Professor Ventura em: A Tuba Eletrônica - Parte 2

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O plano era muito interessante, principalmente porque envolvia também uma espécie de "brincadeira" que fariam com o Epaminondas. Beto e Cleto gostaram mais desta parte.

- Puxa! Legal! Mexer com Epaminondas e sua tuba!

- Genial!

Evidentemente, a brincadeira era totalmente inofensiva e não desagradaria o Epaminondas, que tinha um bom humor natural para estas coisas. Afinal não iriam ofendê-lo, nem causar qualquer dano ao seu amado instrumento! O que não estava no "programa" entretanto é que os resultados poderiam ser um pouco diferentes dos planejados!

Vamos então explicar o que os três estavam pretendendo: Beto e Cleto iriam instalar numa casa vazia de um conhecido, um amplificador de altíssima fidelidade, excelentes caixas acústicas e uma fonte de sinal que produzisse o som de tuba.

A fonte era um poderoso sintetizador de teclado japonês, que era capaz de imitar mais de 100 instrumentos musicais, com perfeição! Muitos diziam que era impossível distinguir os sons do teclado do som dos instrumentos imitados, quando a reprodução era feita num amplificador fiel, com caixas de boa qualidade. Era o que eles queriam ver!

A casa ficava bem no caminho que todos os dias Epaminondas percorria, de sua casa para a barbearia. Para os que não sabem, o tubista, profissionalmente, era o barbeiro de Brederópolis, a pacata cidade em que a estória se desenrola. A idéia era acionar o teclado, por controle remoto, no momento exato de sua passagem, reproduzindo o som de tuba, que ele tanto conhecia. Estudando suas reações poderiam saber se ele estava reconhecendo o som como "natural" ou "artificial"!

- Natural! - dizia Cleto.

- Artificial! Quer apostar? - retrucou Beto.

- Apostado! Quem perder vai ter que ouvir a tuba do Epaminondas na praça durante duas semanas!

- E aplaudir! - completou Beto, estendendo a mão para selar a aposta.

A aposta havia sido feita, mas ainda havia um problema:

- Mas, o som? Quem vai produzir o som? - perguntou Cleto.

Beto que conhecia um pouco de música e manejava com certa habilidade o teclado, não se preocupou com este pormenor:

- É fácil! Todas as vezes que o Epaminondas ensaia na sua barbearia ele se "aquece" com uma sequência de notas que partindo de um "dó" mais grave, sobe até o fim da escala, para depois voltar! Algo assim como: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó e novamente na ordem inversa: dó, si, lá, sol, fá , mi, ré, dó. Ele faz isso várias vezes e eu seria capaz de reproduzir isso no teclado!

- Caramba! Vai soar como se alguém estivesse "ensaiando" tuba, e imitando o Epaminondas! - concluiu Cleto.

- É exatamente essa a idéia!

Foi então que o professor mostrou a verdadeira "profundidade" da brincadeira.

- Se ele ouvir o som, certamente vai querer saber quem é! Se for capaz de perceber que é "eletrônico", não vai se preocupar muito! Mas, se pensar que é outra tuba na cidade então!...

De fato, Epaminondas era extremamente orgulhoso de sua posição como a "mais potente tuba" da região, e não admitia ser "desafiado" por qualquer outro músico. Para ele seria o "fim do mundo" aparecer, ainda mais na sua cidade, alguém que "ousasse" tocar tuba mais forte que ele!

- Enquanto meus pulmões aguentarem, naquela banda só quem toca tuba sou eu!

- Calma querido! - acalmava dona Pafúncia - Você foi, é‚ e será sempre o melhor! Não existe tuba melhor que a sua!

Epaminondas, orgulhoso, acariciava sua tuba, tirando eventualmente uma manchinha que prejudicava o brilho impecável do poderoso instrumento.

Mas, o que interessa realmente é o que Beto e Cleto, com a ajuda do professor Ventura prepararam para "tirar suas dúvidas", usando o Epaminondas.

Na casa vazia, que estava com uma enorme placa de "vende-se" há um bom tempo, e que era de um conhecido do professor Ventura, eles instalaram todo o equipamento de "simulação de tuba".

- Uma tuba eletrônica! - foi a denominação final dada ao projeto, por Beto.

O equipamento consistia no sintetizador, o amplificador de altíssima fidelidade, com MOSFETs de potência e uma caixa de qualidade estupenda, do equipamento de som da escola. Tudo isso era acionado a distância por meio de um controle remoto.

O sintetizador tinha por característica a possibilidade de gravar uma música e reproduzí-la quando ativado e a idéia era fazer isso por controle remoto via rádio, bastante eficiente.

- Quando acionarmos o controle remoto, o sistema produz sequências musicais de tuba, como se alguém estivesse ensaiando, exatamente da mesma forma que o Epaminondas! - comentou, orgulhoso do projeto, Beto.

 


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