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Problemas com Cabos (ART602)

Enquanto existirem cabos interligando equipamentos de todos os tipos, estes cabos podem ser fonte de problemas que o técnico ou o praticante da eletrônica precisa conhecer. Neste artigo tratamos destes problemas, mostrando como podem ser localizados e eliminados.

Quase todos os equipamentos eletrônicos modernos é são fabricados de tal forma que seu reparo é muito difícil, tanto devido ao uso de componentes ultra-pequenos (SMD) como pelo fato de utilizarem placas especificas (ASICs) que não podem ser obtidas com facilidade no mercado. No entanto, existem partes destes equipamentos sujeitas a falhas e que podem ser reparadas com facilidade. Uma destas partes, e que traz muitos problemas, é o cabo. Cabos de alimentação, microfones, vídeo, etc podem entrar em curto, romper-se ou soltar-se do0 conector. A reparação, em muitos casos é simples e é dela que trataremos neste artigo.

Cabos de todos os tipos conectam as diversas partes dos aparelhos eletrônicos, como fones, microfones, alimentação, transferência de sinais, antena, etc. Estes cabos estão sujeitos a uma série de problemas que podem interromper o funcionamento normal do equipamento. A localização de defeitos em cabos é relativamente simples e eventualmente nem precisamos comprar um novo, podendo ser feito o reparo. No entanto, para que isso seja possível, o leitor deve conhecer algumas técnicas que serão analisadas a seguir. Para estas provas, podem ser utilizados instrumentos simples como o multímetro, provador de continuidade e até mesmo uma lâmpada de prova. Em outras edições desta revista ensinamos como montar alguns destes úteis instrumentos de prova. Também recomendamos a leitura de nosso Curso Básico de Eletrônica onde princípios básicos sobre o funcionamento dos circuitos que os cabos alimentam são abordados, tornando mais simples entender o porque das provas que descrevemos.

 

CABOS DE ALIMENTAÇÃO OU FORÇA

Quando um aparelho recebe energia da rede local a partir de uma tomada ele possui para esta finalidade um cabo de alimentação. O movimento constante deste cabo ou ainda eventuais problemas com o próprio aparelho podem ser causadores de falhas na passagem da corrente. Quando isso ocorre o aparelho deixa de receber de modo normal a energia que precisa para funcionar. Temos basicamente dois tipos de manifestações para o problema:

 

a) A energia não chega ao aparelho - ligando o aparelho ele não recebe energia de modo algum e com isso não funciona (não dá sinais de vida!).

b) A energia passa de modo intermitente - mexendo no cabo ou na tomada do aparelho ele passa a receber energia o que ‚ verificado pelo funcionamento intermitente.

 

Procedimento Para Teste:

Na figura 1 temos alguns procedimentos que permitem testar um cabo de alimentação.

 

Procedimento comuns para testes em cabos de alimentação..
Procedimento comuns para testes em cabos de alimentação..

 

Em (a) temos a simples ligação de uma lâmpada que deve acender normalmente mesmo movimentando-se o cabo.

Em (b) temos o uso do provador de continuidade. Deve haver continuidade que não se altera mesmo quando movimentamos o cabo.

Em (c) temos a prova manual em que tomamos o próprio aparelho alimentado como referência para saber se ele recebe alimentação.

 

Se for constatado algum problema no cabo, a reparação pode ser feita das seguintes formas:

a) Substituição pura e simples do cabo por outro do mesmo comprimento e com fio da mesma espessura de acordo com a potência do aparelho. Deve ser observado o tipo de conector que existe na ponta do cabo se ele for de encaixar no aparelho.

b) Os cabos costumam quebrar junto à tomada onde os movimentos e flexões são mais fortes. Podemos facilmente descobrir se é este o local mexendo o fio naquele ponto e verificando se a energia volta ao aparelho, conforme mostra a figura 2.

 

 

Movimentando-se o fio junto ao plugue podemos descobrir se o problema é neste componente.
Movimentando-se o fio junto ao plugue podemos descobrir se o problema é neste componente.

