Para Ensinar Eletrônica Não Basta Conhecer Eletrônica (ART3372)

A vocação principal de nosso site e também de nossas publicações, palestras e eventos é ensinar eletrônica. E, quando falamos em ensinar eletrônica nossa proposta é muito mais abrangente do que muitos possam pensar. Não apenas partimos do fato de que é preciso conhecer eletrônica, mas que é preciso muito mais: ter vivência no ensino o que nosso caso vem do fato de que desde que entrei pela primeira vez numa sala de aula como professor, aos 13 anos de idade, ensinei eletrônica, física, tecnologia e até mesmo inglês, matemática e geografia para estudantes de todos os níveis. Do ensino fundamental, até mesmo moradores de rua, até nível superior em escolas de engenharia de renome. Veja um pouco mais sobre a minha opinião sobre o que é preciso para se poder ensinar tecnologia, principalmente em nossos tempos em que ela é exigida desde os níveis mais baixos do ensino.

Quando entrei pela primeira vez numa sala de aula, auxiliando meu pai como professor de cursos de preparação para a então guarda civil e força pública, resolvendo as questões de matemática que ele propunha, percebi que minha vocação não estava apenas na eletrônica onde começava a dar os primeiros passos. Minha vocação realmente estava em ensinar, não só eletrônica, mas todas as matérias que tivessem afinidade com essa tecnologia.

Ao mesmo tempo em que desenvolvia minhas habilidades e conhecimentos sobre eletrônica, começando então a escrever minha primeira coluna com finalidade didática “Eletrônica Para Juventude” na então existente revista “Eletrônica Popular”, ao entrar na faculdade já trabalhava, ao mesmo tempo como professor de física e logo depois como professor de eletrônica, renovando os cursos à distância do Instituto Monitor.

 

Abertura de mais uma edição de Eletrônica Para Juventude (1969)
Abertura de mais uma edição de Eletrônica Para Juventude (1969)

 

Minha percepção maior sobre a importância de se ter uma formação apropriada como professor para poder ensinar qualquer disciplina (incluindo obviamente as tecnológicas) veio dos meus cursos de Didática e Tecnologia de Ensino que frequentei na Faculdade de Educação da USP, como complementação ao curso de física que então frequentava.

Saber o que se ensina é importante, mas para ensinar é preciso mais. Assim, ao longo de toda a minha vida, a preocupação em se desenvolver a capacidade de ensinar e até mesmo incluir a tecnologia nisso foi algo que nunca deixei de lado.

Alguns fatos muito relevantes na inclusão da tecnologia no ensino, principalmente da eletrônica merecem destaques.

O primeiro deles é a criação nos anos 70, juntamente com meu amigo pesquisador Max Berzovsky de uma máquina de ensinar, o Cibertest, numa época em que as máquinas de ensinar estavam apenas nos laboratórios dos grandes centros de pesquisas e universidades como um aceno para o que viria depois com o desenvolvimento dos computadores.

 

Cibertest – Máquina de ensinar que desenvolvemos na década de 70. (Veja como ela funciona em ART3373)
Cibertest – Máquina de ensinar que desenvolvemos na década de 70. (Veja como ela funciona em ART3373)

 

Um Cibertest, era uma máquina rudimentar de ensino programado em que através de uma sequência de fichas com testos teóricos, perguntas e repostas, era possível estabelecer uma sequência lógica de aprendizado com a escolha de fichas que levassem ao aproveitamento máximo do aluno.

Hoje isso pode ser feito facilmente através de programas de computador que ensinam com facilidade qualquer coisa, levando sempre o aluno ao aproveitamento máximo e até mesmo o acompanhamento à distância. O ensino à distância na época ainda não tinha a ajuda do computador.

Posteriormente, ainda dentro de minhas atividades no ensino, desenvolvi o primeiro curso de eletrônica em Instrução programada que saiu durante vários anos na Revista Saber Eletrônica. Uma grande novidade que foi acompanhada por milhares de pessoas que, na época, tiveram sua iniciação comigo.

 

Capa do primeiro número da Saber Eletrônica com a primeira lição do Curso em Instrução programada (1976)
Capa do primeiro número da Saber Eletrônica com a primeira lição do Curso em Instrução programada (1976)

 

Se bem que uma revista não permitisse a expansão da instrução programada em toda sua plenitude, muitos até hoje me agradecem por ter sido aquele curso que os levou a um aperfeiçoamento profissional na engenharia depois.

No final di curso demos um certificado de acompanhamento aos que responderam um questionário final, o qual era enviado pelo correio assinado por mim. Até hoje estou com os dedos doendo dos milhares de certificados que tive de assinar...

