A Vishay Semiconductors possui uma ampla linha de componentes de optoeletrônica tais como: emissores, sensores, acopladores ópticos, etc. Em especial, a série de optoacopladores de alta velocidade SFH67xx oferece uma gama muito grande de aplicações que são detalhadas no Application Note 73.

Nota: Publicado na revista Saber Eletrônica 435 de abril de 2009.

Neste artigo selecionamos algumas destas aplicações que envolvem os optoacopladores SFH6700/19, SFH6701/11, SFH6702/12, SFH6705 e SFH6731/32, cujas pinagens são mostradas na figura 1.

 


 

 

Conforme podemos ver, estes acopladores possuem disparadores lógicos que possibilitam a utilização dos componentes na transmissão de dados de alta velocidade que têm um valor típico de 2,5 Mb/s, mas que podem chegar a 5 Mb/s. A corrente de entrada é de 1,6 mA. Damos a seguir alguns circuitos práticos.

 

 

a) Circuitos excitadores

 

Começamos com circuitos que usam LEDs em série e que são exibidos na figura 2.

 


 

 

Assim o primeiro ativa o LED no nível alto, enquanto que o segundo ativa o LED no nível baixo. A corrente no LED é de 3 mA para operação correta. Em algumas aplicações, um capacitor em paralelo com R1 deve ser utilizado para elevar a velocidade. As portas lógicas empregadas determinam o valor de R1 segundo a tabela 1.

 


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Estes valores são para uma tensão de alimentação de 5 V.

Em uma segunda aplicação, indicada em casos críticos onde existe a possibilidade de uma alta corrente de fuga, deve ser usado um shunt no circuito do LED, observe a figura 3.

 


 

 

Para uma aplicação típica de 5 V, onde R1 é de 1k ohms, o valor típico para R2 é de 4,7 Kohms. Este circuito desvia valores de corrente da ordem de 250 µA, evitando sua circulação pelo LED.

No entanto, uma maneira melhor de se manusear correntes de fuga e através do circuito ilustrado na figura 4.

 


 

 

Para o caso de circuitos de excitação TTL ou CMOS com coletor aberto, a excitação do LED pode ser feita conforme indica a figura 5.

 


 

 

Na tabela 2 damos os valores típicos do resistor R1 para uma corrente de excitação de 3 mA.

 


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Para aumentar a velocidade de comutação, um capacitor em paralelo com o resistor e o acréscimo de R2 e indicado, veja o circuito da figura 6.

 


 

 

 

 

b) Circuitos de saída

 

Na figura 7 temos então um primeiro circuito que excita portas ITL. Trata-se, portanto, de um circuito TTL/TTL que emprega tecnologia LS-TTL.

 


 

 

Para interfacear com lógica CMOS ternos a configuração exibida na figura 8 que utiliza o SFH670l/11 e emprega um driver HCT.

 


 

 

No caso das configurações de optoacopladores que possuem saída em coletor aberto como o SFH6705, o interfaceamento com l6gica CMOS deve ser feito de acordo com a figura 9. Temos de utilizar um resistor pull-up cujo valor típico e de 820 ohms.

 


 

 

 

Quanto aos acopladores com saída totem pole como o SFH6701, o acoplamento à lógica CMOS deve ser feito conforme mostra a figura 10.

 


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O valor típico do resistor Rp é de 1,1 Kohms. Constata-se que este resistor tem muito pouca influência sobre o tempo de transferência do sinal.

Um outro interfaceamento de salda importante e o que se realiza com circuitos de lógica de 5 V para circuitos com lógica de 3 V. Este interfaceamento pode ser feito da forma ilustrada na figura 11.

 


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Conclusão

Os circuitos que vimos neste artigo são apenas alguns dos muitos existentes na documentação disponível da Vishay. Nela, temos ainda circuitos em que problemas de ruídos e rejeição em modo comum são minimizados, e outros que normalmente são exigidos no interfaceamento de lógica de alta velocidade. Sugerimos aos leitores interessados, que dominam o idioma inglês, que baixem o documento completo.

 

 

 

 

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