C7 a C10 -10 uF - eletrolíticos de 6 V

C11, C12 - 2.2 uF - eletrolítico de 6 v

C13, C14 - 47 nF - poliéster ou cerâmicos

C15, C16 – 220 uF - eletrolíticos de 6 V

C17 – 470 uF - eletrolítico de 6 V

 

Diversos:

S1 - interruptor simples

LED - LED vermelho comum - opcional

B1 - 6 ou 9 V - 4 ou 6 pilhas médias ou grandes ou ainda fonte de alimentação

E1 a E6 - jaques RCA de entrada

JS1, JS2 - jaques de saída RCA

J3 - Jaque de fones estéreo

Placa de circuito impresso. caixa para montagem, soquetes para os circuitos integrados, suporte de pilhas, fios blindados, botões para os potenciômetros, fios, solda etc.

 

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