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Interpretando Diagramas (ART3024)

Quando fornecemos o projeto de um aparelho eletrônico, o fazemos na forma de um diagrama ou “esquema", como também é conhecido. Neste artigo damos noções básicas de interpretação de diagrama para os leitores iniciantes. Muito mais pode ser aprendido em nossos livros, como o Curso de Eletrônica – Eletrônica Básica.

Neste diagrama, conforme mostra a figura 1, todos os componentes são representados por símbolos que nada têm a ver com sua aparência real.

 


 

 

A única coisa que nos permite associar o componente ao seu símbolo é, em princípio, o número de seus terminais. Assim, se um resistor tem dois fios de ligação no diagrama, de cada resistor saem sempre duas linhas que correspondem aos fios que fazem sua conexão.

Para um transistor, se existem sempre três terminais no componente, no diagrama sairão três linhas que também correspondem aos fios (figura 2)

 


 

 

No diagrama, os símbolos adotados devem ainda dar alguma informação adicional sobre o componente que sejam importantes na realização da montagem.

Assim, para os resistores e capacitores, além do seu número de ordem no projeto, R1, R2, R3, etc. para os resistores e C1, C2, C3, etc. para os capacitores, aparecem os valores nas unidades correspondentes, e eventualmente outras informações como a tensão de trabalho e a dissipação.

Na figura 3 mostramos então um diagrama em que os resistores além dos valores em ohm (Ω) têm também indicada a sua potência em watts (W), e os capacitores, além de seus valores que podem vir em nanofarads, picofarads e microfarads (nF, pF e µF), a tensão que o capacitor deve suportar para poder funcionar.

 


 

 

Mas, o importante num diagrama é que as linhas que interligam os componentes correspondem justamente às conexões que devem ser feitas para termos o aparelho.

Dizer que estas linhas representam os fios não corresponde sempre à realidade, pois enquanto que num diagrama um componente pode ser desenhado longe do outro, na hora de fazer a montagem eles podem ficar juntos ou próximos.

A linha indica que eles devem ser ligados ou ao mesmo ponto, ou um no outro, ou por meio de um fio.

Na figura 4 damos um exemplo disso.

 


 

 

A linha principal da alimentação neste diagrama, que vem do polo positivo da bateria (+), chega por meio de derivações a vários componentes como R1, R2, C1 e D1. No desenho, todos estes componentes estão longe um do outro, mas na hora de fazer a montagem o importante é que todos eles sejam conectados ao (+) e a “coisa" ficará como mostra a figura 5.

 


 

 

As linhas de um diagrama podem também cruzar de dois modos diferentes como mostra a figura 6.

 


 

 

No primeiro caso, os fios cruzam, mas sem fazer contacto um com o outro, enquanto que no segundo existe a conexão comum. Neste caso, também a presença da linha não significa que ela realmente corresponda um fio.

Para completar, damos exemplo de como ficaria, na figura 7, um aparelho que seria montado exatamente como o diagrama, ou seja, usando fios onde houvesse linhas, os componentes nas posições certas, tudo espalhado.

 


 

 

Na figura 8 mostramos como podemos “ajeitar" este aparelho, encurtando fios e aproximando componentes.

 


 

 

Importante para os leitores é se acostumar a conferir a montagem de um aparelho por um diagrama e, numa fase posterior, quando estiverem mais acostumados, a fazer a montagem somente olhando o diagrama.

Veja que em muitos casos encontramos somente o diagrama do aparelho para fazer a montagem, sem nenhuma informação adicional.

 

MAIS COMPONENTES

No primeiro número tomamos contacto com alguns componentes básicos que usamos nas montagens e aprendemos um pouco sobre eles.

Agora vamos ser apresentados a mais alguns que podem ser de grande utilidade nos nossos projetos.

 

a) Os transformadores

Os transformadores são componentes formados por muitas ou poucas voltas de fio esmaltado sobre uma forma que pode ser feita de diversos materiais e ter diversos formatos, conforme mostra a figura 9.

 


 

 

Podemos, em função da maneira como este componente é construído, fazer uma divisão em três grupos:

- Transformadores de baixas frequências e alimentação

Estes têm o formato e símbolo mostrado na figura 10 e são formados por dois ou mais enrolamentos de fio esmaltado, conhecidos por primário e secundário.

 


 

 

Quando aplicamos um sinal no enrolamento primário ele “se transforma" e aparece no secundário com características diferentes.

Num transformador de “alimentação" se ligarmos uma tensão de 110 V ou 220 V no primário, podemos transforma-la para ter 6, 9, 12 V no secundário, conforme o que precisarmos para alimentar os aparelhos. Entretanto, lembramos que sempre devemos aplicar tensões alternantes no primário e vamos obter igualmente tensões alternantes no secundário. Para alimentar aparelhos eletrônicos, normalmente esta tensão precisa passar por um processo que a converta em contínua.

Hoje também são comuns os transformadores toroidais e com núcleos de ferrite encontrados em fontes chaveadas. O princípio de funcionamento é o mesmo.

 

- Transformadores de Fl ou frequência intermediária Estes têm o formato mostrado na figura11, e são constituídos por dois enrolamentos com menos voltas de fio fino do que os transformadores de baixas frequências.

 


 

 

Eles são usados principalmente em rádios e televisores (analógicos antigos), operando com sinais de frequências elevadas. O seu núcleo consiste num pedaço de ferrite que pode ser movimentado entre as bobinas para se fazer o ajuste de funcionamento.

 

- Transformadores de RF

Estes podem ter ou não núcleos de ferrite. Quando os núcleos existem, são representados por linhas pontilhadas nos diagramas, e quando não existem, dizemos que o núcleo do transformador é o próprio ar. (figura 12)

 


 

 

Eles são usados nos circuitos de rádio, tanto na transmissão como recepção de sinais, e têm o número de voltas dado pela frequência do sinal que deve ser recebido ou produzido.

 

b) Bobinas

As bobinas tem seus aspectos e símbolos mostrados na figura 13.

 


 

 

Bobinas em núcleos de ferrite toroidais também são comuns em nossos dias.

 

Como os leitores podem perceber, a diferença em relação ao transformador está no fato delas serem formadas por apenas um enrolamento, que pode ter ou não “tomadas".

Estas tomadas são feitas enrolando-se certo número de voltas de fio e depois fazendo-se uma ligação neste ponto. Prossegue-se o enrolamento depois até outra tomada ou até o fim.

Os núcleos das bobinas são representados da mesma forma que dos transformadores e as aplicações são diversas.

Podemos dizer que uma bobina nas aplicações de baixas frequências, normalmente, é usada para evitar a passagem de sinais de certas características, deixando porém que outros de características diferentes passem.

Nos circuitos de altas frequências são usadas, normalmente, na sintonia, ou seja, na separação de sinais de uma frequência desejada dos demais, ou então na sua produção.

 

 

 

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N° do componente 

(Como usar este quadro de busca)

 

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