Teste de crossover (INS430)

Este artigo é de uma publicação nossa de 1986, no entanto é ainda atual pelas técnicas que ensina. Trata-se de artigo de utilidade para quem deseja reparar ou recuperar equipamentos da época. Os artigos que seguem este e mesmo outros do site fornecem técnicas da mesma época para reparação desses equipamentos.

Filtros divisores de frequências, como o da figura 1, podem ser testados com a ajuda de um gerador de áudio e de um bom amplificador, além de resistores de carga.

 


 

 

A ligação do equipamento é feita conforme mostra a figura 2.

 


 

 

Os resistores devem ser de fio e a prova deve ser feita em baixo volume, com uma potência entre 5 e 10 watts, para que não haja perigo de sobrecargas.

O que fazemos inicialmente é usar o gerador na faixa dos 10 aos 500 Hz e verificar o ponto em que a leitura do multímetro na escala de tensões alternadas (AC Volts) cai. Neste ponto temos a frequência de transição de graves para médios.

Depois ligamos o mesmo multímetro, na mesma escala, na saída do mid-range e varremos a faixa de 100 Hz aos 2 000 Hz. O ponto em que começa a subida da tensão deve ser o mesmo em que tivemos a caída no teste anterior.

O outro ponto, em que temos nova queda de tensão, é a transição de médios para agudos. (figura 3)

 


 

 

Passamos em seguida para a saída de agudos (tweeter) e varremos a faixa de 1 000 Hz aos 5 000 Hz. O ponto em que começa a subida de tensão indica o início da faixa de agudos do crossover.

O mesmo procedimento pode ser usado no caso de teste de crossovers ativos ou equalizadores.

Neste caso, a ligação dos diversos equipamentos é feita conforme mostra a figura 4.

 


 

 

Veja que, se num teste de oficina um crossover não indicar subida de tensão onde ela é esperada, isso pode significar bobinas interrompidas ou capacitores abertos.

Excesso de potência ou curtos acidentais podem ser a causa de danos internos a um filtro divisor de frequência.

A reparação nem sempre é possível, mas em geral a solução é a troca dos componentes danificados, se forem os capacitores. ou o enrolamento das bobinas, se forem elas a causa do problema.

Nos filtros em que existem potenciômetros (que são mais raros) estes são tipos de fio, que podem sofrer problemas de sobrecarga com a interrupção do seu elemento resistivo. Neste caso, a única solução é a troca do componente.

O mesmo tipo de análise também é válida para filtros de dois canais. caso em que teremos dois pontos de subida e um ponto de transição, conforme a curva característica mostrada na figura 5.

 


 

 

Veja que, em nenhum dos testes recomendamos a ligação dos alto--falantes, pois estes apresentam pontos de ressonância que afetam as medidas. Por este motivo é que nos levantamentos de características sempre preferimos a utilização de resistores de fios que são cargas que apresentam uma característica de impedância constante, independente da frequência de prova.

A excitação do amplificador usado na prova deve ser feita com sinal senoidal de intensidade constante. A curva de resposta do amplificador deve ser conhecida para melhor segurança na interpretação dos resultados.

 

 


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