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Receptor de Ondas Curtas (TEL232)

Um receptor, de apenas três transistores, para você ouvir o mundo! De fato, com este simples receptor você poderá ouvir transmissões de lugares tão distantes como a China ou Japão, claramente, explorando as faixas de ondas curtas e, quem sabe, descobrindo estações clandestinas de países conturbados ou comunicações de espiões profissionais!

A faixa de ondas curtas oferece a possibilidade de descobertas interessantes. Se você já se surpreendeu com a sensibilidade dos receptores secretos (I e II) que publicamos, em função de sua simplicidade, vai ficar ainda muito mais impressionado com este radinho de apenas 3 transistores, mas que pode captar o mundo!

De fato, operando na faixa de ondas curtas, ele pode captar estações tão distantes como China ou Japão, com clareza, usando apenas uma pequena antena externa apropriada.

A faixa que propomos que o leitor explore é a que vai dos 7 MHz aos 10 MHz, que agrupa uma grande quantidade de estações interessantes e até mesmo misteriosas.

A escuta de estações desta faixa constitui-se num passatempo interessante e emocionante, conforme explicaremos mais adiante.

Na faixa de ondas curtas podemos destacar as seguintes emissões:

Estações de radiodifusão de países distantes, alguns dos quais emitem programas em português em determinados horários.

Estações de comunicações entre navios e serviços públicos, radioamadores, satélites, estações clandestinas.

Além de constituir-se num excelente passatempo, a escuta de emissões distantes, em línguas estrangeiras, pode servir de treinamento para os leitores que as estudarem. Neste caso, indicamos programas especiais que são emitidos em ritmo próprio para aprendizes de língua, inglesa, francesa e até mesmo alemã.

 

O CIRCUITO

Para obter a sensibilidade e a seletividade (separação de estações) que a escuta de ondas curtas exige, temos de usar um circuito regenerativo.

Neste circuito, parte do sinal que é ampliado pelo transistor de entrada é levado de volta à entrada, de modo a receber nova ampliação. (figura 1)

 


 

 

O circuito deve então ser ajustado de tal modo que a parte do sinal reaplicada à entrada esteja perto daquela que o faz oscilar, ou seja, no limiar da oscilação. Neste ponto a seletividade cresce e obtemos a amplificação máxima.

Como para cada intensidade de sinal de entrada o nível de realimentação, ou seja, em que o sinal é reaplicado à entrada, muda, devemos ter um ajuste para isso.

Este ajuste, na verdade, é o único inconveniente deste receptor, mas não a ponto de comprometê-lo. Quando sintonizamos uma estação, devemos atuar sobre este ajuste (um potenciômetro) até obter o máximo volume, mas sem deixar o rádio apitar, ou seja, entrar em oscilação.

Na construção do rádio, o ponto mais importante é a bobina, que consta de 3 enrolamentos. Daremos pormenores de duas bobinas: uma que sintoniza de 7 a 10 MHz e outra de 10 a 16 MHz, conforme as faixas de ondas curtas que desejamos explorar.

O primeiro enrolamento (L1) é para ligação na antena e terra, o segundo (L2) é o que faz a reaplicação do sinal na entrada do transistor e, finalmente, temos L3, que determina a faixa de frequências que está sendo captada.

Para obter sensibilidade e seletividade, o transistor usado na entrada deste receptor é do tipo de efeito de campo MPF102. Este transistor é um pouco “diferente" daqueles que os leitores conhecem, mas, em princípio, não oferecerá dificuldades no trato.

Logo após o transistor de efeito de campo, temos a etapa amplificadora de áudio, que começa no potenciômetro P2 de controle de volume. Para simplificar ao máximo o circuito, usamos a mesma etapa de saída do receptor secreto, pela sua, simplicidade.

São usados dois transistores apenas e na saída acrescentamos um recurso importante: como algumas estações distantes são fracas, também o seu sinal pode chegar muito fraco para poder ser ouvido num alto-falante. Damos então a opção de ligação de um jaque (J1) onde pode ser conectado um fone de ouvido.

O radinho funciona com apenas 6 V de alimentação (4 pilhas ou fonte) e exige uma boa antena externa para captar as mais fracas e distantes estações de ondas curtas.

 

MONTAGEM

Começamos pela bobina, que é o ponto mais importante, pois dela depende o que o leitor vai ouvir.

Temos duas opções, inicialmente: Num bastão de ferrite de 1cm de diâmetro (aproximadamente), 10 cm de comprimento e com fio comum ou esmaltado 26, você pode:

a) captar entre 7 e 10 MHz, enrolando:

L1 - 4 espiras

L2 - 3 espiras

L3 - 15 espiras

b) captar entre 10 e 16 MHz, enrolando:

L1 - 3 espiras

L2 - 3 espiras

L3 - 9 espiras.

Se você mora no interior, pode captar também a faixa dos 80 metros e banda agrária com comunicações entre fazendas, ou ainda captar os sinais do “transmissor telegráfico de ondas curtas" (edição 6) e do “transmissor AM de ondas curtas" (desta edição), enrolando:

L1 - 4 espiras

L2 - 4 espiras

L3- 22 espiras

O aspecto da bobina é mostrado na figura 2.

 


 

 

O diagrama completo do receptor é dado na figura 3.

 


 

 

A montagem, numa ponte de terminais, é dada na figura 4.

 


 

 

Na montagem, todas as ligações devem ser bem curtas, para que o funcionamento do aparelho não seja instável.

