Este circuito simples que pode ser instalado na moto ou no carro pode acionar uma sirene, buzina ou qualquer dispositivo de aviso quando qualquer um de uma serie de interruptores localizados em pontos estratégicos for aberto.

Um único SCR cuja capacidade de corrente permite que cargas de até 2 A sejam acionadas sem problemas,é a base deste circuito. Ele pode ser alimentado com tensões de 6 a 15 V o que o torna aplicável a motos, automóveis e mesmo na proteção domiciliar, sendo neste caso alimentado por um conjunto de pilhas.

A escolha do sistema de alarme está condicionada ao aviso que se desejar para o caso da abertura de qualquer um dos interruptores de proteção. Pode ser usada uma buzina pequena, campainha de corrente contínua ou oscilador de áudio para o caso de alimentações de 6 ou 12 V, e pode ser utilizada uma sirene industrial, Campainha de CA se no circuito original for utilizado em lugar do alarme, lá indicado, um relê.

Como são poucos os componentes que formam este alarme sua instalação é bastante simples, mesmo em veículos que disponham de pouco espaço como é o caso de motos.

 

 

COMO FUNCIONA

 

A base deste circuito é um SCR que sem dúvida já é bastante conhecido de nossos leitores (figura 1).

 

Figura 1 – O SCR
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Trata-se de um “interruptor acionado por tensão". Normalmente ele permanece "aberto" ou seja, não conduz a corrente até que um pulso positivo de tensão seja aplicado à sua comporta (gate). Neste momento, o SCR passa a conduzir intensamente a corrente e assim permanece mesmo depois de cessado o pulso que o disparou. (figura 2).

 

Figura 2 – Operação do SCR
Figura 2 – Operação do SCR | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Para desligar o SCR devemos curtocircuitar momentaneamente o SCR ou então desligar o circuito na sua alimentação conforme sugere a figura 3.

 

Figura 3 – Desligando o SCR
Figura 3 – Desligando o SCR | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Para o primeiro caso podemos usar um interruptor de pressão do tipo “normalmente aberto" e para o segundo caso um interruptor de pressão do tipo “normalmente fechado".

Evidentemente no caso de alarmes, estes interruptores deverão ficar ocultos.

No nosso circuito o SCR é intercalado entre a fonte de alimentação disponível e o circuito a ser disparado, uma sirene, buzina, etc.

O sinal de disparo vem da própria fonte de alimentação, mas não chega à comporta do SCR porque existem interruptores fechados ligados em série que o desviam para aterra. Com os interruptores fecha- dos o potencial na comporta do SCR é, portanto, nulo e a corrente não é conduzida. (figura 4)

 

Figura 4 – Os sensores
Figura 4 – Os sensores | Clique na imagem para ampliar |

 

 

No momento em que qualquer um dos interruptores é aberto, a corrente de comporta deixa de ser curtocircuitada, sendo então o SCR disparado. Ele assim permanecerá até que o circuito seja desativado por qualquer um dos dois métodos explicados acima.

Mesmo havendo a circulação de uma pequena corrente pelos interruptores estando o alarme desligado pelo valor do resistor usado essa corrente é mínima, não havendo, portanto, perigo de desgaste rápido da bateria usada como alimentação.

Uma das vantagens do alarme com interruptores "normalmente fechados" é que o circuito tem de ser desligado para disparar e não ligado, o que não só implica em menor possibilidade de falha como na impossibilidade do intruso poder "desligá-lo", pois é aí que ele dispara.

 

 

MONTAGEM

O SCR e demais componentes eletrônicos poderão ser instalados numa pequena caixa que será instalada em lugar seguro.

O interruptor de desarme poderá ficar nesta própria caixa se o leitor assim o desejar.

Os interruptores de proteção em número ilimitado devem ser distribuídos pelos locais em que haja possível ação de um intruso. Os fios de ligação aos interruptores evidentemente devem ser ocultos com cuidado, podendo para facilitar esta tarefa ser usado fio fino flexível de capa plástica.

O circuito completo do alarme é dado na figura 5.

 

Figura 5 – Circuito do alarme
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Nossa sugestão para montagem em ponte de terminais é dada na figura 6.

