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Asteórides, meteoros, cometas e outras ameaças (AST017)

Nos últimos tempos uma enxurrada de artigos foram postados na internet anunciando que a terra estaria em perigo pela queda de meteoros, cometas, asteroides e muito mais que viriam do céu em nossa direção. O excesso de sensacionalismo e a desinformação contribuem para uma confusão geral que normalmente nos levam a ter de esclarecer muito coisa. Este artigo ajuda os que estão apavorados pela possibilidade de queda de um desses bólidos em suas cabeças.

AST017S

Sabemos muito bem que o espaço está cheio de corpos celestes que vão muito mais além das estrelas, planetas e satélites que estudamos na escola. Corpos de menores dimensões, alguns com apenas alguns milímetros de diâmetro até os que possuem centenas de quilômetros de diâmetro vagam pelo espaço, e em alguns momentos podem nos ameaçar.

São bilhões deles que se espalham pelo nosso sistema solar e até mesmo em sua periferia, resultado dos mais diversos fenômenos que vão do esfacelamento de planetas, resíduos da formação de nosso sistema solar e até mesmo vindo de fora, de outros sistemas.

A astronomia classifica estes corpos de forma bem definida:

Asteroides - Começamos pelos asteroides, que são os maiores, que partindo de aproximadamente 1 km podem chegar a centenas de quilômetros. Estes corpos vagam pelo sistema solar em órbitas elípticas que podem, em determinados momentos cruzar com a órbita da terra.

Eles são originários de fenômenos violentos que podem ter ocorrido no nosso sistema de solar desde a época de sua formação como a colisão de planetas. O cinturão de asteroides entre marte e júpiter seria consequência da colisão de dois planetas que no passado gravitavam nessa região.

Sem uma forma definida, eles consistem em enormes rochas. No caso em que sejam muito grandes são chamados de planetoides. Podemos citar como exemplo vesta que tem um diâmetro médio de 530 km tendo sido recentemente promovido a “protoplaneta”.

A maioria gravita entre marte e jupiter, mas existem alguns que se aproximam da terra sendo chamados de “near earth objects”. E por serem grandes e facilmente detectáveis, podem ser monitorados com facilidade. Nenhum deles, pelo menos nos próximos anos constitui-se em ameaça para a terra. Os menores também são chamados de meteoroides.

Realmente se vierem a ter uma órbita que cruze com a da terra e no momento em que isso ocorre houver probabilidade de colisão os efeitos serão catastróficos para nós.

 

Imagem: Por NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA - [1], [2], Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=15835188
Imagem: Por NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA - [1], [2], Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=15835188

 

 

No site Apolo 11 (www.apolo11.com.br ) o leitor encontrará um “monitor de asteroides” que da a posição, tamanho, distância de passagem em relação a terra e velocidade dos asteroides que são monitorados.

Por exemplo, no momento em que escrevo este artigo (07/05/2019) estará passando a 5 milhões de quilômetros da terra o 2019 HQ3, Esse asteroide tem 35 metros de diâmetro. O interessante deste site é que ele classifica por cores os asteroides segundo seu grau de periculosidade. No caso, pela distância, ele está longe de ser ameaçador, se bem que viajando a dezenas de quilômetros por segundo, um impacto teria o mesmo poder de diversas bombas atômicas.

 

Cometas - Os cometas têm uma natureza completamente diferente dos asteroides. Eles consistem em massas que podem ter um núcleo rochoso, mas envolvido em gelos e gases solidificados pelas baixas temperatura do espaço no local em que formaram.

Normalmente, eles têm origem para além de saturno onde reinam temperaturas extremamente baixas, com maior concentração na chamada nuvem de Oort. Kuiper mostrou que muitos cometas de curto período se originam além de Netuno.

Sua órbita, ao contrário dos demais corpos que possuem órbitas quase circulares é muito alongada o que significa que de tempos em tempos eles se aproximam do sol. Muitos se desprendem da nuvem remota e caem em direção ao sol, passando a gravitar com uma órbita alongada nova em torno dele.

Assim, de tempos em tempos esses corpos passam perto da terra em orbitas alongadas ocorrendo então um efeito especial. Os gases e a poeira que os recobre evapora formando uma causa que os caracteriza.

