O detetive ou espião pode sentir necessidade de proteger algum objeto com algum tipo de choque elétrico que ao mesmo tempo seja forte, mas inofensivo. O circuito que descrevemos pode ser disparado a qualquer tipo de sensor ou ainda ativado por um reed-switch quando o objeto for removido ou se tentar fazer isso.

Obs. Este artigo originalmente fez parte de um dos nossos livros de espionagem da década de 80 tendo sido atualizado para uma edição atual (2015).

Na nossa versão descreveremos o disparo por meio de um reed-switch e de maneira temporizada. Se bem que a descarga tenha mais de 2 000 Volts, pois usamos uma bobina de ignição de carro, como a corrente é muito baixa, não há perigo de eletrocutação.

O choque, da mesma intensidade, lembra muito aquele que se toma acidentalmente nos sistemas de ignição de carro. (Se o leitor quiser experimentar antes de fazer a montagem, sabe como encontrar um igual!).

Na figura 1 temos o circuito completo do sistema eletrificador portátil que e alimentado por pilhas comuns alcalinas, para maior autonomia.

 

Figura 1 – Diagrama do aparelho
Figura 1 – Diagrama do aparelho | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Na figura 2 temos a disposição dos componentes numa placa de circuito impresso.

 

Figura 2 – Montagem em placa de circuito impresso
Figura 2 – Montagem em placa de circuito impresso | Clique na imagem para ampliar |

 

 

A bobina e de ignição de carro ou mesmo de moto de qualquer tipo, e o transistor de potência deve ser montado num radiador de calor. P1 ajusta a frequência do sinal para o inversor devendo ser ajustado de modo a se obter o melhor rendimento ou maior tensão de descarga:

A temporização do choque é de apenas alguns segundos, repetindo-se se o objeto não for recolocado no lugar, de modo a se poder aumentar a autonomia da fonte de alimentação, ou seja a durabilidade das pilhas.

O conjunto pode ser instalado numa caixa plástica e para uso uma das sai das deve ser ligada aterra ou então deve ser usado o sistema de dois eletrodos para serem tocados simultaneamente, conforme mostra afigura 3.

 

Figura 3 – Posicionamento dos eletrodos
Figura 3 – Posicionamento dos eletrodos | Clique na imagem para ampliar |

 

 

A utilização portátil pode ser feita usando-se para terra uma garra que será ligada a qualquer objeto de metal de grande porte que exista nas proximidades.

O reed-switch e o ímã são posicionados de modo que a retirada de posição do objeto provoque seu acionamento.

 

 

Lista de Material

 

SEMICONDUTORES

Cl-1 - 555 - circuito integrado

Q1 - BC547 - transistor NPN de uso geral

Q2 - BC557 - transistor PNP de uso geral

 

RESISTORES

R1 – 47 k - resistor (amarelo, violeta, laranja)

R2 – 100 k - resistor (marrom, preto, amarelo)

R3 – 33 k - resistor (laranja, laranja, laranja)

P1 – 100 k - potenciômetro ou trimpot

R4 - 1 k - resistor (marrom, preto, vermelho)

 

CAPACITORES

C1 - 100 uF - capacitor eletrolítico

C2 - 100 nF - capacitor cerâmico ou poliéster

C3 - 220 uF - capacitor eletrolítico

 

DIVERSOS

X1 - Reed-switch

S1 - Interruptor simples

B1 – 6 V - 4 pilhas médias alcalinas

X2 - Bobina de ignição - ver texto

Placa de circuito impresso, caixa para montagem, suporte para as pilhas, fios, garras jacaré, solda, etc.

 

 

 

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