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Service de impressoras (ART936)

Em artigo anterior falamos do princípio de funcionamento das impressoras jato de tinta e demos algumas informações importantes sobre sua manutenção. Explicamos inclusive como fazer testes e ajustes. No entanto, para o técnico reparador a posse de informações mais específicas sobre procedimentos de service pode ser de grande utilidade. Assim, incluímos neste artigo alguns procedimentos para encontrar problemas em impressoras que, com o tempo, devem fazer parte da rotina de trabalho de todo técnico de computadores.

 

 

Este artigo é de 1997, tratando, portanto de impressoras com a tecnologia da época. No entanto o princípio de funcionamento destas impressoras se mantém. Se o leitor gosta do assunto e pretende se aprofundar, recomendamos nosso livro Impressoras - Funcionamento e Manutenção.

 

 

PROCEDIMENTOS INICIAIS

Deve-se diferenciar, em primeiro lugar, os problemas que ocorrem quando uma impressora é instalada e que podem caracterizar algum item de configuração incorreto, problema de cabo, ou ainda instalação dos que ocorrem depois de algum tempo de funcionamento que podem realmente significar que algum componente apresentou problema.

Assim, antes de partir para uma análise interna dos circuitos será importante verificar, em primeiro lugar, se todos os cabos estão corretamente instalados, se nenhum deles se soltou por algum motivo, e finalmente se todos os controles estão acionados.

As impressora possuem o que se denomina de procedimentos de autoteste, como no caso da unidade do sistema de qualquer computador e que permite detectar se o problema é do computador ou de seus próprios circuitos.

Muitos dos problemas que podem ocorrer são indicados pelo acendimento de LEDs no painel ou ainda por outro tipo de sinalização que os manuais dos fabricantes ensinam a interpretar.

O técnico deve ainda dispor de algum tipo de software que faça uma análise de problemas de impressora, analisando se ela esta devidamente configurada ou se não houve uma perda da configuração.

A partir daí, se nada for encontrado de anormal na instalação ou na configuração da impressora então realmente o técnico pode suspeitar de algum problema real com os circuitos ou componentes e partir par um outro tipo de análise que é justamente a que faremos a seguir.

Os problemas mais comuns das impressoras de todos os tipos são os seguintes:

 

a) Impressora sem sinal algum de funcionamento

Se todos os cabos estão firmes mas não há sinal algum de funcionamento quando ela é ligada, permanecendo todos os LEDs apagados, isso significa que não existe alimentação para os circuitos.

Examine inicialmente o cabo de alimentação da impressora que pode estar com uma interrupção interna e depois a tensão de saída desta fonte. Verifique também o fusível.

Na figura 1 mostramos como o teste do cabo pode ser feito com a ajuda de um multímetro comum.

 

Teste do cabo da impressora.
Teste do cabo da impressora.

 

Se o fusível estiver queimado e na troca ele voltar a se queimar isso significa que existem problemas mais sérios com os circuitos os quais devem ser sanados antes de se recolocar o fusível.

Analise também se a fonte de alimentação se encontra normal.

 

b) A impressora para depois de imprimir alguns caracteres

Inicialmente examine os conectores e cabos ou ainda elementos do sistema mecânico como motores de passo, correias de acionamento, etc.

Não encontrando nada de anormal, verifique se algum dos transistores de potência ou circuitos de potência de acionamento dos elementos da impressora apresenta sinais de aquecimento excessivo. Um transistor com problemas de intermitência somente o manifesta depois de aquecido em alguns casos.

Verifique se a fonte de alimentação está com a tensão correta. Um componente com problemas de fuga excessiva pode causar um aumento da corrente drenada diminuindo assim a tensão de alimentação e causando os problemas indicados. Na figura 2 mostramos que um enrolamento de motor de passo parcialmente em curto exige uma corrente excessiva do transistor causando problemas de funcionamento.

 

Se o enrolamento estiver curto, o transistor pode queimar.
Se o enrolamento estiver curto, o transistor pode queimar.

 

Se o problema não estiver em nenhum dos circuitos indicados o técnico deve passar a análise da placa de controle que pode ter elementos com problemas, ou ainda estar com algum problema de contato onde ele existir (se existir).

 

c) Erros intermitentes ou caracteres errados

Este problema deve ser analisado inicialmente com um software apropriado de modo a se verificar se sua origem está na geração dos sinais no computador ou na própria impressora.

Se for constatado que o problema é da impressora analise os cabos e conectores que podem estar com interrupções intermitentes ou mesmo mal encaixados.

Examine a placa de controle, verificando se não existem fiapos de bom-bril ou outros objetos metálicos que possam estar causando curtos entre pinos de integrados ou outros problemas. verifique se todos os componentes estão em ordem, se nenhum deles apresenta sinais de aquecimento. Um fiapo que caia entre dois pinos de um integrado pode causar interpretação errada de níveis lógicos, dependendo da função do integrado e com isso erros de impressão, conforme mostra a figura 3.

 

Fiapos de palha de aço e clipes podem causar curtos-circuitos, queimando componentes ou provocando erros de impressão.
Fiapos de palha de aço e clipes podem causar curtos-circuitos, queimando componentes ou provocando erros de impressão.

 

Em seguida, passe para a análise de tensões na placa verificando se estão normais. Uma tensão anormalmente baixa pode causar problemas de funcionamento.

Passe agora para análise da CPU e dos circuitos de controle. Será importante verificar se durante a impressão não aparece no monitor nenhuma mensagem estranha alertando para o problema ou até com uma indicação da possível causa.