 

Se este for o caso, podemos proceder conforme mostra a própria figura 2 e colocando um plugue novo conforme mostra a figura 3. Cortamos o fio junto à tomada e colocamos apenas um plugue novo. Nas casas especializadas e até mesmo nos supermercados podem ser encontrados plugues para essa finalidade.

c) Se descobrir o ponto em que houve a interrupção podemos cortar o fio e colocar o plugue no local desde que o encurtamento desse fio não seja grande o bastante para afetar o uso normal do aparelho. Na figura 3 mostramos como fazer a ligação do fio a um plugue comum.

 

Colocando um plugue novo num cabo interrompido ou se o plugue original tiver problemas.
Colocando um plugue novo num cabo interrompido ou se o plugue original tiver problemas.

 

Observe o sentido de rotação dos parafusos em relação ao gancho feito com os fios, com a finalidade de se o obter a fixação perfeita do fio.

Existem também os tipos em que a ponta do fio é enfiada num pequeno orifício, e apertada com o parafuso.


CABOS DE MICROFONES E INTERLIGAÇÕES

Para a ligação de microfones a aparelhos de gravação, amplificadores, videocassetes, DVDs, computadores, ET.c são usados cabos especiais do tipo blindado. Da mesma forma são usados cabos blindados para interligar gravadores, amplificadores, receivers e certos periféricos de computadores além de muitos outros aparelhos, conforme mostra a figura 4.

 

Cabos blindados de 1 ou 2 condutores internos e plugues correspondentes.
Cabos blindados de 1 ou 2 condutores internos e plugues correspondentes.

 

Estes cabos são dotados de uma malha externa que serve de blindagem evitando a captação de ruídos (roncos ou sinais interferentes) e um condutor interno por onde passa o sinal. O movimento constante dos cabos pode causar o rompimento interno do fio condutor de sinal com diversas conseqüências tais como:

a) Interrupção do sinal que não chega até o aparelho.

b) Produção de ruídos quando o cabo ou o aparelho é movimentado.

c) Entrada de roncos

d) Perda de dados quando o cabo é usado em computadores

A detecção da interrupção pode ser feita por uma prova de continuidade. Deve haver continuidade entre os extremos do condutor principal e também no teste da malha de blindagem. Havendo interrupção o cabo deve ser substituído.

Um ponto importante de teste é o conector. Diversos são os tipos usados, conforme mostrado na figura 5 onde também as maneiras de se fazer sua ligação.

 

Tipos de conectores (jaques e plugues) para sinais de áudio (microfones e fones).
Tipos de conectores (jaques e plugues) para sinais de áudio (microfones e fones).

 

Além destes existem outros com formatos semelhantes, alguns duplos, contendo um segundo pino para controle de uma chave falar/ouvir, por exemplo.

Observe que nos cabos estéreo temos dois condutores internos uma malha comum externa. A malha, de modo algum, deve encostar em qualquer dos cabos internos. Existem ainda cabos múltiplos com 4 ou 5 condutores que são usados em sistemas que trabalham com diversos sinais como em intercomunicadores etc. Um cabo com interrupção interna é facilmente descoberto quando sua movimentação provoca o restabelecimento do sinal ou produz ruídos desagradáveis no alto-falante do aparelho. A ocorrência de roncos é sinal de que o problema é de blindagem, devendo ser verificado se a malha está bem conectada ao conector. A instabilidade de sistemas que operam com dados, por exemplo, também pode ocorrer por um aterramento inadequado da malha.

 

Cabos de Vídeo e Áudio

Os sinais de vídeo que são encontrados em aparelhos de videocassete, computadores, jogos eletrônicos, etc possuem freqüências bem mais elevadas que os sinais de áudio (sons), que são encontrados nos aparelhos de som e por isso muito mais sujeitos a problemas originários da má qualidade dos fios, contactos deficientes e outros semelhantes. Para os sinais de vídeo devem ser usados cabos e conectores especiais, que são diferentes dos cabos de áudio. Não misture os dois tipos de cabos ao trabalhar com equipamentos que tenham os dois tipos de sinais como DVD players, monitores de vídeo, vídeocassetes, etc. Um dos problemas mais comuns devidos a má qualidade de cabos de vídeo é a perda de definição (contraste - as bordas das imagens ficam enevoadas), além da perda de certas cores que se tornam enfraquecidas.


