Um detetive, agente secreto ou espião deve obrigatoriamente possuir um detector de metais. Com eles é possível descobrir armas escondidas em valises, sob a roupa de pessoas suspeitas, microfones escondidos sob objetos comuns como poltronas, mesas, vasos, e até mesmo bombas que possam ter elementos metálicos ou circuitos de acionamento.

Outra utilidade é na descoberta de produto de roubo que possa estar enterrado ou mesmo colocado em compartimentos ocultos de mesas ou paredes, e que utilizem caixas de metal ou sejam de metal.

O detector que descrevemos neste projeto é do tipo compacto, cujo princípio de funcionamento é exatamente o mesmo de tipos comerciais comuns. Bem montado e ajustado, ele pode detectar moedas a uma distância de 5 cm e objetos maiores em distâncias proporcionalmente maiores.

Esta sensibilidade é a mesma dos tipos comerciais comuns, só sendo superada pelos tipos sofisticados como, por exemplo, os diferenciais que operam por realimentação e que, além de grandes, são muito caros, conforme sugere a figura 1.

 

Figura 1 – Um detector de metal comercial
Figura 1 – Um detector de metal comercial | Clique na imagem para ampliar |

 

 

A vantagem de nosso detector é ser é pequeno o suficiente para poder ser levado na valise de equipamentos eletrônicos do agente secreto e, por isso, poder ser acessado a qualquer momento.

Compacto o suficiente para ser levado no bolso, ele também permite que o agente o use sem que praticamente ninguém perceba isso, o que pode ser necessário num trabalho qualquer que exija discrição.

 

 

COMO FUNCIONA

 

Na figura 2 temos o diagrama completo do detector de metais, armas e 55

 

Figura 2 – Diagrama do detector de metais
Figura 2 – Diagrama do detector de metais | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O princípio de funcionamento deste detector de metais é o mesmo da maioria dos equipamentos comerciais, como já citamos.

São usados dois osciladores que devem operar na mesma frequência. Um dos osciladores é ajustado por meio de um trimpot, de modo a ficar com a mesma frequência do outro oscilador.

O outro oscilador, por sua vez, tem como elemento que determina a frequência uma bobina. Esta bobina e o elemento sensível do detector.

Quando não existe nenhum material nas proximidades que possa afetar sua indutância, como por exemplo metais (ferrosos ou não), as frequências dos dois osciladores são iguais e não há sinal na saída do circuito. O batimento ou resultado da combinação dos sinais é zero.

No entanto, se a bobina exploradora se aproximar de qualquer objeto que altere sua indutância, a frequência do oscilador também muda e o resultado será um batimento diferente de zero.

Aparece então na saída do circuito um sinal cuja frequência é a diferença entre as frequências dos dois osciladores.

Veja então que a frequência deste sinal será tanto maior quanto maior for o desvio causado no oscilador que tem a bobina à qual o objeto se aproxima.

No nosso projeto, os dois osciladores são elaborados em tomo das portas de um circuito integrado 40938 e operam em frequências entre 100 kHz e 1 MHz.

Os sinais desses osciladores são combinados digitalmente nas outras duas portas, disponíveis no mesmo circuito integrado, e o resultado aparece na forma de um sinal retangular de baixa intensidade.

Para que este sinal possa ser audível, usamos um amplificador com um transistor, o que proporciona um volume razoável.

Assim, na presença de metais, o circuito gera um tom de áudio que se traduz em um apito no alto-falante. O apito será tanto mais agudo quanto maior for o objeto ou mais próximo do sensor ele estiver.

Para objetos muito pequenos ou afastados, temos a produção de pulsos intervalados ou cliques, que aceleram à medida que nos aproximamos do objeto.

A alimentação do circuito é feita com pilhas comuns e o consumo maior ocorre justamente quando o alto-falante está emitindo som, ou seja, quando algum objeto é detectado. No entanto, mesmo assim o consumo é pequeno o bastante para que um jogo de pilhas dure várias horas.

A sensibilidade de um detector deste tipo depende muito da forma e tamanho da bobina. Normalmente, são enroladas bobinas chatas com diâmetros de 10 a 60 cm.

 

MONTAGEM

A disposição dos componentes numa placa de circuito impresso é mostrada na figura 3.

 

Figura 3 – Placa para a montagem
Figura 3 – Placa para a montagem | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O circuito integrado deve ser montado num soquete DlL de 14 pinos para maior segurança e o transistor deve ser dotado de um pequeno radiador de calor, que nada mais é do que uma chapinha de metal de uns 2 x 2 cm.

Para a bobina LX temos duas opções, que dependem da forma como o agente secreto pretende usar o detector.

Para uma versão “de campo” de maior porte, temos a montagem da bobina na ponta de um cabo, da seguinte forma:

A bobina LX é enrolada numa fôrma de plástico redonda, com aproximadamente 20 a 40 cm de diâmetro e uns 5 cm de altura, conforme mostra a figura 4.

 

Figura 4 – A bobina exploradora
Figura 4 – A bobina exploradora | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Esta bobina consta de 40 a 60 voltas de fio esmaltado 28 ou com espessura próxima dessa, pois não é crítica, e ligada ao aparelho por meio de fio blindado.

Para uma versão portátil, a bobina pode ser enrolada numa pequena fôrma plástica de 10 cm de diâmetro, que ficará no fundo da caixa, conforme mostra a figura 5.

 

Figura 5 – Versão portátil
Figura 5 – Versão portátil | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O número e a espessura do fio usado são os mesmos da versão maior.

Os capacitores são cerâmicos, exceto C3 que é um eletrolítico para 6 V ou mais de tensão de trabalho.

O alto-falante pode ter 5 cm ou mais de diâmetro, dependendo do tamanho da caixa disponível.

Para as pilhas deve ser usado suporte apropriado e observada a polaridade de sua conexão.

O único ajuste é do trimpot que, para maior precisão, pode ser do tipo multivoltas, mas neste caso deve ser feita a devida alteração no desenho da placa de circuito Impresso.

 

AJUSTE E USO

Ligue o aparelho acionando S1 e vagarosamente vá girando P1, até que o som vá se tornando mais grave, finalmente parando.

Aproximando pequenos objetos de metal da bobina o som deve voltar tornando-se tanto mais agudo quando maior for o objeto ou maior for sua aproximação.

Com esta verificação, o aparelho estará pronto para uso.

Para usar o detector, basta aproximar a bobina sensora do objeto suspeito ou do local em que se acredita haver algum objeto de metal escondido.

Se existir algum objeto de metal, fio, canalização de metal ou arma, o aparelho deve emitir som. O agente aprenderá com o tempo a avaliar que tipo de objeto está sendo detectado pela própria maneira como ocorre a emissão do som.

 

 

Lista de Material

Semicondutores:

CI-1 - 40938 - circuito integrado CMOS

Q1 - BD135 - transistor NPN de uso geral

 

Resistores: (1/8 W, 5%)

R1 - 1 k ohms

P1 - 100 k ohms - trimpot - ver texto

 

Capacitores:

C1, C2 - 220 pF - disco cerâmico

C3 - 10 uF/6 V – eletrolítico

 

Diversos:

S1 - Interruptor simples

LX - Bobina exploradora - ver texto

FTE - 8 ohms x 5 cm - alto-falante pequeno

B1 – 6 V - 4 pilhas pequenas

Placa de circuito impresso, caixa para montagem, soquete para o circuito integrado, suporte de 4 pilhas pequenas, radiador de calor para o transistor, fios esmaltados para a bobina, fôrma plástica para a bobina, fio blindado, solda, etc.

 

 

 

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