Fios e cabos podem ser testados de diversas formas.

 

Com o provador de continuidade temos provas simples que permitem verificar se existem interrupções ou mal contatos, no entanto com o multímetro temos a possibilidade de realizar provas mais completas.

 

A seguir as provas que podem ser feitas com o multímetro:

 

• Em pedaços de fios ou condutores simples de qualquer comprimento (com capa isolante ou sem)

• Prova de Continuidade

 

Esta prova permite detectar interrupções ou mais contatos também causados por interrupções e também avaliar eventuais perdas de potência que podem ocorrer na transmissão de um sinal por este mesmo condutor.

 

 

 

Procedimento:

 

a) Coloque o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x 10 se for analógico. Para os digitais as escalas podem ser de 200 ohms ou 2000 ohms.

b) Zere o multímetro - para os digitais isso não é necessário

c) Meça a resistência entre as extremidades do condutor suspeito.

 

Interpretação:

• Resistência nula ou muito baixa - o condutor se encontra em bom estado.

• Resistência infinita - o condutor se encontra interrompido

• Resistência variando - quando mexemos no condutor a agulha do multímetro se desloca ou os números do mostrador digital se alteram. Existe uma interrupção interna do condutor acompanhada de um mau contato.

 

Veja esta prova na figura 1.

 


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Leitura =

Condição

Resistência nula ou muito baixa =

bom

resistência infinita =

interrompido

resistência variando =

interrupção e mau contacto

 

 

 

Observações:

 

Condutores em bom estado devem apresentar uma resistência muito baixa.

Os valores dependem do comprimento e da espessura dos fios.

Para fios comuns, de até 20 metros de comprimento a resistência deve ser sempre inferior 1 ohm.

Para os fios esmaltados, a resistência varia bastante em função da espessura.

 

 

PROVA DE CONDUTORES MÚLTIPLOS (CABOS)

 

 

 

Tipo de Prova:

 

• De continuidade e curto em cabos paralelos e múltiplos (cabos de impressoras, redes, modems, etc.)

 

Com esta prova podemos detectar interrupções em cabos longos ou curtos, paralelos o múltiplos, embutidos ou não como por exemplo em insta;ações elétricas domiciliares, sistemas de intercomunicadores, redes de computadores, sistemas de som, cabos de microfones e antenas, cabos de impressoras, etc.

 

 

Procedimento

 

a) Coloque o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x10 se for analógico. Para os digitais as escalas podem ser de 200 ohms ou 2000 ohms.

b) Zere o multímetro - para multímetros digitais não é preciso zerar

c) Una as pontas dos extremos distantes do cabo em prova. Se for múltiplo, escolha um cabo condutor de referência e una em cada prova o condutor provado com este cabo.

d) Meça a resistência entre o cabo provado e o de referência ou entre os fios unidos.

 

Na figura 2 mostramos como esta prova deve ser feita.

 


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Interpretação:

 

• Resistência nula ou muito baixa - o cabo está perfeito sem problemas de interrupção

• Resistência infinita - existe uma interrupção num dos condutores. Se for múltiplo, uma nova prova tomando outro condutor como referência pode revelar se o provado ou o de referência que tem a interrupção.

• Resistência variando ou anormalmente alta - existe mal contacto ou interrupção acompanhada de problemas de penetração de umidade ou ainda contato com a canalização do fio (principalmente se for metálica)

 

Nos instrumentos digitais a não fixação do valor é sinal que existem variações de resistência revelando mau contacto. O procedimento para a prova é. entretanto o mesmo.

 

Leitura =

Condição

Resistência baixa ou nula =

Bom

Resistência infinita =

Interrompido

Resistência muito alta ou variando =

Interrompido ou mau contacto

 

 

 

Observações:

 

O valor da resistência depende do comprimento e espessura do fio, podendo ficar entre fração de ohm até alguns ohms no máximo.

A prova individual de cada condutor pode também ser feita aproveitando-se a sugestão de prova de condutores simples em que se estabelece um retorno externo via qualquer objeto com conexão com a terra.

 

 

Importante:

 

Se houver um curto-circuito entre os condutores internamente à instalação, como sugere a figura 3, esta prova não revela sua existência.

 


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Para a revelação de curtos existe outro procedimento que ensinaremos mais adiante, em outro tipo de prova. Para detectar curtos basta medir a resistência sem a união dos cabos nas extremidades. Se for baixa é sinal que existe algum curto-circuito no percurso.

 

 

PROVA DE CONDUTORES - FUGAS À TERRA

 

Tipo de Prova:

• Prova de isolamento com eventual contacto com o elemento de passagem ou terra.

• Para cabos em instalações embutidas

 

Esta prova é interessante pois permite encontrar problemas de fugas em fios de instalações elétricas embutidos, redes e intercomunicadores e que estejam sujeitos a contatos invisíveis com objetos de metal ou ainda objetos em contacto com a terra.

 

 

Procedimento:

 

a) Coloque o multímetro numa escala intermediária ou alta de resistência como OHMS x100 ou OHMS x1k para os analógicos. Para os digitais use a escala de 20k ohms ou 200k ohms.

b) Zere o instrumento - para os digitais não é necessário.

c) Desligue os extremos do cabo que vai ser analisado. Não deixe suas pontas encostarem em qualquer objeto.

d) Ligue a ponta de prova preta do multímetro em qualquer objeto aterrado, como por exemplo um encanamento de água, uma placa de metal enterrada ou o polo neutro da tomada.

e) Encoste a ponta de prova na ponta do condutor em teste em anote a resistência medida.

 

Na figura 4 temos o procedimento para esta prova.

 


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Interpretação:

 

• resistência muito alta (acima de 10 M ohms) ou infinita - o cabo se encontra com o isolamento perfeito.

• Resistência na faixa de 200 k a 5 M ohms - existem fugas pequenas (toleráveis em alguns casos) para a terra, não havendo comprometimento (dependendo da aplicação).

• Resistência na faixa de 1 k ohms a 200 k ohms - existem fugas perigosas para a terra as quais devem ser verificadas. Veja se não existe alguma emenda interna à instalação precisando ser refeita.

• Resistência inferior a 1 k ohms ou mesmo nula - existe curto-circuito do condutor com qualquer objeto de metal ligado à terra (a canalização de metal por onde o fio passa, por exemplo).

 

Leitura =

Condição

Acima de 10 M ohms =

isolamento perfeito

Entre 200 k ohms e 5 M ohms =

Pequena fuga

Entre 1 k ohms e 200 k ohms =

Fuga perigosa

Abaixo de 1 k ohms =

Curto-circuito

 

 

Observações:

 

Numa instalação doméstica de energia a presença de fugas do tipo analisado, quando a resistência do condutor e a terra cai a valores muito baixos faz com que haja um desvio da energia que será perdida e até causar super-aquecimentos da instalação.

Fusíveis queimam sem motivo e conta de energia sobre assustadoramente.

Nos cabos de antena de TV (paralelos ou coaxiais) a presença de fugas prejudica a qualidade da imagem com uma recepção deficiente.

 

 

Importante

 

Se numa instalação de antena, de um cabo de distribuição de som ou ainda de intercomunicador e linha telefônica existir um transformador, como nos sistemas coletivos de antenas este tipo de prova não é válido.

 

Do livro “Como Testar Componentes – Volume 1 – Newton C. Braga

 

Ver também:

• Cabos (225)

• Cabos de força (252)

• Multímetro (80)

• Multímetro (como usar) (706)

• Provador de continuidade (592)

 

 

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