CABOS DC E CONECTORES

Muitos aparelhos usam conversores AC/DC, eliminadores de pilhas ou fontes de alimentação que consistem em transformadores e circuitos de retificação, filtrafem e regulagem e que a partir dos 110 ou 220 V da e de fornecem tensões contínuas entre 3 e 30 volts. Na figura 6 temos o aspecto mais comum de um desses conversores, observando-se que a tensão continua é fornecida ao aparelho alimentado através de um cabo com conector.

 

Eliminador de pilhas (conversor DC/DC) comum.
Eliminador de pilhas (conversor DC/DC) comum.

 

O cabo é polarizado e existem diversos problemas que podem acontecer tanto com ele como com o próprio conector.

 

a) Interrupção - este é o problema mais comum que pode ser constatado pela movimentação ou ainda com provas de continuidade.

b) No conector podemos ter o desprendimento do fio ou então o curto-circuito quando um fio encosta no outro. Este curto pode ser acompanhado de problemas mais graves como a queima de elementos internos do conversor tais como os diodos, ou mesmo o transformador.

c) Inversão - este é um problema que pode ocorrer quando um conversor é comprado para alimentar determinado aparelho e seus fios de saída têm polaridade diferente da usada no tipo original. Na figura 7 temos diversos tipos de conectores que são usados nestes inversores.

 

Indicações de polaridade dos plugues. Nos conversores podem existir chaves que fazem a inversão.
Indicações de polaridade dos plugues. Nos conversores podem existir chaves que fazem a inversão.

 

Veja que os fios DC (corrente contínua) são polarizados, ou seja, existe um pólo positivo e outro negativo. Se houver inversão da ligação não só o aparelho não funciona como até pode haver a queima de componentes importantes. Saber se a polaridade de um eliminador ou conversor de energia está de acordo com aquela que o aparelho necessita é algo importante num trabalho de reparação. Para isso podemos ter dois recursos:

 

* Um LED ligado em série com um resistor e mais um diodo, como mostra a figura 8.

 

Indicador de tensão simples usando LED. Serve para tensões entre 2 e 12 V.
Indicador de tensão simples usando LED. Serve para tensões entre 2 e 12 V.

 

* O multímetro que além de identificar a polaridade nos permite medir a tensão de saída.

 

Observamos entretanto que a tensão que se mede na saída com o multímetro não corresponde à tensão real que vai ser recebida pelo aparelho mas sim o chamado valor de pico. Ao alimentar o aparelho pela sua conexão a tensão cai para o valor normal. Assim, num conversor de 6 V é comum encontrar 8, 9 ou mesmo mais volts na saída. Na falta de meio para identificar a polaridade dos fios podemos abrí-lo e nos orientar pelo capacitor de filtro. A polaridade dos fios de saída correspondem à polaridade do capacitor de filtro. Alguns conversores, entretanto, possuem uma chavinha que permite trocar a polaridade do conector sem a necessidade de se dessoldar e soldar novamente os fios do cabo de conexão. Em alguns casos, o problema de não funcionamento do aparelho pode estar justamente nessa chave. Um toque acidental nesta chavinha pode mudar a polaridade causando problemas para o aparelho alimentado, que não funcionará.

 

Conclusão

Se bem que em muitos casos, a troca do cabo seja o melhor procedimento, existem momentos em que fazer isso significaria não utilizar o equipamento por um tempo. Para estes casos, a possibilidade de se ter uma reparação imediata é importante. Também devemos levar em conta que existem os casos em que o problema é tão simples que não compensa fazer a troca deste caso. Neste artigo demos algumas dicas para o leitor que gosta de reparar o seu próprio equipamento e para aqueles que estão pretendendo se tornar profissionais, abrindo sua própria oficina.

BUSCAR DATASHEET

 


N° do componente 

(Como usar este quadro de busca)

 

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