O Site do Hardware Livre - OSHW

Provador Para a Bancada (INS405)

Os leitores que se iniciam agora nas atividades eletrônicas certamente não podem contar desde o começo com um instrumento de prova mais caro como, por exemplo, um multímetro. Neste caso, a prova de componentes fica comprometida pela falta de um dispositivo capaz de fazer isso. O que descrevemos é um útil provador para a bancada que, além de fazer o teste de componentes também serve de fonte de alimentação de 6 V para seus equipamentos.

O circuito que propomos é muito interessante, pois é formado de diversas etapas de funcionamento independente. Cada uma das etapas pode ser usada separadamente, e tem sua utilidade na bancada de trabalhos de eletrônica.

As etapas que compõem nosso provador são as seguintes:

- Fonte de 6 V x 1 A

Esta é uma fonte de tensão contínua de 6 V que pode fornecer correntes de até 1 ampère (1000 mA) para a alimentação da maioria dos aparelhos que descrevemos, sendo equivalente a 4 pilhas.

 

- Provador de diodos e transistores

Este é um provador que para o caso dos diodos verifica a junção, detectando se o diodo está bom, aberto ou em curto. Diodos de uso geral como os 1N4l48, 1N4002, 1N4007, BY127 e 1N34 podem ser testados com esta parte do circuito.

Para o caso dos transistores temos o teste de ganho, sendo feita a prova dinâmica do transistor. Se o transistor estiver bom, temos a indicação total disso, e se estiver aberto ou em curto, temos também a indicação.

 

- Provador de continuidade

Nesta função podemos medir com aproximação resistores de pequenos valores e testar a continuidade de diversos componentes como, por exemplo, transformadores, capacitores, chaves, lâmpadas, LEDs, etc.

 

- Lâmpada de série

Este setor do aparelho permite a prova de dispositivos de alta tensão como, por exemplo, a prova de eletrodomésticos. Trabalhando com uma lâmpada de 40 W x 110 V ou 220 V conforme sua rede, você pode verificar se resistências de ferros de soldar, ferros de passar ou secadores de cabelo estão boas, verificar continuidade de pequenos motores; testar fusíveis e muitos outros dispositivos.

O aparelho é simples de montar, podendo ser aproveitadas muitas peças de sucata, e se montado numa caixa plástica terá uma aparência “profissional" muito agradável e funcional. (figura 1)

 


 

 

 

Funcionamento

Trata-se de um aparelho bastante simples que pode ser analisado em blocos.

Começamos pela fonte de alimentação que tem na parte de retificação diodos 1N4002 ou equivalentes, e no capacitor C1 de 1 000 uF a filtragem. Se o leitor quiser pode usar um capacitor maior, até 2 200 uF para melhor filtragem. A tensão de trabalho deste capacitor deve ser de pelo menos 12 V.

A regulagem é feita por um circuito integrado 7806. Este circuito se caracteriza por fornecer em sua saída uma tensão fixa de 6 V sob até 1 A de corrente, sem a necessidade de nenhum componente adicional, tornando assim obsoletas as fontes com transistores, diodos zener e outros componentes.

O único cuidado com sua utilização é fazer sua montagem num radiador de calor. A filtragem de saída é feita por C2 que pode ter valores de 10 a 220 uF com tensão de 6 V ou mais.

O setor de prova de baixa tensão tem dois LEDs como indicadores montados em oposição. Isso significa que o LED1 acende com os semiciclos negativos da fonte e o LED 2 com os positivos. Se o componente provado deixar a corrente passar nos dois sentidos, os dois LEDs acendem, mas se deixar passar num único sentido, conforme a polarização, somente um dos LEDs acende.

O resistor R1 limita a corrente pelos LEDs. Devemos ligar então para uma prova simples de continuidade o componente entre as garras G1 e G2. Veja que a alimentação deste setor vem antes dos diodos, sendo de tensão alternada.

Para a prova dos transistores temos um procedimento simples: ligamos o coletor do transistor em G1 e o emissor em G3. Se o transistor estiver em curto os dois LEDs acendem. Se estiver bom, nenhum LED acende, mas devemos continuar a prova. Ligamos então G3 na base do transistor. Se for um tipo de baixo ganho, S2 deve estar na posição que coloca o menor resistor, e se for de alto ganho, o maior resistor. Se não soubermos qual é o ganho, podemos começar com a colocação em R2 inicialmente.

Ao ligar a garra na base um dos LEDs deve acender, conforme o transistor seja PNP ou NPN. Se for NPN acende o LED2 e se for PNP acende o LED1.

Se o brilho for fraco para o LED, então trata-se de um transistor de baixo ganho. Se passarmos a chave S2 para a posição que coloca R3 no circuito e o LED ainda brilhar fortemente, então trata-se de um transistor de alto ganho.

As provas de continuidade são feitas com a ligação dos componentes entre G1 e G2. Resistores de até 1 k devem fazer os dois LEDs acender. Acima deste valor o brilho será cada vez mais fraco.

Transformadores, fusíveis, chaves e fios, quando ligados entre as garras G1 e G2, devem fazer os LEDs acender. Um LED ligado entre G1 e G2 deve acender se estiver bom.

Para o caso da lâmpada de série, ela funciona simplesmente limitando a corrente. Ligamos então as pontas de prova entre X1 e X2 e encostamos nos terminais dos eletrodomésticos que devem ser testados. Nunca teste componentes de baixa tensão como diodos, LEDs ou transistores, pois eles queimarão. Resistores de 1/8 ou ¼ W também não devem ser testados aqui.

