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Resolvendo Problemas com Cabos (ART1297)

Os cabos de diversos tipos, que encontramos nos equipamentos eletrônicos, são a causa de diversos tipos de problemas de funcionamento, Veja neste artigo como encontrar problemas em cabos de diversos tipos. Este artigo faz parte do livro Conserte Tudo.

 

CABOS DE ALIMENTAÇÃO OU FORÇA

Quando um aparelho recebe energia da rede local a partir de uma tomada ele possui para esta finalidade um cabo de alimentação. O movimento constante deste cabo, ou ainda eventuais problemas com o próprio aparelho, podem ser causadores de falhas na passagem da corrente. Quando isso ocorre, o aparelho deixa de receber de modo normal a energia que precisa para funcionar.

 

Temos basicamente dois tipos de manifestações para o problema:

a) A energia não chega ao aparelho - ligando o aparelho ele não recebe energia de modo algum e com isso não funciona (não dá sinais de vida!).

b) A energia passa de modo intermitente - mexendo no cabo ou na tomada do aparelho ele passa a receber energia o que ‚ verificado pelo funcionamento intermitente.

 

Procedimento para Teste:

Na figura 1 temos procedimentos que permitem testar fios e cabos paralelos

 

 

Figura 1 - Testando a continuidade de um fio e o isolamento entre dois fios
Figura 1 - Testando a continuidade de um fio e o isolamento entre dois fios

 

 

Assim, para o teste de um cabo de alimentação podemos fazer a simples ligação de uma lâmpada que deve acender normalmente mesmo movimentando-se o cabo.

 

Na figura usamos o provador de continuidade. Deve haver continuidade que não se altera mesmo quando movimentamos o cabo.

 

Se for constatado algum problema no cabo, a reparação pode ser feita das seguintes formas:

 

a) Substituição pura e simples do cabo por outro do mesmo comprimento e com fio da mesma espessura de acordo com a potência do aparelho. Deve ser observado o tipo de conector que existe na ponta do cabo se ele for de encaixar no aparelho.

 

b) Os cabos costumam quebrar junto à tomada onde os movimentos e flexões são mais fortes. Podemos facilmente descobrir se é este o local mexendo o fio naquele ponto e verificando se a energia volta ao aparelho, conforme mostra a figura 2.

 

 

Figura 2 - Verificando uma interrupção junto a uma tomada
Figura 2 - Verificando uma interrupção junto a uma tomada

 

Se este for o caso, podemos proceder conforme mostra a própria figura 30. Cortamos o fio junto à tomada e colocamos apenas um plugue novo. Nas casas especializadas e até mesmo nos supermercados podem ser encontrados plugues para essa finalidade.

 

c) Se descobrir o ponto em que houve a interrupção podemos cortar o fio e colocar o plugue no local desde que o encurtamento desse fio não seja grande o bastante para afetar o uso normal do aparelho.

 

Observe o sentido de rotação dos parafusos em relação ao gancho feito com os fios, com a finalidade de se obter a fixação perfeita do fio.

Existem também os tipos em que a ponta do fio é enfiada num pequeno orifício e apertada com o parafuso.

 

CABOS DE MICROFONES E INTERLIGAÇÕES

Para a ligação de microfones a aparelhos de gravação, amplificadores, videocassetes, DVDs, computadores, etc. são usados cabos especiais do tipo blindado. Da mesma forma são usados cabos blindados para interligar gravadores, amplificadores, receivers e certos periféricos de computadores além de muitos outros aparelhos, conforme mostra a figura 3.

 

 Figura 3 - Estrutura de um fio blindado
Figura 3 - Estrutura de um fio blindado

 

Estes cabos são dotados de uma malha externa que serve de blindagem evitando a captação de ruídos (roncos ou sinais interferentes) e um condutor interno por onde passa o sinal.

O movimento constante dos cabos pode causar o rompimento interno do fio condutor de sinal com diversas conseqüências tais como:

a) Interrupção do sinal que não chega até o aparelho.

b) Produção de ruídos quando o cabo ou o aparelho é movimentado.

c) Entrada de roncos

d) Perda de dados quando o cabo é usado em computadores

 

A detecção da interrupção pode ser feita por uma prova de continuidade. Deve haver continuidade entre os extremos do condutor principal e também no teste da malha de blindagem. Havendo interrupção, o cabo deve ser substituído.

Um ponto importante de teste é o conector. Diversos são os tipos usados, conforme mostrado na figura 4, onde também as maneiras de se fazer sua ligação.

 

Figura 4 - Plugues e conectores de microfones
Figura 4 - Plugues e conectores de microfones

 

Observe que nos cabos estéreo temos dois condutores internos uma malha comum externa. A malha, de modo algum, deve encostar em qualquer dos cabos internos.

Existem ainda cabos múltiplos com 4 ou 5 condutores que são usados em sistemas que trabalham com diversos sinais como em intercomunicadores etc.