 

Figura 6 – Montagem em ponte de terminais
Figura 6 – Montagem em ponte de terminais | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Para o caso do alarme a ser acionado ser de corrente superior a 1A recomenda-se a utilização de um dissipador de calor no SCR. Esse dissipador consta de uma pequena chapa de alumínio de 4 x 10 cm dobrada em forma de ”U”. Na instalação deve-se tomar cuidado para que esta chapa de alumínio não encoste em nenhum ponto do chassi.

Como de medida proteção contra curto-circuitos no caso da instalação no automóvel pode ser ligado em série com a alimentação um fusível de 5 A.

 

 

INSTALAÇÃO

 

Os interruptores para este alarme não precisam ser necessariamente do tipo comercial, podendo no caso de residências, por exemplo, serem improvisados conforme sugere a figura 7.

 

Figura 7 – Protegendo uma janela
Figura 7 – Protegendo uma janela | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Neste caso, dois pequenos alfinetes servem de contacto para os fios de ligação. Durante a noite, enrola-se um pedaço de fio fino de cobre sem capa entre os dois alfinetes, estabelecendo-se contacto elétrico entre eles.

Quando a janela for forçada, o fio certamente será rompido, acionando o alarme. (figura 8)

 

Figura 8 – Rompendo o sensor
Figura 8 – Rompendo o sensor | Clique na imagem para ampliar |

 

 

No caso de veículos podem ser usados interruptores de pressão que serão colocados em pontos estratégicos, de acordo com o tipo de proteção desejada.

Na figura 9 damos a sugestão para o caso de uma moto, em que um suporte de madeira para a roda dianteira contém um interruptor de pressão que se mantém fechado com o peso da moto.

 

Figura 9 – Protegendo uma moto
Figura 9 – Protegendo uma moto | Clique na imagem para ampliar |

 

 

No momento em que ela for removida o interruptor abre, soando o alarme.

Os fios que vão do sensor ao alarme, ou seja do conjunto de interruptores ao circuito propriamente dito, podem ter comprimento bastante elevado, de até 30 metros ou mais, pois sendo a corrente circulante muito baixa, não haverá perigo de perda de sensibilidade.

 

 

OUTRAS VERSÕES

Na figura 10 damos um circuito que dispara quando, os, interruptores são fechados momentaneamente. Neste caso, os interruptores também em número ilimitado são ligados em paralelo, podendo servir para diversos tipos de proteção.

 

Figura 10 – Usando sensores NA
Figura 10 – Usando sensores NA | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Os procedimentos para a montagem desta versão são os mesmos da versão anterior.

 

 

USANDO O ALARME

Terminada a montagem do alarme, confira todas as ligações e estando tudo em perfeita ordem faca a conexão da bateria que alimenta o circuito e do sistema de aviso a ser usado (buzina, campainha, ou mesmo uma lâmpada provisoriamente). Os interruptores sensores devem estar todos fechados.

A seguir, interrompa momentaneamente a corrente de um dos interruptores abrindo-o. O alarme deve funcionar imediatamente, e mesmo fechando-se o contacto do interruptor o alarme ainda deverá permanecer acionado. Para reativar o alarme, pressione momentaneamente o interruptor de pressão.

 

 

Lista de Material

SCR – C106, TIC106 ou MCR106 para 50 V ou mais

R1 – 15 k ohms x 1/4 W- resistor (marrom, verde, laranja)

C1 - 1 uF x 22 -V - capacitor eletrolítico

D1 - 1N4002 ou equivalente

S1, S2, S3... - interruptores sensores (ver texto)

F ] - fusível de 5 A

Diversos: alarme, caixa, para alojar o aparelho, ponte de terminais, dissipador de calor para o SCR, parafusos, interruptor de pressão para rearmar o circuito (S); etc.

 

Obs.: para o caso do uso de relê para o acionamento de um circuito de grande potência, o relé deve ter uma bobina para. tensão igual a do alarme, ou seja, 6 ou 12 V, e sua bobina deve ter uma resistência entre 50 ohms e 200 ohms.

 

 

 

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