 

d) Alimentação normal, mas não há sinal de impressão

Comece por verificar cabos e conectores. A impressora pode estar na condição "off line". Verifique.

Verifique também se o papel está corretamente posicionado, se não existe ainda falta de papel.

Rode os procedimentos de auto-teste para verificar se está tudo em ordem. Passe, em seguida a análise das placas de controle, medindo tensões e se puder, verificando os níveis lógicos. Verifique também a cabeça de impressão e as partes mecânicas que podem estar "travadas".

 

e) Não há movimento do cabeçote

Comece por verificar se as partes mecânicas que são responsáveis pelo movimento do cabeçote estão em ordem. se não existe nenhum travamento, objeto estranho impedindo o movimento ou se existem correias rompidas ou soltas.

Verifique também o detector de fim de curso e os sensores do cabeçote e de temporização.

O próximo item dos testes consiste em se verificar o motor de passo. Usando o multímetro meça a resistência dos enrolamentos do motor de passo. Todos os enrolamentos devem ter resistências iguais entre 10 e 100 ?, dependendo do tipo. Um enrolamento com resistência anormalmente alta pode indicar que ele está aberto. verifique se os transistores de acionamento do motor estão em ordem e se existe o sinal de controle nas bases destes transistores quando a impressora é acionada para uma impressão.

Na figura 4 mostramos como usar o multímetro para fazer estes testes.

 

Teste de um motor de passo (este teste nem sempre revela se o motor está em curto).
Teste de um motor de passo (este teste nem sempre revela se o motor está em curto).

 

f) O cabeçote tem movimento normal mas não imprime

Inicialmente deve-se verificar se existe algum objeto estranho que impeça o acionamento o que pode ser feito com uma simples inspeção visual. Verifique também se o cabeçote está corretamente posicionado fazendo eventuais ajustes se necessário.

Faça uma medida de continuidade nos terminais de controle do cabeçote usando para esta finalidade o multímetro. Os solenóides usados neste dispositivo devem ter uma resistência típica entre 10 e 50 ? quando em bom estado. Verifique também se os cabos de conexão do cabeçote estão perfeitos fazendo um teste de continuidade.

Passe finalmente à placa de controle, verificando se as etapas de acionamento possuem os sinais de controle e se sua alimentação é normal. Verifique nas saídas dos dispositivos de controle se os sinais correspondentes estão presentes nas intensidades esperadas. O osciloscópio pode ser de grande utilidade na visualização deste e de outros sinais.

 

g) Operação lenta

Algumas impressoras possuem um dispositivo de proteção que reduz a sua velocidade e avisa quando a temperatura sobe muito, atingindo valores perigosos.

Se isso ocorrer mesmo em temperaturas baixas ou mesmo quando ela não trabalha por tempos prolongados, isso pode ser devido ao sensor de temperatura ou ainda a algum problema de ventilação interno.

Veja também se não existe nenhuma correia de acionamento que pode estar "patinando".

 

h) Impressão irregular

Os símbolos aparecem com intensidades diferentes ao longo do papel. Os símbolos do começo de uma linha, por exemplo, aparecem mais fortes e nítidos do que os que são impressos no final da mesma linha.

Este problema pode ocorrer quando o rolo de papel está desalinhado em relação ao cabeçote, conforme mostra a figura 5.

 

Problema de impressão causado pelo desalinhamento entre o rolo e cabeçote.
Problema de impressão causado pelo desalinhamento entre o rolo e cabeçote.

 

Para corrigir este problema, basta re-alinhar o rolo de impressão utilizando-se os parafusos existentes para esta finalidade.

 

i) Impressão fraca

Se a impressora for do tipo matricial veja se a fita não está gasta precisando de substituição. Se for jato de tinta ou laser verifique o toner ou ainda o depósito de tinta, se não precisa de substituição.

Se o problema não for de tinta, verifique a distância do cabeçote em relação ao rolo impressor. Esta distância é da ordem de 0,5 mm para os tipos comuns. Veja no manual da sua impressora qual é a distância recomendada pelo fabricante.

Para as impressoras matriciais este problema pode ocorrer ainda se a fita estiver travada não avançando à medida que a impressão é realizada. Verifique o mecanismo de avanço, se não existem partes mecânicas com problemas.

 

j) Impressão deficiente

Os caracteres aparecem incompletos ou ainda com problemas de definição ou cor.

Para as impressoras matriciais este problema pode estar em algumas quebradas, perdidas ou ainda tortas. O próprio solenóide de acionamento de cada agulha deve ser testado, pois se um deles estiver sem funcionar, a agulha correspondente deixa de ser acionada e o caractere aparece incompleto.

Para os outros tipos deve ser feito o teste de acionamento dos drives que podem estar com problemas. Os solenóides de acionamento devem ser testados um a um.

Se os sinais estiverem deformados, não aparecendo onde deveriam, a placa controladora deve ser examinada.

 

CONCLUSÃO

Os problemas que vimos com as possíveis causas não são únicos, se bem que sejam comuns à maioria dos tipos comerciais de impressoras.

O conhecimento destes problemas com os procedimentos pode ser de grande importância para os técnicos que, com o tempo devem se defrontar com problemas específicos de cada marca.

Acompanhando nossa seção de service onde costumamos também apresentar defeitos de impressoras comuns com suas soluções, muita experiência pode ser acumulada.

 

 

Nos nossos dias dificilmente se repara uma impressora com problemas. É mais fácil (e barato) descartar e comprar uma nova. O artigo é válido para quem deseja recuperar uma impressora antiga por qualquer motivo.

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