Um cabo com interrupção interna é facilmente descoberto quando sua movimentação provoca o restabelecimento do sinal ou produz ruídos desagradáveis no alto-falante do aparelho.

A ocorrência de roncos é sinal de que o problema é de blindagem, devendo ser verificado se a malha está bem conectada ao conector. A instabilidade de sistemas que operam com dados, por exemplo, também pode ocorrer por um aterramento inadequado da malha.

 

Cabos de Vídeo e Áudio

Os sinais de vídeo que são encontrados em aparelhos de videocassete, computadores, jogos eletrônicos, etc. possuem freqüências bem mais elevadas que os sinais de áudio (sons), que são encontrados nos aparelhos de som e por isso muito mais sujeitos a problemas originários da má qualidade dos fios, contactos deficientes e outros semelhantes.

Para os sinais de vídeo devem ser usados cabos e conectores especiais, que são diferentes dos cabos de áudio. Não misture os dois tipos de cabos ao trabalhar com equipamentos que tenham os dois tipos de sinais como DVD players, monitores de vídeo, vídeo cassetes, etc.

Um dos problemas mais comuns devidos a má qualidade de cabos de vídeo é a perda de definição (contraste - as bordas das imagens ficam enevoadas), além da perda de certas cores que se tornam enfraquecidas.

 

CABOS DC E CONECTORES

Muitos aparelhos usam conversores AC/DC, eliminadores de pilhas ou fontes de alimentação que consistem em transformadores e circuitos de retificação, filtragem e regulagem e que a partir dos 110 ou 220 V da e de fornecem tensões contínuas entre 3 e 30 volts.

Na figura 5 temos o aspecto mais comum de um desses conversores, observando-se que a tensão contínua é fornecida ao aparelho alimentado através de um cabo com conector.

 

Figura 5 - Um eliminador de pilhas ou fonte AC/DC
Figura 5 - Um eliminador de pilhas ou fonte AC/DC

 

O cabo é polarizado e existem diversos problemas que podem acontecer tanto com ele como com o próprio conector.

a) Interrupção - este é o problema mais comum que pode ser constatado pela movimentação ou ainda com provas de continuidade.

b) No conector podemos ter o desprendimento do fio ou então o curto-circuito quando um fio encosta no outro. Este curto pode ser acompanhado de problemas mais graves como a queima de elementos internos do conversor tais como os diodos, ou mesmo o transformador.

c) Inversão - este é um problema que pode ocorrer quando um conversor é comprado para alimentar determinado aparelho e seus fios de saída têm polaridade diferente da usada no tipo original. Na figura 6 temos diversos tipos de conectores que são usados nestes inversores.

 

Figura 6 - Conectores de eliminadores de pilhas
Figura 6 - Conectores de eliminadores de pilhas

 

Veja que os fios de saída DC (corrente contínua) são polarizados, ou seja, existe um pólo positivo e outro negativo. Se houver inversão da ligação não só o aparelho não funciona como até pode haver a queima de componentes importantes.

Saber se a polaridade de um eliminador ou conversor de energia está de acordo com aquela que o aparelho necessita é algo importante num trabalho de reparação.

Para isso podemos ter dois recursos:

* Um LED ligado em série com um resistor e mais um diodo, como mostra a figura 7.

 

Figura 7 - Um verificador de eliminadores de pilhas
Figura 7 - Um verificador de eliminadores de pilhas

 

* O multímetro que além de identificar a polaridade nos permite medir a tensão de saída.

Observamos, entretanto que a tensão que se mede na saída com o multímetro não corresponde à tensão real que vai ser recebida pelo aparelho, mas sim o chamado valor de pico. Ao alimentar o aparelho pela sua conexão a tensão cai para o valor normal. Assim, num conversor de 6 V é comum encontrar 8, 9 ou mesmo mais volts na saída.

Na falta de meio para identificar a polaridade dos fios podemos abri-lo e nos orientar pelo capacitor de filtro. A polaridade dos fios de saída corresponde à polaridade do capacitor de filtro.

Alguns conversores, entretanto, possuem uma chavinha que permite trocar a polaridade do conector sem a necessidade de se dessoldar e soldar novamente os fios do cabo de conexão.

Em alguns casos, o problema de não funcionamento do aparelho pode estar justamente nessa chave. Um toque acidental nesta chavinha pode mudar a polaridade causando problemas para o aparelho alimentado, que não funcionará.

 

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N° do componente 

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Opinião

Terminando mais um ano (OP198)

Estamos chegando ao final de mais um ano de muito trabalho. Não temos que nos queixar de nossas realizações. Fizemos muito e constatamos que temos ainda muito mais por fazer. Os 365 dias de 2019 não foram suficientes para colocarmos em prática todas as nossas ideias, muitas das quais ficaram para o próximo ano.

 

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Não há crise de combustível, há excesso de automíveis.
Júlio Camargo A Arte de Sofismar - Ver mais frases


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