 

Imagem de um cometa
Imagem de um cometa

 

O mais famoso é o de Halley que tem um período de 76 anos e que passará por aqui em 2061. No momento ele está chegando ao seu ponto mais distante do sol a mais de 5 bilhões de quilômetros.

Podem nos ameaçar? Sim, se sua órbita cruzar com a nossa e houver possibilidade de impacto. O seu diâmetro é de vários quilômetros e a velocidade do impacto seria enorme. Existem outros?

Sim, e devemos monitorá-los. Até maio de 2005 foram registrados mais de 3 600 cometas Observe que diferente dos meteoros que veremos a seguir, o cometa não passa num piscar de olhos pela terra.

Sua passagem pode demorar dias e ele fica quase que parado no céu, mudando de posição muito lentamente, o que permite sua fácil observação com lunetas, binóculos e telescópios.

 

Meteoros – são corpos com a mesma natureza dos asteroides, mas com dimensões muito menores. Quando eles estão no espaço são chamados de meteoroide. No entanto, quando entram na atmosfera da terra numa velocidade que pode chegar aos 40 km por segundo, o atrito os inflama e produzindo então um rastro luminoso pela evaporação de sua matéria.

A maioria que não passa de alguns centímetros de diâmetro evapora-se totalmente neste trajeto. O meteoro então “desaparece” depois de se tornar visível por alguns segundos. Os seus restos caem então sobre a superfície da terra na forma de poeira.

 

Um meteoro

Outros, maiores conseguem chegar até a terra e dependendo do tamanho podem abrir crateras. São os bólidos ou meteoritos que em alguns casos podem ter quilômetros de diâmetro como o que teria sido a causa da extinção dos dinossauros.

A terra está coberta de crateras criadas pelo impacto de meteoros, a maioria há milhões de anos estando erodidas ou cobertas de vegetação, quase sendo impossível identificá-las.

Segundo se afirma, a cidade de Carapicuíba estaria dentro de uma dessas crateras produzidas por um meteoro que caiu no local há milhões de anos!

Como existem milhões de meteoros gravitando no nosso sistema, a quantidade dos que cai na terra é muito grande, se bem que a grande maioria seja dos pequenos. Estima-se que todos os dias perto de 100 toneladas de meteoros caia sobre a terra, mas poucos são visíveis (quando caem à noite) e menos ainda os que conseguem chegar aqui embaixo.

Como os menores não causam tanto estragos e os maiores podem ser monitorados, não consistem em grandes ameaças pois não detectamos nenhum ainda que realmente esteja em rotas de colisão. O último grandão que temos registro tinha aproximadamente 10 toneladas e caiu na Rússia em 2013.

E, por falar em perigo só se sabe até hoje de uma pessoa que tenha sido atingida diretamente pela queda de um meteoro.

Um meteoro de 12 cm aproximadamente atingiu Ann Hodges de 34 anos em 30 de novembro de 1954 no alabama. O meteoro pesava aproximadamente 4,5 kg tendo furado o teto de sua casa tendo atingido um rádio e recochetado de modo a feri-la. Ela sobreviveu.

De tempos em tempos a terra cruza a órbita de um cometa. Neste caso, os resíduos da evaporação de seu material podem resultar em meteoros. Como são muitos, durante o período em que esse encontro ocorre, muitos entram na atmosfera terrestre causando o efeito de uma “chuva de meteoros”. Um espetáculo bonito que pode ser visto nas localidades escuras e que são anunciados nas revistas, jornais e internet.

 

Chuva de meteoros associada ao cometa de Tempel-Tuttle
Chuva de meteoros associada ao cometa de Tempel-Tuttle

 

Não se preocupe que a probabilidade de um deles chegar aqui embaixo e acertá-lo é muito pequena.

 

 

 

 

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Mês de Aniversário - 10 Anos (OP195b)

Este é um mês especial para nós. Comemoramos o décimo aniversário do Instituto Newton C. Braga e de nosso site. O que se pensou inicialmente que seria um pequeno blog para dar continuidade ao meu trabalho de até então 50 anos se tornou um verdadeiro portal da eletrônica com edições em espanhol e em inglês. Na verdade, quando isso ocorreu o pensamento de alguns é que as coisas na internet estavam com os dias contados. Era uma “Febre de Momento” como ouvi dizer de alguns. Não era e fomos em frente.

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Os invejosos invejam-se reciprocamente.
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