Material derivado do chumbo (óxido de chumbo) cujos cristais têm propriedades semicondutoras podendo ser usado como diodo detector em receptores de rádio.
Os primeiros rádios que existiram usavam um cristal de galena como detector pois naquela época não havia transistores, válvulas ou circuitos integrados.
Os primeiros rádios que existiram eram denominados “de galena”, pois tinham como elemento principal um cristal de chumbo, denominado “galena”, o qual tinha a interessante propriedade de detectar os sinais de rádio captados por uma longa antena, separando dos sinais das ondas de rádio os sons de baixa frequência, os sons que correspondem à voz do locutor ou sons de uma banda.
Uma grande antena externa de pelo menos 10 metros de comprimento deveria ser usada para captar as ondas de modo a induzir as correntes, que descendo pelo fio, chegavam ao circuito propriamente dito.
Neste circuito, logo na entrada, encontrávamos o circuito de sintonia formado por uma bobina e um capacitor variável.
Sua finalidade era separar a estação desejada de todos os sinais que chegavam à antena.
Em algumas versões a sintonia era feita pela seleção da posição da ligação numa tomada.
Na figura1 um rádio de galena em kit de 1950.
A partir desse ponto o sinal era levado ao detector, o cristal de galena. A detecção tem por finalidade separar a corrente de frequência mais baixa que corresponde aos sons do sinal de alta frequência sintonizado.
Estes sinais poderiam então ser levados ao fone de ouvido onde seriam convertidos novamente em sons para audição direta.
É claro que estes sons, pela não existência de qualquer amplificação eram muito baixos.
A qualidade e volume dependia fundamental da eficiência da antena, da distância em que estava a estação e de sua potência.
Hoje é possível montar rádios de tecnologia semelhante substituindo o cristal de galena por um diodo de germânio.

Nos rádios de galena o ponto sensível do cristal deveria ser obtido experimentalmente com um fiozinho denominado “bigode de gato” até que o ponto sensível fosse encontrado, operação que exige muito cuidado e paciência.
Na figura 3 mostramos como era o detector de galena dos primeiros rádios.

Ver também:
• Diodos Detectores (68)
• Bigode de gato (590)
• Diodo de germânio (200)













