Perigos da radiação

A radiação emitida pelos monitores de vídeo dos computadores é perigosa? Que tipo de precauções são tomadas pelos fabricantes para evitar esta radiação? Existe alguma legislação que regulamenta os níveis máximos de radiação que um monitor de vídeo pode emitir? Os monitores e televisores de LCD e Plasma são perigosos?  Se o leitor está preocupado com sua saúde nos temos algumas respostas importantes.
Quandos os primeiros televisores começaram a ser vendidos, uma das recomendações que mais chamava a atenção dos usuários era a de não ficar muito próximo deles. De fato, quando os elétrons que formam a imagem de um televisor batem no anteparo de fósforo, além da luz que produz a imagem, também são geradas outras espécies de radiação e a mais perigosa é a formada pelos raios X. O que ocorre é que uma exposição prolongada aos raios X pode ser extremamente danosa ao organismo humano pois provoca a destruição de suas células e até pode causar mutações genéticas responsáveis pelo câncer.
Com o tempo, novas tecnologias foram desenvolvidas e a quantidade de raios X que poderiam ser emitidos por um cinescópio de TV foi limitada. Contribuiu para isso uma legislação severa e hoje não corremos o mesmo risco. Os televisores comuns modernos possuem níveis de emissão de raios X extremamente baixos e que não chegam a ameaçar a integridade de nosso organismo. E, com o advento dos monitores e televisores de cristal liquido e plasma esse, perigo já não existe mais.
A tecnologia do Plasma e do LCD não faz uso de feixes de elétrons que poderiam causar a emissão de raios X ou mesmo de outras radiações perigosas. Pode-se dizer que esses monitores e televisores consistem na solução mais limpa em termos de agressão tanto ao meio ambiente como de ameaça á nossa saúde. No entanto, considerando que muitos ainda possuem monitores antigos, da tecnologia do tubo de raios catódicos, e mais ainda, que o usuário de um computador trabalha muito mais tempo e muito mais próximo do monitor do que um telespectador fica diante de um televisor, é justo que exista uma preocupação com os efeitos da radiação.
Os monitores de computador comuns também operam pelo mesmo princípio dos cinescópios da TV analógica: feixes de elétrons incidem em pontos recobertos por fósforos num anteparo. O choque desses elétrons provoca a emissão de luz com a formação de imagem e também de outros tipos de radiação. A legislação que determina qual deve ser a quantidade máxima de radiação emitida por um monitor de vídeo é bastante severa nos países mais avançados.
As normas internacionais estabelecem os limites máximos de emissão de raios X que não colocam em risco a saúde do operador. Estas normas têm sido as adotadas pela maioria dos fabricantes de monitores e o leitor deve estar atento. Se bem que os monitores analógicos de boa qualidade, ainda vendidos em nosso país, estejam de acordo com estas normas, é importante que o comprador esteja atento, verificando sempre seu manual.  É por este motivo que a aquisição de monitores mais baratos e que possam ter procedência duvidosa não significa um perigo apenas para a própria integridade de seu sistema.  
Monitores de origem desconhecida podem estar fora das especificações de segurança quanto à emissão de radiação e o que está sendo colocado em perigo é a sua saúde. A exposição aos raios X tem efeito comulativo. Isso significa que a destruição das células de seu corpo se faz lentamente e de modo irreversível. Quando você perceber que algo está mal com sua saúde pode ser tarde demais para se poder fazer alguma coisa. Muitos usuários, com medo dos perigos que uma exposição prolongada à radiação pode causar ao seu organismo, apelam para os chamados "protetores de tela". Estes protetores nada mais são do que anteparos colocados diante da tela do monitor.
A capacidade destes protetores de reter qualquer excedente de radiação que escape do cinescópio é duvidosa e nem sempre altera significativamente os níveis já baixos determinados pela legislação que o fabricante obedece. O que estes protetores fazem, na realidade, é evitar o acúmulo de pó, e formar uma barreira anti-ofuscante que mehora a imagem.  A maioria nada mais é do que um material polarizado que impede a reflexão da luz e assim evita os reflexos externos na imagem.
A proteção do usuário deve realmente ser prevista na qualidade do próprio monitor que deve estar dentro das normas internacionais que regem os níveis de emissão de radiação. É a sua saúde que está em jogo. Observe bem isso quando for comprar um monitor novo do tipo analógico. Se comprar um monitor de LCD este perigo não existe. 



 Este artigo foi publicado originalmente na revista Novitá, de Guarulhos, em Abril de 2008.


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