Estamos em 1978, no mês de abril em que publicamos a Revista Saber Eletrônica número 68. Na capa, o projeto em que havíamos trabalhado nas semanas anteriores de modo a chamar a atenção dos leitores. Um sistema de luzes sequenciais simples e barato. É desse projeto que tratamos neste artigo.

 


 

 

Naquela época, os bailes e festas de estudantes, vitrines começavam a adotar efeitos luminosos eletrônicos como as luzes estroboscópicas, os sistemas sequenciais e outros.

A ideia de se montar seu próprio sistema de luzes sequenciais, já que os vendidos no comércio eram caros, estava em alta. Assim, baseados na tecnologia da época criamos um sistema de luzes sequenciais de 4 canais TTL.

O projeto foi um sucesso, podendo o artigo completo ser acesso no site como ART2757.

A ideia era fazer um conjunto de lâmpadas incandescentes (as mais usadas na época) correr em velocidade que poderia ser ajustada. Naquela época os LEDs ainda eram usados apenas como indicadores de baixa potência. Não existiam as fitas de LEDs e os circuitos integrados baratos de efeitos incorporados.

 

Figura 1 – O efeito
Figura 1 – O efeito | Clique na imagem para ampliar |

 

Uma primeira pergunta que surgiu quando publicamos o projeto era o porquê não usar mais canais.

Muitos nos contatar querendo um sistema mais “potente” com mais canais, uma sequência de 10, 20 ou 30 canais. Tivemos de explicar que não adiantava colocar mais canais, pois se isso fosse feito, o intervalor entre as lâmpadas acesas ficaria maior e o efeito não seria tão bom.

4 canais seriam ótimos, pois as lâmpadas poderiam ser ligadas em paralelo numa sequência muito grande. A figura 2 do artigo mostrava isso claramente.

 

Figura 2 – Ligando mais de 4 lâmpadas
Figura 2 – Ligando mais de 4 lâmpadas | Clique na imagem para ampliar |

 

Mas, o fato é que o projeto fez sucesso, principalmente porque demos uma possibilidade de montagem que era muito apreciada pelos nossos leitores que ainda não tinham habilidade ou recursos para fazer a versão em placa de circuito impresso.

Demos uma versão em ponte de terminais que realmente ficou estranha, tivemos de encontrar uma forma de montar circuitos integrados usando essa tecnologia.

Como fazer para montar um CI numa ponte de terminais. Os leitores que não são da época e não viram a revista devem estar curiosos por saber qual foi a solução adotada.

O que fizemos, para surpresa do pessoal da redação, foi comprar soquetes de Cis que existiam na época no comércio e partir deles para o nosso projeto.

Os soquetes para Cis eram muito usados nas montagens, pois era um meio desse evitar a trabalhosa operação de dessoldar e solar os terminais desses componentes em caso de necessidade de troca. Bastava tirar o defeituoso e encaixar novo.

 

Figura 3 – Soquete de CI
Figura 3 – Soquete de CI

 

Assim, com muito trabalho, soldamos pequenos pedaços de fios rígidos nos terminais desses soquetes e fizemos a montagem em ponte de terminais que ficou como mostra a figura 4.

 

Figura 4 – A montagem final
Figura 4 – A montagem final | Clique na imagem para ampliar |

 

Que trabalhão, mas funcionava e muitos montaram.

Hoje temos as matrizes de contato assim como as placas universais com padrão de matrizes de contato que poderiam ser usadas, mas na época isso não existia,

Evidentemente, numa montagem com tantos fios e uma disposição desse tipo, os erros eram comuns e tivemos bastante trabalho para ajudar os leitores que tinham dificuldades.

Posteriormente foi criado um kit de que trataremos oportunamente.

Mas a ideia de efeitos luminosos sequenciais pegou e a partir daí muitos leitores passaram a enviar seus próprios projetos que depois reunimos numa edição Especial do Leitor ou Projetos o Leitor que semestralmente publicava os projetos dos leitores, muitos dos quais estão hoje na nossa seção Banco de Circuitos.

Efeitos como sequencial vai e vem, sequencial supermáquina, sequencial dupla, sequencial de efeitos, sequencial de 6 canais, sequencial rítmica, sequencial programável podem ser encontrados pela palavra-chave.

Veja no vídeo VAM006 mais sobre este interessante artigo que marcou época.

 

 

 


Opinião

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