Se houver continuidade - resistência sem interrupção, motores bons, fusíveis bons - a lâmpada acenderá.

 

MONTAGEM

Na figura 2 temos o diagrama completo do provador, observando-se sua simplicidade.

 


 

 

A realização prática tomando como base uma ponte de terminais é mostrada na figura 3.

 


 

 

Observe que os pequenos componentes são todos soldados na ponte que será fixada no interior da caixa juntamente com peças maiores como o suporte de fusíveis, o transformador e o soquete da lâmpada L1.

Os resistores usados são todos de 1/8 ou ¼ W comuns (se tiver maiores, de ½ W tirados de aparelhos velhos, pode aproveitar).

C1 e C2 são eletrolíticos, e CI-1 deve ser dotado de um radiador de calor. Este radiador é uma chapinha de metal (pode até ser de lata) de 3 x 5cm presa por parafuso no corpo do integrado para ajudar irradiar o calor gerado.

Os LEDs são vermelhos comuns, ou se o leitor preferir para LED2 pode escolher um tipo verde ou amarelo.

O transformador tem enrola mento primário de acordo com sua rede, 11oV ou 220 V. Se for de duas tensões, a ligação é feita conforme mostra a figura 4.

 


 

 

O secundário deste transformador é de 9 + 9 V com corrente de 1 A. Se quiser usar um transformador de 12 + 12 V com 1 A aumente R1 para 1 500 ohms (1k5) e também R4 para 1k5. Os demais componentes permanecem inalterados exceto a tensão de trabalho de C1 que passa a ser no mínimo de 25 V.

Para a saída da fonte use bornes isolados, preto e vermelho, de modo a identificar a polaridade.

Para X1 e X2 e conveniente usar um tipo de borne ou plugue diferente dos de saída da fonte para se evitar uma eventual troca que seria perigosa e desastrosa.

Para o provador usamos garras que podem ser de 3 cores diferentes de modo a facilitar a identificação. Seus fios devem ficar no máximo 20 cm para fora da caixa para não atrapalhar.

Os LEDs serão montados em soquetes próprios para painel com a identificação que será feita com letras autoadesivas (decalques) que podem ser compradas em papelarias. Para as chaves é conveniente indicar sua função: S1: liga/desliga S2: alto ganho/baixo ganho.

Terminando a montagem é muito fácil provar e usar seu aparelho.

 

Prova e uso

A prova deve ser feita por setores.

Depois de ligar a alimentação, acione S1. O LED3 deve acender.

Se você ligar uma pequena lâmpada de 6 V, um motor de 6 V ou mesmo um LED em série com um resistor de 1k na saída de 6 V (observe a polaridade e não ligue o LED direto, pois ele queimará!) deve haver a alimentação normal.

Para testar o setor de prova, encoste G1 em G2. Os dois LEDs devem acender.

Finalmente, encoste X1 em X2.

A lâmpada L1 deve acender normalmente. Depois disso é só usar.

Para saber como provar cada componente leia com atenção a parte que explica o funcionamento deste equipamento que você encontrará os procedimentos para testes de diversos dispositivos, Nunca tente provar qualquer componente em aparelhos ligados, pois podem ocorrer curtos ou a queima do próprio componente ou de outros. Não tente alimentar aparelho que consuma mais de 1 A na fonte.

 

Cl1 - 7806 - circuito integrado

LED1, LED2, LED3 - Leds comuns

D1, D2 - 1N4002 ou equivalentes diodos de silício

D3 - 1N4007 ou BY127 - diodo de silício

T1 - transformador com primário de acordo com a rede local e secundário de 9 + 9 V x 1 A

C1 - 1 000 uF x 12 V- capacitor eletrolítico

C2 – 100 uF x 6 V - capacitor eletrolítico

S1 - interruptor simples

S2 - chave de 2 x 2 (aproveitando uma seção)

F1 - fusível de 1A

L1 - lâmpada de 5 W x 110 V ou 220 V conforme a rede loca!

R1, R4 – 1 k - resistores (marrom, preto, vermelho)

R2 – 22 k - resistor ( vermelho, vermelho, laranja

R3 – 100 k - resistor (marrom, preto, amarelo)

G1, G2, G3 - garras jacaré

X1, X2 - bornes ou tomada

Diversos: ponte de terminais, caixa para montagem, cabos de alimentação, suporte de fusíveis, fios, solda, terminais ou borne de saída para fonte, etc.

 

 

BUSCAR DATASHEET

 


N° do componente 

(Como usar este quadro de busca)

 

Opinião

Novidades de Outubro (OP196)

Ainda repercutindo nosso mês de aniversários, completamos o mês com a participação da IoT Latin America 2019 onde atendemos nossos amigos no estande da Mouser Electronics. Como sempre, tivemos a satisfação de encontrar amigos, colaboradores e clientes, trocando ideias sobre negócios e o futuro da tecnologia.

 

Leia mais...

Televisão
Vivo num mundo de mentiras captadas pela minha televisão.
Paulo Mendes Campos - Balada do Amor perfeito. - Ver mais frases


Instituto Newton C Braga
Entre em contato - Como Anunciar - Políticas do Site

Apoio Social
Lions Clube de Guarulhos Sul SOS Mater Amabilis
Advertise in Brazil
If your business is Electronics, components or devices, this site is the correct place to insert your advertisement (see more)