A finalidade de um amplificador de áudio é aumentar a intensidade de um sinal de baixa frequência, normalmente entre 15 e 15 000 Hz.

 

Dependendo das características do sinal com que este amplificador deve trabalhar e da potência de saída que deve entregar, temos diversas possibilidades de configurações.

 

Em muitos casos um único transistor não consegue entregar a potência necessária à finalidade desejada, de modo que o amplificador deve ter diversas etapas que fazem a amplificação sucessiva dos sinais.

 

Nos amplificadores deve-se ter sempre em mente algumas características importantes que definem o que eles podem fazer, e portanto onde podem ser usados.

 

Estas características são especialmente importantes no caso do computador, quando se pretende utilizar seu setor de som com outros equipamentos ou ainda quando se deseja fazer comparações no momento da aquisição.

 

Analisemos algumas destas características:

 

 

 

Impedância de entrada

 

 

Esta característica nos diz com que tipo de sinal o amplificador trabalha.

 

Como já sabemos, um dispositivo só pode entregar toda sua potência a outra se houver um casamento de impedâncias entre eles, conforme mostra a figura 1.

 


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Os sinais que devem ser amplificados por um amplificador podem ter as mais diversas origens, provindo de dispositivos que tenham impedâncias diversas.

 

Assim, enquanto um microfone dinâmico é um dispositivo de baixa impedância (em torno de 200 ohms), uma cápsula de cristal de um toca-discos ou um microfone cerâmico tem uma impedância muito alta, da ordem de 500 k ohms ou mais.

 

Isso significa que, se ligarmos estes dois dispositivos na entrada de um amplificador que tenha, por exemplo, uma alta impedância de entrada, o microfone de baixa impedância não vai conseguir excitá-lo havendo um funcionamento anormal.

 

 

 

Sensibilidade

 

 

Para que uma etapa amplificadora transistorizada ou mesmo um amplificador completo funcione, é preciso que o sinal aplicado a sua entrada tenha uma intensidade mínima, normalmente expressa em termos de volts, isso além de haver um casamento de impedância.

 

Assim, se dissermos que um amplificador tem uma sensibilidade de 200 mV, isso significa que precisamos de um sinal de pelo menos 200 milésimos de volt na entrada para que ele funcione normalmente com o máximo desempenho, ou seja, entregando a sua potência máxima.

 

Se um amplificador tiver uma grande sensibilidade e a fonte de sinal entregar uma tensão maior do que ele precisa para completa excitação, a diferença pode compensar um eventual descasamento de impedâncias.

 

 

 

Impedância de saída

 

 

Esta característica nos diz o que podemos ligar na saída do amplificador.

 

Para que possamos ligar um alto-falante, por exemplo, o amplificador deve ter uma baixa impedância de saída.

 

No entanto, se o amplificador ou a etapa amplificadora tiver de excitar um outro aparelho cuja entrada seja de alta impedância, será conveniente que ele tenha uma alta impedância de saída.

 

A impedância como já sabemos é expressa em ohms.

 

 

 

Potência ou amplitude de sinal

 

 

Nos amplificadores que se destinam a excitar um alto-falante ou fone ou seja, reproduzir um sinal de áudio, costuma-se indicar a sua potência de saída, o que de certo modo nos permite avaliar o volume de som que teremos para um determinado ambiente.

 

Esta potência é medida em watts e existem designações adicionais que nos dizem o modo como estes watts são obtidos.

 

Assim, podemos falar em watts RMS, da mesma maneira como estudamos no caso das tensões alternadas, se levarmos em conta que o amplificador está reproduzindo um som puro ou um sinal senoidal.

 

Se dermos a potência de pico, para o mesmo amplificador teremos um valor maior, conforme mostra a figura 2.

 

 


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Um amplificador que tenha uma potência de pico de 100 W na verdade dará 70,7 W rms.

 

Veja que os “números” são diferentes, mas o som é absolutamente o mesmo.

 

Se em lugar da potência de pico falarmos em potência pico-a pico, o valor para o mesmo amplificador será de 200 W.

 

É por este motivo que, em lugar de falar numa potência real ou rms para seus amplificadores que daria um número “pequeno”, muitos fabricantes preferem especificar seus aparelhos em termos de pico-a-pico ou mesmo “potência musical” o que faz “crescer” os números, dando a falsa impressão de que temos um aparelho mais potente.

 

Se o amplificador não vai excitar um alto-falante ou fone, mas sim outro aparelho cuja entrada tenha uma certa impedância e uma certa sensibilidade é interessante às vezes especificar a saída em termos de volts sobre uma certa carga. Isso é válido para os chamados pré-amplificadores, mixers, etc.

 

 

Ver também:

• Impedância (226)

• Espectro audível (501)

• Potência (290)

 

 

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