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Experimentos à moda antiga (ART4247)

Texto extraído do site INCB - www.newtoncbraga.com.br

Experimentos à moda antiga (ART4247)

Este artigo é uma continuação da série que começa em ART4225 baseada no livro Experiências e Passatempos com eletricidade. O livro é bastante antigo, mas foi ele que me inspirou a entrar para o mundo da eletrônica. Muitos experimentos podem ainda ser usados em aulas e para aprender eletricidade em oficinas maker ou Fablabs..

 

EXPERIÊNCIAS INTERESSANTES COM MICROFONES DE BOTÃO

É possível fazer muitas experiências com um destes microfones. O mais simples, mas nem por isso menos interessante, é construir um receptor ou microfone com urna caixa de fósforos, para o que bastará colocá-lo dentro da caixa, como mostra a fig. 1.

 

FIG. 1  - Caixa de fósforos usada como microfone.
FIG. 1 - Caixa de fósforos usada como microfone.

 

As figuras 2 e 3, mostram um microfone de botão ligado a urna vitrola e a um piano, com o fim de transmitir música a certa distância.

 

FIG. 2  - Cápsula microfônica aderida ao braço do pick-up.
FIG. 2 - Cápsula microfônica aderida ao braço do pick-up.

 

FIG. 3 - Cápsula microfônica aderida a um piano.
FIG. 3 - Cápsula microfônica aderida a um piano.

 

Na figura 2 se vê o microfone preso ao braço do pick-up, mas pode-se obter um pequeno dispositivo que permite sua colocação sem necessidade de furar o braço. Veja-se a fig. 3.

Ao fazer estas ligações é preciso dotar o fone de um bocal para se poder ouvir a música sem necessidade de aproximá-lo ao ouvido. Mostra-se na fig. 4 a maneira de aplicar o microfone a uma janela ou a qualquer outra parte de vidro.

 

 

FIG. 4 - Colocação da cápsula sobre vidro.
FIG. 4 - Colocação da cápsula sobre vidro.

 

Dobra-se uma tira de bronze da forma que se pode ver, fazendo-lhe um orifício numa das pontas para poder fixar o microfone, e pela outra ponta prende-se contra o vidro, com um pedaço de tela adesiva. Atando-se o microfone ao pescoço ou ao peito, pode-se transmitir a certa distância as palavras pronunciadas em voz baixa.

 

FIG. 5 - Dispositivo para colocar a cápsula no braço do pick-up.
FIG. 5 - Dispositivo para colocar a cápsula no braço do pick-up.

 

Outras aplicações do microfone, mais práticas, mas não menos interessantes, são as seguintes:

 

FIG. 6  - Emprego da cápsula como relay telefônico.
FIG. 6 - Emprego da cápsula como relay telefônico.

 

Pode-se usar o microfone como "relay" para telefone ou para suprir urna extensão para o mesmo. A fig. 6 mostra o microfone colocado dentro de uma caixa de charutos, na qual se fez um buraco na tampa, nele colocando o fone do telefone.

Este microfone ou cápsula, como também se costuma chamar, pode substituir um microfone que se tenha quebrado, uma vez colocado dentro da mesma caixa e com o diafragma parafusado, ligando, os terminais da maneira usual.

 

FIG. 7 - Corte de uma cápsula microfônica.
FIG. 7 - Corte de uma cápsula microfônica.

 

 

FIG. 8  - Circuito simples.
FIG. 8 - Circuito simples.

 

Em instalações telefônicas, o microfone ou cápsula serve tão bem como um microfone de preço, requerendo somente uma caixa ou suporte próprio para a sua colocação.

 

Diversos circuitos equivalentes com amplificadores e microfones de eletreto, além de outros podem ser encontrados no site.

 

 

CURIOSOS RADIORRECEPTORES

A fig. 9 nos dá urna ideia do aspecto de um rádio receptor de bolso. Este receptor só tem uma parte móvel, que é o botão que se encontra no centro da caixa.

 

FIG. 9  - Receptor de bolso.
FIG. 9 - Receptor de bolso.

 

Consiste, em resumo, num sintonizador, num detector a cristal, num condensador, dois terminais aos quais vai ligada a antena e a terra, e dois terminais onde se liga o fone. Na fig. 10 pode-se apreciar a distribuição dos elementos dentro da caixa e na fig. 11 mostra o diagrama das ligações.

O detector a cristal que se vê na fig. 12 é do tipo fixo; o sintonizador pode ser observado na fig. 13.

