É claro que a América do Sul, incluindo o Brasil, não podia ficar sem uma boa coleção de revistas técnicas. Não preciso dizer que em minha coleção tenho a maioria delas, e além de colaborar com uma boa quantidade delas, participei da direção de muitas delas, como todos bem sabem. Na foto da figura 1 mostra algumas revistas sul-americanas que tenho em minha coleção. Pela relevância vou dedicar um artigo inteiro apenas para as revistas em que trabalhei.

Evidentemente, a maior quantidade de revistas sul-americanas é do Brasil, com destaque para a primeira delas, a revista Antenna fundada em abril de 1926. Teremos um post especialmente dedicado a esta publicação.
A maioria delas aproveitava artigos de revistas europeias e americanas com quem tinham contratos de compra de direitos. Nem sempre esses contratos eram respeitados, pois chegamos a ver casos de que os autores dos artigos eram trocados para caracterizar que não eram de determinada revista que podia cobrar ou então simplesmente deixados sem a procedência.
Tenho uma boa quantidade dessas revistas de países como Argentina, Colômbia, Uruguai, etc.

Podemos começar com o próprio Brasil falando das revistas mais antigas como a Antenna e a Eletrônica Popular, vindo depois as diversas revistas do Apolon Fanzeres, a Revista Monitor de Radio e Televisão. Trabalhei na Eletrônica Popular e monitor.

Numa segunda fase a partir de 19676 chegaram as revistas que marcaram época pela difusão mais intensa da filosofia do faça você mesmo (FVM ou DIY) como as Saber Eletrônica. Eletrônica Total, Elektor, Nova Eletrônica, Radio Eletrônica, be-a-bá da eletrônica e outras.
Colaborei com a Monitor e Radio Eletrônica, além de outras, mas minha carreira profissional foi como diretor técnicos das revistas da Editora Saber como a Saber Eletrônica, Eletrônica Total e Experiências e Brincadeiras com eletrônica Jr. Não esquecendo a Mecatrônica Fácil. Vou deixar um capítulo todo a elas.

Na Argentina destaco várias revistas como a Radio Chassis Televisiom Radio Escuela Gráfica e depois a própria revista Saber Eletrônica com a versão traduzida que eu gerenciava à distância e algumas vezes indo até lá.

Estas revistas eram impulsionadas pela presença de empresas estrangeiras de porte como a Ibrape (Brasil) ou Fapesa (Argentina) que era uma empresa da Philips que fazia enorme quantidade de anúncios sustentando essas revistas.
No Brasil, a própria Ibrape chegou a ter sua revista e depois foi responsável pelo aparecimento da Revista Eletrônica que a partir do número 46 se tornou Revista Saber Eletrônica, quando me tornei seu primeiro (e único) diretor técnico…
Para as revistas de outros países destacamos a revista Corrente Alterna em que colaborava meu amigo Fanzeres e ate cheguei a conhecer um dos seus diretores. A revista Corrente Altrerna era do Uruguai.
E, da Colômbia destacamos a revista Electrónica Fácil da Colômbia. Na imagem, a edição 22 de 1986 que trazia artigos bem interessantes, tanto práticos como teóricos. A revista era editada em Medelin. Dentre os artigos teóricos destacamos o funcionamento dos tubos de imagem trinitron que estavam se popularizando na época e entre os práticos muitos circuitos simples como os da nossa seção Banco de Circuitos.
Como já comentamos anteriormente, muitas dessas revistas se baseavam em publicações americanas e europeias para produzir seus artigos. Mas, eram muito interessantes. Tenho muitas delas em minha biblioteca.

Certamente há muito o que falar de cada revista, mas deixo isso para a sequência dessa série em que abordo cada uma das revistas de forma independente.
Lembro que não coloquei todas as revistas que existiram, pois muitas tiveram tiragens muito pequenas ou vida muito curta, algumas delas até recentemente.
Finalmente temos as revistas que sobrevivem e que ainda tem suas edições tanto físicas como virtuais como a Revista INCB Eletrônica e Mecatrônica Jovem de nossa empresa e a Antenna que ainda tem suas edições virtuais.
















