Trinitron & máscara de sombra (ART555)

Duas tecnologias para a reprodução de imagens em cores são encontradas nos cinescópios de monitores de vídeo e TV. Qual é a diferença? Por que usar uma ou outra é algo que causa muitos debates entre usuários técnicos e profissionais. Para entender como os dois tipos de tecnologias e outras que existem funcionam será interessante ver este artigo.

Muitos usuários de computadores e profissionais da área sente-se confusos quando ouvem falar das diferentes tecnologias usadas pelos monitores de vídeo para a reprodução das imagens. O que é melhor um monitor com cinescópio com máscara de sombra (shadow mask) ou trinitron?

O que é máscara de sombra e o que é Trinitron?

A resposta para estas perguntas é algo importante para os leitores que desejam saber tudo sobre computadores e periféricos. No entanto, para seu conhecimento é preciso também saber um pouco sobre o princípio de funcionamento dos televisores e dos cinescópios.

Para os leitores que desejam estar por dentro das duas tecnologias daremos algumas informações importantes neste artigo.

Como as imagens são reproduzidas num cinescópio de um monitor de vídeo comum que faz uso da máscara de sombra é algo que muitos profissionais da informática e mesmo usuários de computadores não sabe.

Esta tecnologia é a primeira tendo sido a mais usada durante muito tempo como solução única para os monitores de vídeo e também para os televisores comuns em cores.

Nela, o cinescópio é dotado de três canhões que produzem três feixes de elétrons independentes. Os feixes são orientados de tal forma que cada um só pode passar pelos furos de uma máscara de metal, denominada máscara de sombra (shadow mask) incidindo em pontos diferentes da tela recoberta de fósforo.

Os pontos diferentes, que correspondem a incidência de cada feixe é recoberto por fósforo de cores diferentes, de modo que cada furo gera três pontos ou uma tríade das cores fundamentais (RGB).

A figura 1 mostra como isso funciona.

 

Por cada furo passa o feixe de elétrons de um dos canhões incidindo no fósforo de cor correspondente. Na figura os pontos são alinhados, mas podem existir outras disposições como por exemplo em triângulo.
Por cada furo passa o feixe de elétrons de um dos canhões incidindo no fósforo de cor correspondente. Na figura os pontos são alinhados, mas podem existir outras disposições como por exemplo em triângulo.

 

Se você analisar a imagem de seu cinescópio usando uma lente de aumento vai observar que cada pixel ou ponto de imagem é formado por três pontos menores nas cores RGB.

Se bem que este sistema funcione perfeitamente, logo tornou-se evidente que seria possível dirigir os feixes de elétrons para os fósforos de cores diferentes.

A Sony, entretanto desenvolveu uma nova tecnologia para a reprodução das imagens em cores substituindo a máscara de sombra por uma tela de fios verticais, conforme mostra a figura abaixo.

 

No sistema Trinitron criado pela Sony os elétrons de feixes diferentes são desviados de forma diferente por uma rede de fios verticais incidindo em regiões verticais de fósforos das cores fundamentais RGB.
No sistema Trinitron criado pela Sony os elétrons de feixes diferentes são desviados de forma diferente por uma rede de fios verticais incidindo em regiões verticais de fósforos das cores fundamentais RGB.

 

 

A patente do sistema Trinitron da Sony expirou recentemente de modo que existem hoje muitos fabricantes que podem empregar a mesma tecnologia em monitores de vídeo e televisores.

Um fabricante que utiliza técnica semelhante é a Mitsubishi com o Diamondtron.

Neste cinescópio o canhão foi modificado de modo a se obter uma imagem mais uniforme na tela.

Na figura abaixo temos o novo Diamond Pro 1000 da Mitsubishi lançado no final de 1999 e que tem uma resolução de 1800 x 1440 com frequência vertical de 76 Hz e varredura entre 30 kHz e 115 kHz. Este monitor de 21 polegadas possui uma qualidade de imagem excelente e segundo o fabricante combina a tecnica da grade vertical com um canhão P-NX DBF (Dynamic Beam Forming), umanova tecnologia de canhões de cinescópios que o torna mais curto que os equivalentes possibilitando assim a montagem mas compacta existente para estas dimensões de cinescópio.

Este monitor trabalha tanto com entradas BNC de 5 pinos como D-SUB de 9 e 15 pinos além de DIN de 8 pinos. As frequências verticais podem ser ajustadas para valores entre 50 e 152 Hz o "dot pitch" é de 0,28 mm.

 

Monitor Diamond PRO da Mitsubishi lançado no final de 1999 e que utiliza uma tecnologia derivada da Trinitron.
Monitor Diamond PRO da Mitsubishi lançado no final de 1999 e que utiliza uma tecnologia derivada da Trinitron.

 

Observando com uma lente ou bem de perto a imagem reproduzida num televisor ou monitor com o sistema Trinitron o leitor vai perceber que em lugar de pontos temos listas verticais coloridas formando a imagem.

 

DIFERENÇAS ENTRE AS TECNOLOGIAS

A imagem reproduzida num monitor de vídeo e mesmo na tela de um televisor não depende apenas do fato do cinescópio utilizar a tecnologia Trinitron ou Máscara de Sombra. Outros fatores entre em jogo.

 

Monitor Trinitron da Sony
Monitor Trinitron da Sony

 

No entanto, existem diferenças entre os dois cinescópios e isso deve ser de conhecimento dos profissionais da área.

 

As principais diferenças que merecem observação são:

a) O formato de um cinescópio Trinitron é levemente diferente do formato de um cinescópio que faça uso da máscara de sombra. Os cinescópios Trinitron são mais "gordinhos" na parte de trás já que a os fios verticais precisam ser tensionados nesta direção produzindo um esforço maior neste sentido. As imagens dos cinescópios Trinitron são formadas por traços ou linhas verticais enquanto que a dos cinescópios comuns são formadas por tríades de pontos ou traços alinhados ou não. Com uma lente de aumento percebe-se claramente as diferenças de imagens dos dois tipos de cinescópios.

b) No sistema com máscara de sombra, o feixe de elétrons tem parte de sua energia dissipada na passagem pelo furo da máscara, pois ele não tem a largura exata do furo. Isso significa que nas imagens brilhantes, a máscara tende a se aquecer com o choque dos elétrons e com isso dilatar desalinhando-se com o aparecimento de problemas de imagem em alguns casos.

 

 


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