Unidade de eco e reverberação (AM010)

Em março de 1978, uma época em que ainda não havia ainda o som digital, tudo que se fazia em termos de efeitos deveria ter uma abordagem analógica. As primeiras linhas de retardo digitais estavam aparecendo, mas ainda eram difíceis de obter e caras. Assim, baseados na tecnologia da época, a linha de retardo mecânica, elaboramos um artigo que fez muito sucesso.

 


 

 

Não foi muito fácil obter nas lojas da Rua Santa Ifigênia naquela época uma linha de retardo mecânica. Mas, consegui e contente fui para a casa onde desenvolvi a Unidade de Eco e Reverberação que foi o artigo de capa da Revista Saber Eletrônica 67. (figura 1)

 


 

 

 

Figura 1 – A unidade mecânica
Figura 1 – A unidade mecânica | Clique na imagem para ampliar |

 

Até hoje tenho guardada a minha unidade mecânica. Veja o artigo completo que mostra o projeto em Unidade Mecânica de Reverberação (ART1736) no site.

Conforme mostra a figura, ela era formada por duas molas que estavam presas na extremidade a bobinas, sendo um par transmissor e o outro par sensor ou captador.

Assim, aplicando um sinal de áudio na bobina transmissores ela se convertia numa vibração mecânica que se propagava pela mola até o captador onde poderia ser obtido um sinal.

A propagação mecânica dava um efeito de eco e reverberação. Aplicando então o sinal de volta ao amplificador através de um mixer, era possível obter o efeito de eco e reverberação.

Simples no princípio, mas deu muito trabalho a construção mecânica, principalmente porque a mola captava o som ambiente produzindo microfonia. Tivemos de fechá-la de modo a ficar isolada do meio ambiente.

Mas, o problema principal que tivemos de solucionar, foi a obtenção da unidade mecânica. Dei sorte em conseguir uma em loja de São Paulo. E os locais distantes? E quando acabasse a disponibilidade da unidade usada?

A alternativa deu trabalho, mas funcionou. Usei um alto falante como unidade transmissor e uma cápsula de toca discos da época como unidade captadora. A mola era simplesmente uma resistência de chuveiro elétrico.

Solução engenhosa que funcionou. Veja a figura 2.

 

   Figura 2 – A unidade que criei, como saiu na revista
Figura 2 – A unidade que criei, como saiu na revista | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Pelo trabalho para realizar essa montagem, os leitores percebem que não era fácil a vida de um diretor técnico. Na verdade, havia até os que achavam que não montavam os aparelhos publicados e isso ocorria principalmente quando cometiam algum erro de montagem, atribuindo-os a nós.

Mas, eu gostava e por isso ainda estou aqui enfrentando os desafios de fazer coisas novas.

O artigo foi um sucesso, principalmente entre os leitores que tocavam algum instrumento ou tinham conjuntos musicais.

 

 


Opinião

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Nosso grande destaque deste mês é o nossa Jornada do Desenvolvimento, que ocorrerá em três etapas sendo a primeira a que foi realizada entre 9 e 13 de agosto. Ela foi uma preparação para as demais que devem ocorrer em setembro e outubro, com oficinas de desenvolvimento com o Edukit SigFox e a Franzininho, numa jornada com os próprios criadores.

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