Este artigo foi publicado originalmente em 1977 na nossa seção de Rádio Controle, tratando de circuitos de transmissores. Os circuitos apresentados, pelos componentes usados, podem ser montados ainda hoje com facilidade servindo para sistemas simples.
Transmissores controlados por cristal A melhor maneira de se garantir estabilidade de funcionamento para um transmissor de rádio controle (e também estar de acordo com a legislação sobre este tipo de equipamento), é fazer o controle da sua frequência por meio de cristais de quartzo.
Para esta finalidade, o cristal deve ser cortado para operar na frequência do canal em que se pretende o controle, podendo ser estes adquiridos já prontos para esta finalidade.
Estes cristais permitem que a frequência do transmissor seja mantida no valor desejado dentro de estreitos limites garantindo-se deste modo que o receptor (também controlado por cristal), não escape a sua sintonia o que poderia implicar na perda do controle do modelo.
Nos primeiros artigos desta série, demos indicações das frequências dos canais destinados ao rádio controle. Estas frequências são:
26,975 MHz, 27,075 MHz, 26,995 MHz 27,095 MHz, 27,025 MHz, 27,025 MHz, 27,225 MHz, 27,045 MHz, 27,145 MHz, 27,245 MHz.
Deste modo, ao realizar a montagem de seu sistema, o leitor deve optar por um canal.
Obs.: na aquisição de um cristal para um sistema transmissor devem ser obedecidas certas prescrições legais, ou seja, a apresentação de documento e a indicação da sua finalidade.
Obs. Em 1977
I - Transmissor de 1 canal de 150 mW
Este primeiro transmissor, tem uma potência de 150 mW que pode ser considerada mais do que suficiente para o comando a boa distância de diversos tipos de. modelos.
O transistor utilizado é do tipo AFY19, para transmissão, mas são diversos os equivalentes que podem ser utilizados em seu lugar, tais como: BF272, 2N711, AFY18, etc.
A fonte de alimentação para este circuito é de 13,6 V obtida pela ligação de 9 pilhas em série. O consumo de corrente é de 40 mA.
O circuito é mostrado na figura 1.
a) Choque de RF - consta de um número de espiras de fio esmaltado 38 suficiente para cobrir totalmente um resistor de 100 k ohms x 1/2 W.
b) L1 consta de 5,5 espiras de fio de cobre esmaltado 18, com tomadas na primeira espira para o cristal, e a 2,5 espiras do coletor para a alimentação de -13,5 V.
c) L2 consta de 4 espiras enroladas juntas sem núcleo com um diâmetro de 12 mm, com fio esmaltado 20.
L1 e L2 devem ficar alinhadas (figura 2) separadas por uma distância de aproximadamente 3 mm.
O cristal deve ter sua frequência escolhida de acordo com o canal a ser usado.
Para ajustar o aparelho o procedimento é o seguinte:
Com um medidor de intensidade de campo deve-se ajustar os trimmers para se obter a máxima saída. O potenciômetro que ajusta a polarização deve ser mantido em torno de seu ponto médio no final deste ajuste.
Os valores de todos os componentes se encontram no circuito.
O sinal produzido por este transmissor não é modulado devendo, portanto, o receptor estar apto a sua recepção.
II - Transmissor de 1 canal com alcance de 2 km.
Este transmissor também emite um sinal não modulado numa frequência em torno de 27 MHz, dependendo do cristal escolhido. Alimentado por uma tensão de 12 volts e utilizando duas etapas de amplificação de RF além da osciladora, obtém-se uma a potência suficiente para um alcance da ordem de até 2 km. (figura 3).
Q1 e Q2 são transistores do tipo BSX48, mas são diversos os equivalentes que podem ser usados em seu lugar como, por exemplo: BSW72, SK3006 OC170, AF136, etc.
Podem também ser experimentados os BSV68, BF450, estes talvez com a necessidade de se alterar valores dos componentes de polarização.
Com relação a Q2 pode ser usado o BFY65, BSX45, 2N2218 ou o 2N1987.
A antena deve ter um comprimento de 1,5 m, e as bobinas apresentam as seguintes características:
L1 - 13 espiras de tio 22, de 8 mm de diâmetro interno, com núcleo de ferrite
L2 - 4 espiras de fio 22, sobre L1 do lado do coletor.
L3 - 18 espiras de fio 22, com tomada central, de 8 mm de diâmetro interno, com núcleo de ferrite.
L4 - 4 espiras de fio 22, sobre L3.
L5 - 20 espiras de fio 20, de 8 mm de diâmetro interno, com derivação na sexta espira, com núcleo de ferrite.
L6 - 20 espiras, de fio 26, de 8 mm de diâmetro interno com núcleo de ferrite.
Os choques de Rf constam de fio esmaltado 38 enrolados sobre resistores de 100 k ohms até cobri-los completamente.
III - Transmissor de 1 transistor para 4100 mW
Conforme se pode observar este transmissor de onda portadora pura, isto é, sem modulação, é bastante simples. A sua frequência também é controlada por cristal, e sua alimentação vem de uma bateria de 9V.
Os transistores usados neste caso podem ser: BF179, BF257 BF258. As bobinas tem as seguintes características: (figura 4)
L1 - 9 espiras de fio 22 em forma de 1 cm de diâmetro interno.
L2 - 1 espira do mesmo fio- 22, sobre L1.
A frequência de operação do cristal, como no caso dos outros circuitos, deve ser escolhida de acordo com o canal de operação do receptor.
IV - Receptor de 1 canal completo
Este receptor pode ser utilizado com os transmissores que descrevemos, sendo alimentado por uma tensão de 9 Volts e possuindo sensibilidade para operação a boa distância (figura 5).
Q1 é um transistor 2SC458, mas pode ser usado em seu lugar o BF495 ou o BF184.
Q2, Q3, Q4, e Q5 podem ser, do tipo BC548, BC238, 28C945 ou qualquer outro equivalente.
O relê deve ser do tipo capaz de ser acionado por uma baixa corrente, como a fornecida pelo transistor sob a tensão de alimentação ou menor.
A bobina de antena consta de 12 a 20 espiras de fio 22, em forma de 1 cm de diâmetro, devendo seu número ideal ser escolhido de acordo com a frequência do transmissor.
O choque de RF, consta de 20 ou 30 espiras de tio 32, ou mais fino, enrolados num resistor de 100 k ohms x 1/2 W.
Para o ajuste o procedimento é o já descrito em outros artigos desta série.

















