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Educação Tecnológica (MEC129)

No início de abril de 2007 fizemos uma palestra na ROBOTIKA 2007, realizada no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, em que tratamos de um tema que começa a tomar uma importância muito grande para nosso sistema educacional: educação tecnológica. Na verdade, essa palestra foi apenas uma abordagem inicial de um tema com o qual já estamos interessados a um bom tempo e até trabalhando ativamente nele de diversas formas. Introduzir o ensino de tecnologia nas escolas do nível fundamental e médio e modificar seu enfoque no ensino técnico e superior. A abertura dessa seção em que tratamos do assunto de uma forma mais intensa e contínua é, de certo modo, uma das propostas que apresentamos em nossa palestra. Assim, o que escrevemos a seguir é um pequeno resumo de nossa palestra e a introdução de uma nova seção nessa revista.

Estamos numa era de transformações rápidas e radicais.  Há algumas décadas, passávamos muitos anos sem que novidades tecnológicas aparecessem para influir no nosso modo de vida.

Do rádio à TV foram precisos mais de 30 anos. Da TV ao computador apenas 20 anos, e do computador ao telefone celular apenas 5 anos.  Em nossos dias, a quantidade de equipamentos que envolvem tecnologia de todos os tipos que usamos, e dos quais dependemos, é imensa.

Do CD player ao DVD e telefone celular; do forno de microondas ao computador; do terminal bancário aos alarmes inteligentes; dos sistemas eletrônicos dos automóveis às máquinas fotográficas digitais. Em toda parte temos tecnologia e não podemos mais nos livrar dela.

É justamente por esse motivo que todos que se preocupam com a formação de qualquer pessoa não podem deixar de pensar em ensinar tecnologia. O sistema tradicional de ensino visa transmitir conhecimentos de ciências em todos os seus níveis, esperando que a aplicação das ciências, que é a tecnologia, ocorra apenas quando o aluno chegue ao nível superior ou técnico, onde cada um escolheria a modalidade em que se formar: as tecnologias e engenharias das diversos modalidades.

Hoje não podemos pensar dessa forma.

O sistema atual deve (e realmente faz isso, se lermos atentamente os PCNs) incluir a tecnologia como aplicação imediata da ciência, não só para despertar o interesse do aluno, como também para integrá-lo muito mais facilmente ao mundo real que o cerca, e até lhe dar elementos para escolher sua profissão, ou mesmo já praticar alguma atividade relacionada com ela, que lhe renda dividendos, antes de terminar seu curso.

Educação tecnológica é justamente isso: agregar aos currículos tradicionais de ciências elementos das tecnologias modernas que fazem parte do nosso dia a dia.

 

Como fazer isso?

As tecnologias predominantes em nossos dias são basicamente duas: a eletrônica com seus ramos imediatos que são a informática e as telecomunicações e a mecânica com seus ramos imediatos que são a pneumática e a hidráulica.

No entanto, como resultado da fusão dessas duas tecnologias já se utiliza um termo único que mostra como sua união intima é que resulta na maioria dos equipamentos modernos que utilizamos: mecatrônica.

A mecatrônica é o vem da união da eletrônica com a mecânica resultando em subdivisões de extrema importância em nossos dias como a robótica, a inteligência artificial, a automação e muitas outras.

Assim, ao se falar em educação tecnológica, a adoção de uma linha de trabalho com base na mecatrônica tem a possibilidade de agregar a maior parte de toda a tecnologia que hoje encontramos em nossas casas, no nosso trabalho e no nosso dia a dia.

Para implementar o ensino dessa ciência nas escolas de nível fundamental e médio não se necessita, ao contrário do que muitos possam pensar, de conhecimentos profundos de tecnologias avançadas ou ainda de investir em caros equipamentos como computadores, braços robóticos e robôs autônomos de custos inatingíveis.

Tudo pode ser feito de forma muito simples, como muito simples é ensinar a ler a partir das primeiras letras. Hoje, podemos dizer que convivemos ao mesmo tempo com três tipos de tecnologias.

A tecnologia básica que é resultante da aplicações de recursos muito simples do dia a dia como as pilhas que colocamos no nosso radinho, a lâmpada que trocamos no teto de nossa caso ou até a tomada que consertamos usando apenas uma chave de fendas.