Ainda no ensino de eletrônica, além das aulas presenciais que dei em várias escolas nas décadas de 60, 70, 80 e até agora em 2016 quando finalmente parei (um pouco) foi o responsável pela consultaria para renovação de cursos (Monitor) e até mesmo montagem de cursos técnicos como em escolas técnicas federais, particulares e outras.

Até hoje minha consultoria é procurada por escolas que desejam ensinar tecnologia, agora sobre um novo enfoque, o dos STEMs que já estão vigentes nos Estados Unidos, onde livros meus publicados naquele país sobre o assunto foram recomendados.

 

Livro de Newton C. Braga recomendado nos Estados Unidos para ensino de tecnologia. (http://www.newtoncbraga.com/arquivos/mec0011.pdf)
Livro de Newton C. Braga recomendado nos Estados Unidos para ensino de tecnologia. (http://www.newtoncbraga.com/arquivos/mec0011.pdf)

 

E, quando falamos em STEM (Veja ART3046 deste site.) ou no ensino de ciências (Science), tecnologia (Technology), engenhara (Engineering) e matemática (Mathematics) estamos falaando em ensinar a partir do ensino fundamental, o que já fazemos há muitos anos.

De fato, em escolas como o Mater Amabilis, de Guarulhos, já há muito anos trabalhamos ensinando tecnologia desde o ensino fundamental até o médio, já atrelando a eletricidade e eletrônica modernas a experimentos e atividades práticas como disponibilizamos em diversos de nossos livros.

 

Livros em português, em inglês, russo e chinês para estudantes do nível fundamental e médio de Newton C. Braga
Livros em português, em inglês, russo e chinês para estudantes do nível fundamental e médio de Newton C. Braga

 

De fato, como mostra a foto abaixo, temos nossos aluninhos do fundamental já praticando tecnologia e isso há vários anos, pois essa foto não é nova.

 

 

Alunos do fundamental com seus projetos
Alunos do fundamental com seus projetos

 

 

E também do ensino médio...

 

Corrida de carrinhos mecatrônicos, montando robôs-escova , aprendendo eletrônica com o Multisim e no laboratório fazendo montagens.
Corrida de carrinhos mecatrônicos, montando robôs-escova , aprendendo eletrônica com o Multisim e no laboratório fazendo montagens.

 

E, para ensinar para esse público não basta ser um engenheiro, é preciso saber tratar com o nível dele. Falar na mesma língua, entender suas aspirações de aprendizado, saciar sua curiosidade, deixar que sua imaginação corra e dar-lhes o caminho para o futuro é que temos de levar em conta.

Enfim, para ensinar, não basta conhecer tecnologia. É preciso muito mais, e isso temos na nossa longa experiência que já se aproxima dos 60 anos de trabalho que esperamos ir ainda muito além.

 

 

Os professores Amigos do INCB.

O Instituto também conta com professores parceiros no ensino da eletrônica e tecnologia.

Abaixo temos algumas fotos do professor Sérgio Costa que aplica ensino de robótica aos pequenos futuros engenheiros, com material simples que podemos achar no dia a dia. O professor Sérgio é fundador do projeto Minibits que tem como objetivo ensinar as crianças de forma lúdica e divertida o que fazer e como fazer a tecnologia.

 

Prof. Sérgio Costa – Minibits
Prof. Sérgio Costa – Minibits

 

 

Outro professor que recebe o apóio do INCB (Instituto Newton C. Braga) é o professor Vidal Pereira, mais conhecido Vidal do LoRa, ministra cursos voltados a engenheiros que precisam de uma formação mais específica. O conhecimento do professor Vidal e a forma com que ele ministra as suas aulas se tornaram famosas pela simplicidade e diretividade dos assuntos.

 

 

Professor Vidal Pereira
Professor Vidal Pereira

 

 

Outro professor que nos acompanha no ensino da ferramenta MultiSIM e de como desenvolver um projeto para o Mercado Nacional é o professor Renato Paiotti.

 

Professor Renato Paiotti
Professor Renato Paiotti

 

 

 

Na área de IoT (Internet das Coisas) o instituto conta com o grande conhecimento do Professor Marcos de Lima Carlos. Com material voltado para alunos e profissionais de eletrônica, o professor Marcos de Lima ensina de forma fácil os protocolos e aplicações que envolvem IoT.

 

Professor Marcos de Lima
Professor Marcos de Lima Carlos

 

 

 



Opinião

Eventos e muito mais (OP212)

Nosso grande destaque deste mês é o nossa Jornada do Desenvolvimento, que ocorrerá em três etapas sendo a primeira a que foi realizada entre 9 e 13 de agosto. Ela foi uma preparação para as demais que devem ocorrer em setembro e outubro, com oficinas de desenvolvimento com o Edukit SigFox e a Franzininho, numa jornada com os próprios criadores.

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