 

FIG. 10 - Distribuição dos elementos.
FIG. 10 - Distribuição dos elementos.

 

FIG. 11  - Diagrama de ligações.
FIG. 11 - Diagrama de ligações.

 

FIG. 12 - Detector a cristal
FIG. 12 - Detector a cristal

 

Primeiramente temos de procurar uma caixinha, na qual colocaremos os elementos que acabamos de detalhar. Coloca-se uma placa de ebonite fina, onde irão montados os terminais e pela qual sobressai o eixo onde vai colocado o botão.

O sintonizador consiste em uma bobina feita sobre uma fôrma de ebonite de 5 mm de espessura, 5 cm de largura e suficientemente comprida para que caiba dentro da caixa.

 

FIG. 13 - Sintonizador.
FIG. 13 - Sintonizador.

 

Faça-se o contato, com um eixo, no qual se colocará o botão ou perilha.

Põe-se nesta última um indicador e grava-se uma escala no painel de ebonite, como se indica na fig. 13. Instalam-se dois pequenos terminais dos lados da caixa, a fim de se poder ligar a antena e a terra.

No lado oposto da caixa fazem-se dois buracos, nos quais se colocarão dois colchetes fêmeas e os terminais do telefone, que para ser o mais compacto possível, poderá consistir de um fone de 4.000 ohms de resistência.

O detector a cristal fixo é de mui fácil construção, mas pode-se comprar um pronto por muito pouco dinheiro. As instruções para aqueles que desejam construí-lo são as seguintes: toma-se um tubo de ebonite ou de vidro, no qual se colocam duas tampinhas de metal. Numa das tampinhas vai pegada a galena, e na outra solda-se uma vareta de cobre, que por sua vez terá soldados na ponta vários pedaços de fios de cobre n.º 26. Pode-se fazer o suporte para o tubo, com dois ângulos parafusados à base e que se apertam contra cada tampinha.

O condensador será de 002 mfd mais ou menos. No diagrama da fig. 11 temos que os telefones vão ligados aos toma-correntes P; a antena e a terra a A e E, sendo BC o condensador; T é o sintonizador e C o detector a cristal.. Usando uma antena de comprimento e altura adequados, pode-se ouvir os programas de "broadcasting" com toda a nitidez.

 

RECEPTOR FEITO COM UMA CAIXA DE FÓSFOROS

Enrole-se na caixa 45 g de fio de cobre n.º 26, coberto com dupla capa de algodão.

Numa das extremidades da caixa coloquem-se dois grampos dos que se usam para juntar papéis, a uma distância de 2,5 cm, e na outra extremidade outro grampo, como se pode ver na fig. 14, assinalado com a letra P, que servirá para segurar o fio da bobina. Coloque outro grampo S como mostra a fig. 15, de maneira que toque no grampo Z, quando se fecha a caixa.

 

Figura 14 – O receptor
Figura 14 – O receptor

 

FIG. 15  Diagrama de ligações.
FIG. 15 Diagrama de ligações.

 

FIG. 16 - Taça porta-galena.
FIG. 16 - Taça porta-galena.

 

FIG. 17 - Detector.
FIG. 17 - Detector.

 

FIG. 18  - Detalhe do detector.
FIG. 18 - Detalhe do detector.

 

Construa facilmente o detector, empregando uma galena que vai colocada numa taça ou suporte de metal, como mostra a fig. 16. Faça um buraco no fundo dessa taça e prenda-se a mesma a um lado da caixa, como se mostra em B da fig. 17.

Tome-se uma tira de bronze e corte-se na forma que mostra a fig. 18 fazendo um buraco na ponta mais larga; dobre-se na forma que mostra a fig. 18 e prenda-se dentro da caixa como se vê em A da fig. 17. A bobina que se fez sobre a tampa da caixa começa no terminal T da fig. 15, ao terminal P, até ligar-se com o terminal Q e depois W. Liga-se então um fio da taça B a R; outro deve ser ligado da tira A ao grampo S e de S a E, e um fio de Q a E. Se desejar, pode-se colocar uma perilha entre E e F para sintonizar a galena. Ligam-se os fones a R e Q, a antena a F e a terra a E. Faz-se a sintonia tirando a gaveta da caixa e movendo a perilha da galena.

 

Uma boa quantidade de projetos de receptores elementares podem ser encontrados no site do autor. Um destaque é justamente o “Menor Receptor do Mundo” – MIN201 que pode ser montado numa caixa de fósforos.