A tecnologia intermediária que usa componentes eletrônicos discretos, e que podem ser manuseados com facilidade por qualquer aluno do ensino fundamental ou médio, e que permite montar aparelhos que ensinam muito, e que são a base da geração atual de equipamentos.

A tecnologia avançada que faz uso dos chamados circuitos integrados dedicados, VLSI e ASICs que estão presentes nos equipamentos de última geração, acessível apenas aos profissionais avançados.

É nesse ponto que precisamos levar em conta que, se o aluno aprender fundamentos da tecnologia básica quando estiver cursando os níveis fundamentais, a tecnologia intermediária quando estiver no nível médio, o proveito que ele terá disso será muito grande quer vá ele para uma área de tecnologia ou não.

Se ele for para a área de tecnologia ele não precisará "saltar" etapas, pulando do nada para a tecnologia avançada, o que ocorre hoje, causando sérios problemas de ensino nas faculdades de engenharia. Por outro lado, se ele não for para uma área tecnológica, o conhecimento dos fundamentos de tecnologias pode lhe ser de grande utilidade porque os equipamentos que usam tecnologia não vão deixar de estar presentes no seu dia a dia e na sua profissão.

Enfim, o que se visa com a educação tecnológica é utilização da tecnologia básica e intermediária com atividades que complemente as ciências tradicionais, integrando-a ao dia a dia do aluno.

 

O QUE PODEMOS FAZER

 

Educação Tecnológica pode ser implementada de centenas de formas diferentes nas escolas. No entanto, se analisarmos nossa realidade, em que os custos, o preparo dos profissionais (professores) que vão lecioná-la e principalmente a disponibilidade de equipamento especializado é problemática, a melhor solução é a que faz uso de materiais simples e acessíveis, que facilita o acesso do professor aos seus métodos, que dá pleno suporte técnico aos projetos, e ainda que conhece as necessidades do estudante brasileiro, justamente por utilizar equipamento nacional de uma empresa nacional.

Assim, a idéia básica dessa nossa seção é apresentar projetos com materiais baratos, reciclados ou na forma de kits de baixo custo, acompanhado de um suporte didático apropriado que permita a preparação do professor.

Os projetos visam a realização de experimentos e montagens usando tecnologia, que vai da básica a intermediária, aplicada ao dia a dia e associada aos ensinamentos da ciência do currículo convencional.

Na parte mecânica, por exemplo, em que a dificuldade maior que os professores e alunos encontram está na disponibilidade de peças básicas para a montagem, adotaremos o Modelix, de que falaremos nessa mesma revista.

Com ele as partes mecânicas serão facilitadas na elaboração dos projetos mais críticos ou complexos, ao mesmo tempo que a criatividade de professores e alunos podem ser colocadas à prova.

 

O que falar para os alunos:

Não temos dúvidas de que uma das principais dificuldades que os professores que devem agregar tecnologia ao seu programa terão será de explicar o que é isso aos seus alunos.

De uma forma simples, numa linguagem que pode ser adotada tanto para os alunos do ensino fundamental como médio podemos explicar que se trata de "fazer coisas práticas de utilidade usando peças mecânicas e eletrônicas".

Em detalhes isso significa que vamos descrever experiências e montagens de coisas que vemos nosso dia a dia, nos aparelhos que temos em nossa casa, que vemos na rua, nos bancos e em muitos lugares, mas de uma forma simplificada.

Vamos brincar com eletrônica, eletricidade e mecânica para aprender como funcionam coisas "sérias".

Podemos dar como exemplo os motores elétricos. Encontramos motores na nossa máquina de lavar, nos ventiladores, nos videocassetes e DVDs, no CD player, e em muitos outros aparelhos.

Montando um motor podemos aprender como todos esses aparelhos aproveitam esse tipo de dispositivo e assim entender uma parte de seu funcionamento.

Em suma, montando pequenas partes dos aparelhos ou versões simplificadas, podemos aprender como muitos dos aparelhos de tecnologia moderna funcionam e assim usá-los melhor, com mais segurança e maior aproveitamento de seus recursos.

E, quando falamos em segurança é muito importante a gente lembrar que mais de 50% dos acidentes que ocorrem com pessoas que usam aparelhos de alta tecnologia poderiam ser evitados se essas pessoas tivessem uma pequena noção de como eles funcionam! Um ponto muito forte para justificar a inclusão da educação tecnológica nos currículos de todas as escolas.

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