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Transmissor Volante de OC (TEL235)

Este interessante transmissor de onda curta tem um alcance de algumas dezenas de metros quando usa uma antena telescópica, mas pode ter seu alcance ampliado em muito com uma antena maior. Se você tem amigos ou outros membros de um “clube" que moram num raio de algumas centenas do este transmissor pode ser usado nas comunicações sem perigo de interferência na faixa de FM. É claro que a operação deve ser feita de modo limitado respeitando o que a legislação estabelece para o caso.

Nota: este projeto é antigo, mas ainda vale como montagem didática ou experimental.

Muitos leitores nos pedem transmissores potentes de FM para suas comunicações com amigos, para usá-lo como microfones volantes ou em outras aplicações semelhantes. A faixa de FM não de FM não é indicada para isso, pois sempre existe o perigo de interferências em estações locais e nas comunicações particulares, qualquer pessoa que sintonize seu rádio nas proximidades pode ouvir tudo.

De modo a termos uma comunicação mais segura, sugerimos a utilização da faixa de ondas curtas.

As frequências entre 3 e 7MHz são as melhores para este caso, pois podem ser captadas em receptores de ondas curtas comuns e não existe o perigo, pela potência que usa da, de se causar problemas de interferências

O transmissor pode ser alimentado com tensões de 6 a 12 V. Para uso portátil sugerimos 9 V de uma bateria e para um alcance maior, com operação fixa, uma fonte de 12 V.

Para operação mais limitada podem ser usadas 4 pilhas pequenas.

Com 9 V a operação deve ser feita em curtos intervalos de tempo, pois o consumo algo elevado de corrente causa seu esgotamento rápido.

 

COMO FUNCIONA

O oscilador que produz os sinais de onda curta leva como componente básico um transistor 2N2218. Usamos este transistor num oscilador Hartley onde a frequência do do oscilador Hartley depende de LV e CV.

Com a bobina L1 descrita o aparelho operará entre 3 MHz e 7 MHz com facilidade.

A modulação vem de um amplificador com dois transistores que atua diretamente sobre a corrente de emissor de Q3. Nos picos de áudio, a tensão sobre R6 sobe, diminuindo assim a corrente em Q3 e consequentemente a intensidade do sinal, modulando-o.

Os dois transistores moduladores (Q1 e Q2) na configuração Darlington, dada a necessidade de simplicidade, proporcionam um excelente ganho.

Assim, na falta de microfone de eletreto você pode usar um microfone de cristal ou mesmo uma cápsula de telefone que serão ligados conforme mostra a figura 1.

 


 

 

O choque de RF evita que o sinal de RF retorne às etapas de áudio causando assim sua instabilidade.

Sobre L1 enrolamos L2 que possibilita o acoplamento de uma antena externa com maior rendimento. Se for usada antena telescópica ela será conectada diretamente ao coletor de Q3.

A bobina L2 tem menos espiras que L1 para casar a impedância da etapa osciladora com a impedância mais baixa de uma antena dipolo, por exemplo, possibilitando assim maior transferência de energia. Este problema de “acoplamento" será motivo de artigo futuro para orientar os leitores que gostam de fazer experiências com altas frequências.

 

MONTAGEM

Na figura 2 temos o diagrama completo do aparelho e a montagem realizada numa ponte de terminais é mostrada na figura 3.

 


 

 

 


 

 

Observe que L1 é enrolada num pequeno bastão de ferrite de aproximadamente 6cm de comprimento com fio esmaltado 28. A bobina L1 consta de 20 + 20 espiras (tomada central) e L2 de 5 ou 7 espiras do mesmo fio.

A bobina L2 e ligada a um jaque ou então a uma ponte tipo A/T (antena/terra) para ligação da antena externa.

A antena telescópica para maior rendimento deve ser a maior possível com pelo menos 80 cm de comprimento.

No desenho original damos a ligação de um microfone de eletreto, mas na parte inicial falamos que outros tipos de microfones podem ser empregados com maior ou menor rendimento. Este rendimento pode ser modificado com eventual alteração de valor de C1.

XRF é um choque de RF de 47 uH, ou se você tiver dificuldade em obtê-lo enrole de 50 a 60 voltas de fio esmaltado fino (32) num resistor de 100 k x ½ W ligando os extremos da bobina aos terminais do resistor, conforme mostra a figura 4.

 


 

 

Os capacitores devem ser todos cerâmicos, exceto C1 que também pode ser de poliéster. Os resistores são todos de 1/8 W.

Com alimentação de 12 V o transistor Q3 tenderá a esquentar um pouco, caso em que se recomenda a utilização de um pequeno radiador de calor.

CV tanto pode ser um trimmer comum, caso em que a faixa de ajuste de frequências será relativamente estreita, como um variável, onde se obtém uma faixa mais ampla de ajustes.

A caixa usada para a montagem é de plástico pequena. Esta caixa exige que a montagem seja bem compacta, eventualmente dando- se preferência à placa de circuito impresso. Para uma montagem em ponte pode-se usar uma caixa maior, mas evite que seja metálica.

 

PROVA E USO

Para provar e usar seu transmissor precisa-se de um rádio ou receptor que sintonize a faixa de ondas curtas de 3 a 7 MHz.

O procedimento para teste é o seguinte:

Ligue o transmissor a uma fonte de alimentação de 9 a 12 V.

Ligue nas proximidades (2 a 3 metros de distância) um rádio comum que tenha a faixa de ondas curtas.

Sintonize o sinal do transmissor procurando-o no rádio entre 3 e 7MHz. Se captar mais de um sinal verifique qual é o mais forte, afastando-se com o rádio para ver qual vai mais longe.

Fale diante do microfone e verifique a fidelidade de reprodução.

O transmissor neste teste estará apenas com a antena telescópica.

Para usar o transmissor, procure sempre posicionar favoravelmente o receptor, procurando para isso o melhor local.

Como antena externa, para maior alcance, use um fio esticado em lugar alto e horizontalmente de 3 a 15 metros de comprimento ou então a antena dipolo da fig. 5.

 


 

 

O fio de ligação à antena pode ser uma fita paralela de 300 ohms como a usada em TV.

Com esta antena o alcance será maior. Experimentando diversas combinações de espiras para L2 pode-se melhorar o casamento de impedância do transmissor com a antena, e com isso o rendimento do aparelho.

Para operar em comunicações com os amigos, utilize uma frequência que esteja livre.

 

Q1, Q2 - BC548 ou equivalentes transistores NPN

Q3 - 2N2218 - transistor de RF de média potência

L1, L2 - ver texto

CV - trimmer ou variável – ver texto

MIC - microfone de eletreto

XRF - choque de RF - ver texto

S1 - interruptor simples

R1 – 12 k - resistor (marrom, vermelho, laranja)

R2 - 4M7 - resistor (amarelo, violeta, verde)

R3 – 560k - resistor (verde, azul, amarelo)

R4 - 4k7 - resistor (amarelo, violeta, vermelho)

R5 - 3k9 - resistor (laranja, branco, vermelho)

R6 – 47 ohms - resistor (amarelo, violeta, preto)

C1, C4 - 100 nF - capacitor cerâmico

C2 – 1 nF - capacitor cerâmico

C3 – 47 nF - capacitor cerâmico

Diversos: ponte de terminais, antena telescópica, conector de pilhas ou bateria, conector de antena, fios, solda, bastão de ferrite, caixa para montagem

 

Revisado 2017

 

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N° do componente 

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