Damos a seguir algumas recomendações sobre a montagem:

a) Para Q1 deve ser usado um JFET do tipo MPF102 ou equivalentes, como o BF245. Observe sua posição de montagem.

b) Q2 é um transistor NPN de uso geral, como o BC547, BC548 ou BC237, enquanto que Q3 é um PNP, como o BC557 ou BC558. Observe também suas posições.

c) P1 e P2 são potenciômetros comuns. Os valores pedidos não oferecem dificuldades de obtenção. Observe apenas a ordem de ligação dos fios. Se usar uma caixinha, fixe bem estes componentes e próximos da ponte, o máximo possível.

d) O variável CV é aproveitado de um rádio transistorizado, se bem que variáveis grandes possam ser utilizados, desde que os fios de ligação sejam curtos. Nestes casos, o variável será fixado na caixinha.

e) O alto-falante pode ser de qualquer tipo, dando-se preferência aos de 10 cm, pela melhor qualidade de som que podem oferecer em relação aos de reduzidas dimensões, usados em rádios transistorizados.

f) O jaque J1 é do tipo circuito fechado, que desliga automaticamente o alto-falante quando o fone é conectado. Observe a ordem de ligação dos seus fios.

g) Os capacitores são todos cerâmicos, com exceção de C5 que é eletrolítico para pelo menos 6 V; C3 e C4 podem também ser de poliéster.

h) Os resistores são todos de 1/8 W.

i) O choque de RF (XRF) é construído enrolando-se de 80 a 120 voltas de fio esmaltado fino num resistor de 100 k x ½ W.

j) Temos, finalmente, o suporte para 4 pilhas,que pode ser substituído por uma fonte, se assim o leitor o desejar; o interruptor geral S1, que pode estar conjugado a P2 (potenciômetro com chave) e a antena externa, cujos pormenores de construção serão dados a seguir.

 

PROVA E USO

Para provar seu receptor, você precisa de uma boa antena externa.

Como as ondas curtas têm melhor propagação na faixa indicada nos horários entre 17:00 e 8:00 h., a prova de funcionamento deve ser feita à tardinha ou à noite, quando teremos possibilidade de ouvir as estações mais distantes. Pela madrugada também a recepção será excelente.

A antena pode ser um pedaço de fio de 3 a 4 metros esticado ou então preso pelas pontas, com isoladores feitos com pedaços de régua escolar de plástico, conforme mostra a figura 5.

 


 

 

Os comprimentos entre 5 e 20 metros proporcionam a melhor recepção nas faixas propostas.

A ligação à terra é importante e pode ser feita num cano de água, em qualquer objeto de metal em contacto com o solo ou então no polo neutro da tomada.

O polo neutro pode ser descoberto com uma lâmpada neon, como mostra a figura 6.

 


 

 

Para usar o receptor, coloque inicialmente P1 na posição de maior resistência (todo para a esquerda) e P2 na posição de maior volume.

Ligue S1. Se o rádio apitar, coloque P1 no outro extremo (todo para a direita).

Se, ao movimentar P1 de um extremo a outro, não houver oscilação (apito), inverta a ligação dos fios de L2.

Obtendo a oscilação, volte P1 para a posição em que a oscilação fica prestes a ocorrer e ajuste CV até captar alguma estação.

Com cuidado, simultaneamente, você deve ajustar CV e P1 para obter a melhor recepção, sem instabilidade ou oscilação.

Cada vez que mudar de estação você precisa retocar o ajuste de P1.

Se o volume for baixo use fone.

 

O QUE OUVIR

Entre 19:00 e 21:00 horas, diversas estações da Europa e América do Norte transmitem programas em português. Dentre elas citamos:

Rádio Deutsche Welle (A Voz da Alemanha)

Rádio Canadá

BBC

Rádio Netherland

Rádio Suécia

VOA (Voz da América)

Obs. Estas estações era muito ouvidas na época em que o artigo foi escrito, Atualmente, apenas algumas delas operam com programas internacionais.

Com o tempo, estações em outros idiomas podem ser identificadas, assim como emissões de radioamadores, serviços públicos, satélites, etc.

 

Q1 - MPF102 - transistor de efeito de campo

Q2 - BC548 - transistor NPN de uso geral

Q3 - BC558 - transistor PNP de uso geral

L1, L2, L3 - bobinas (ver texto)

CV - capacitor variável (ver texto)

B1 – 6 V - 4 pilhas pequenas ou fonte

P1 – 10 k - potenciômetro simples

P2 – 47 k - potenciômetro simples

C1 – 100 pF - capacitor cerâmico

CZ, C4 – 100 nF (104) - capacitor cerâmico ou de poliéster

C3 – 150 nF (153) - capacitor cerâmico ou de poliéster

C5 – 100 uF - capacitor eletrolítico

R1 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, laranja)

R2 - 4k7 x 1/8 W - resistor (amarelo, violeta, vermelho)

R3 - 4M7 x 1/8 W - resistor (amarelo, violeta, verde)

XRF - choque de RF (ver texto)

FTE - alto-falante de 8 ohms

J1 - jaque circuito fechado

S1 - interruptor simples

Diversos: ponte de terminais, suporte para 4 pilhas, fios, bastão de ferrite, caixa para montagem, botões para P1 e P2, etc. O valor de R3 pode ser aumentado até 10 M para se obter maior rendimento de seu receptor, desde que não haja distorção.

 

Revisado em 2016

 

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