Texto extraído do site INCB - www.newtoncbraga.com.br

Material eletrocrômico controla o aquecimento e refrigeração de ambientes (NOT452)

Sempre comentamos em nossos artigos as dificuldades de se controlar a temperatura de ambientes usando recursos elétricos. A movimentação de calor é um processo que gasta muita energia, mas os progressos estão sendo constantemente feitos.

Temos os dispositivos de efeito Peltier (Seebeck) e também os elementos de aquecimento que são grandes gastões de energia. No entanto, algumas ideias interessantes que gastam menos energia tem sido anunciadas como a que comentamos nesta notícia do final de outubro de 2021.

A notícia apareceu em diversos sites da internet tratando do desenvolvimento de um material eletrocrômico que tanto pode ser comutado para trabalhar com luz como para trabalhar com calor.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Duke University, na Carolina do Norte, o material opera de modo semelhante aos materiais eletrocrômicos usados em janelas para controlar a luz, mas no caso com o calor.

Lembramos que materiais eletrocrômicos possuem suas faces recobertas por eletrodos. Dependendo da tensão aplicada a esses eletrodos, os materiais podem se tornar opacos ou transparentes à luz.

No caso dos materiais desenvolvidos pelos pesquisadores, eles podem fazer isso com o calor. Para essa finalidade eles usados eletrodos formados por camadas de grafeno e uma grade de ouro para melhorar a condutividade e entre elas um eletrólito formado por nano partículas de metal. Além disso, uma camada de material refletivo é agregada.

Com a aplicação de um sinal elétrico, o dispositivo se torna negro absorvendo a radiação visível e infravermelha da luz solar externa. Com isso, ele se aquece ajudando no aquecimento da residência.

Com a inversão da corrente, as nanopartículas mudam de posição, tornando o material transparente de modo a expor o espelhamento e com isso a luz externa é refletida evitando o aquecimento e, além disso, a radiação infravermelha interna é captada e emitida para fora, ajudando ainda no resfriamento.

Os pesquisadores apenas informam que o material não é transparente para a luz comum, pois há a presença do espelho, e ele opera na região do infravermelho. Assim, ele não é para ser usado em janelas.

 

   Mais informações e notícia original em: https://www.eurekalert.org/news-releases/932831
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