Com este circuito pode-se obter, a partir de uma tensão de 1,5 ou 3 V, uma tensão de até 1000 V que pode servir para diversos tipos de aplicações práticas como em experiências de física, eletricidade, no laboratório ou ainda para alimentação de tubos Geiger.

O circuito consiste basicamente num oscilador Hartley que converte a corrente contínua disponível na bateria, numa corrente contínua pulsante que, uma vez aplicada ao transformador, permite a obtenção de uma corrente alternada em seu secundário.

A tensão que será obtida no secundário dependerá da relação entre o número de espiras dos dois enrolamentos e da tensão aplicada ao primário.

O circuito pode ser elaborado de modo a se obter praticamente qualquer tensão acima da fornecida pela bateria que o alimenta, dependendo esta simplesmente das espiras do enrolamento secundário.

A tensão alternada obtida no secundário é retificada por meio de um ou mais diodos, podendo ser empregada, inclusive uma configuração dobradora, triplicadora ou multiplicadora de tensão que eleva ainda mais a tensão continua a ser obtida.

Numa versão simplificada para o experimentador que não utiliza bobina especial, pode-se empregar um transformador comum dos usados em fontes de alimentação para transistores com primário de 220 Volts e secundário de 3 ou 6 V (corrente de 200 mA).

Com este transformador, alimentando o circuito com uma,tensão de 3 V e utilizando-se um dobrador no secundário, pode-se facilmente obter uma tensão de até 500 V dependendo, evidentemente da qualidade e das características próprias do transformador usado.

É claro que devemos alertar o leitor que uma fonte desse tipo que forneça uma tensão de 110 ou 220 V não serve para alimentar aparelhos eletrodomésticos comuns.

Quando se faz uma elevação de tensão com um circuito inversor deste tipo, a tensão é aumentada, mas como não se pode criar energia elétrica a potência mantém-se constante, isto é, a energia obtida no secundário do transformador, no caso ideal é igual à energia fornecida pela pilha.

Assim, se obtemos uma elevação da tensão no secundário automaticamente a corrente disponível reduz-se, de modo que o produto tensão x corrente se mantenha constante.

Por exemplo, se a pilha utilizada na alimentação do circuito fornecer uma tensão de 1,5 V sob corrente de 1 A, ao elevarmos a tensão para 300 V (200 vezes mais), a corrente automaticamente será reduzida de 200 vezes, ou seja, só poderemos obter no máximo 5 mA.

O leitor deve ter isso em mente para não tentar alimentar com esta fonte algum circuito que a sobrecarregue. A sobrecarga não a estraga, mas faz com que sua tensão caia e, portanto, ela não funciona como o esperado.

 

COMPONENTES E MONTAGEM

Todos os componentes utilizados neste circuito podem ser obtidos com facilidade no mercado nacional.

Começamos peia escolha do transformador que determinará a tensão máxima que pode ser obtida.

O tipo recomendado é o de 220 V do enrolamento primário e 3 + 3 ou 6 + 6 de secundário sob corrente de 200 mA, com tomada contra!.

Outros transformadores podem ser experimentados, mas neste caso tanto a tensão obtida como a corrente máxima dependerão de suas Características.

O transformador é ligado de tal maneira que o enrolamento primário de alta tensão na realidade opera como secundário. Esse enrolamento é reconhecido pela cor dos fios que são diferentes ou pelo fato de utilizar fios com capa plástica.

O secundário de baixa tensão, por outro lado, pode ser distinguido pelos 3 fios que o compõem e que são ou encapados de duas cores diferentes (2 pretos e 1 amarelo ou vice-versa) ou ainda esmaltados.

O transistor pode ser do tipo 2N3055 ou de menor potência como TIP31 e seus equivalentes plásticos. Como esse transistor operará num regime bem inferior a sua máxima potência, nenhum dissipador de calor será necessário para este componente.

Os demais componentes são todos comuns. O diodo deve ser capaz de suportar uma tensão de peio menos 500 V e o potenciômetro de 1 k por onde se ajusta o ponto ideal de funcionamento do aparelho pode ser. linear ou logarítmico, com ou sem interruptor.

Para montagem o leitor poderá orientar--se pela figura 1, onde temos o diagrama e também pela figura 2, onde temos a disposição dos componentes numa ponte de terminais.

 

Figura 1
Figura 1 | Clique na imagem para ampliar |

 

 

 

Figura 2
Figura 2 | Clique na imagem para ampliar |

 

 

AJUSTES E FUNCIONAMENTO

Completada a montagem confira todas as ligações e se tudo estiver em perfeita ordem coloque as pilhas no suporte correspondente e ligue o aparelho.

Ligue a saída da fonte,ou um voltímetro na sua escala mais elevada ou ainda uma lâmpada neon em série com um resistor de 220 k.

Ajuste então o potenciômetro de modo a obter o máximo rendimento da fonte o pela leitura máxima de tensão e no caso da lâmpada neon pelo seu brilho máximo.

 

 

LISTA DE MATERIAL

Q1 - 2N3055 ou equivalente

T1 - transformador para fontes de 220 V de primário e 3 + 3 ou 6+ 6 de secundário com corrente de 150 a 500 mA.

B1.- Bateria de 3 V ou pilha de 1,5 V grande

R1 – 100 ohms s 0,5 Wat

R2 - Potenciômetro de 1k5 com interruptor

C1 - 0,1 uF x 100 V- capacitor de poliéster

C2 - 0,1 uf x 100 V - capacitor de poliéster

D1 - Diodo BY127 ou 1N4004

C3 - 0,05 uf x 400 V - capacitor a óleo ou poliéster

Diversos: Suporte para pilhas, ponte de terminais, fios, solda etc.

 

 

 

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