A maioria dos sinais elétricos com que trabalhamos possui uma forma de onda denominada senoidal, conforme mostra a figura 1.

 


 

 

 

Esta forma indica o modo como uma tensão ou uma corrente varia com o tempo.

 

Esta figura é, portanto, traçada colocando-se em sequência pontos cujas posições no eixo vertical dependem da intensidade do sinal num instante que têm sua correspondência no eixo horizontal.

 

Qual é a origem desta forma de onda? O que realmente significa sinal ter uma forma de onda senoidal ?

 

Imaginemos um ponto P que gira com velocidade uniforme segundo uma trajetória perfeitamente circular, conforme ilustra a figura 2.

 


 

 

 

Partindo do ponto O podemos medir (ou indicar) a posição desse ponto por meio de um ângulo, que é formado pela linha que o liga ao centro do círculo (sua trajetória) e pelo eixo de referência X, de acordo com a figura 3.

 


 

 

 

Vemos então que a ¼ de uma volta completa corresponde um ângulo de 90o e que a uma volta inteira corresponde um ângulo de 360o.

 

A indicação da posição do ponto em cada instante pode ser feita com o valor de um ângulo, em graus.

 

Mas, essa não é a única forma de indicar a posição do ponto no movimento que ele realiza. Levando em conta que o comprimento de uma circunferência é numericamente igual a duas vezes o seu raio multiplicado pelo fator PI (π), podemos medi-la em “radianos”, ou seja, em frações ou múltiplos de seu próprio raio.

 

Como a volta inteira corresponde a 2π radianos, podemos facilmente estabelecer relações desta grandeza com outros ângulos, conforme se observa na seguinte tabela:

 

90 graus = π/2 radianos

180 graus = π radianos

270 graus = 3π/2 radianos

360 graus = 2 π radianos

 

As duas unidades para a medida de ângulos ou da posição de um ponto numa circunferência são usadas em Eletrônica e outras ciências como a Matemática e a Física.

 

Para nós é importante seguir com o nosso ponto em movimento e analisar o que ainda poderá ocorrer.

 

Em cada instante do seu movimento podemos agora fazer uma projeção sobre o eixo Y (vertical) de modo a medir sua “altura” em relação ao eixo X.

 

Essa distância, mostrada na figura 3, pode assumir valores positivos e negativos quando o ponto realiza uma volta completa na circunferência.

 

Se considerarmos o valor do raio da circunferência unitário (igual a 1), essa distância (que depende do ângulo que determina a posição do ponto) variará de –1 a +1 e a ela podemos associar uma grandeza denominada “seno” do ângulo, ou abreviadamente “sen”. Se em toda a volta do ponto anotarmos os senos dos ângulos correspondentes a um bom número de posições e os colocaremos um ao lado do outro, obteremos uma figura ondulada, conforme ilustra a figura 4.

 


 

 

 

Esta figura é chamada de “senóide” e nada mais é do que uma representação gráfica da projeção do movimento do ponto na circunferência sobre o eixo vertical ou eixo Y.

 

Ver também:

• Osciloscópio (283)

• Lissajous (670)

• Quadratura (672)

• Fase (375)

 

 

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