Extremamente simples de ser construído, e mais fácil ainda de ser instalado, este alarme pode proteger desde objetos pequenos, gavetas ou cofres, até a entrada de residências, veículos, etc.

Existem centenas de possibilidades de construção de um sistema de alarme, as quais podem partir dos mais diversos tipos de sensores, disparadores e circuitos de aviso.

No nosso caso, como desejamos simplicidade acima de tudo, e eficiência, partimos de um sensor dos mais simples que é um simples contacto elétrico, de um elemento de disparo dos mais eficientes que é um SCR, o qual depois de acionado não pode ser desligado, e de um circuito de aviso que produz um som que pode ser ouvido com facilidade. (figura 1)

 

Figura 1 – Usando o alarme
Figura 1 – Usando o alarme | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O circuito sendo alimentado por pilhas torna-se completamente independente da rede de energia, e apresenta ainda a vantagem de não consumir energia quando ligado, a não ser no momento em que é disparado.

Os componentes usados para esta montagem, como sempre são todos de fácil obtenção em nosso comércio e a simplicidade do circuito permite a sua realização mesmo por parte dos que pouca experiência tenham em eletrônica.

 

COMO FUNCIONA

Podemos dizer que basicamente um sistema de alarme consta de 3 partes: devemos ter um circuito sensor que detecta a presença do indesejável ou a remoção do objeto que queremos proteger, um circuito de disparo que a partir do sinal do sensor trava ou liga um circuito de alarme e, finalmente um circuito de alarme ou aviso que acende uma lâmpada ou toca uma campainha para avisar a presença do indesejável(figura 2).

 

Figura 2 – Blocos do circuito
Figura 2 – Blocos do circuito | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Neste caso, o sensor é dos mais simples pois consta de um simples interruptor cuja construção dependerá do tipo de proteção que se desejar.

Por exemplo, pode ser constituído por dois fios descascados colocados em posição tal que, a abertura de u ma porta ou gaveta na qual exista uma chapinha de cobre, faça contacto disparando o circuito seguinte. Pode ser um reed-switch que neste caso será acionado pela presença de um campo magnético, um ímã, por exemplo, preso no objeto que se deseja proteger, ou ainda um simples botão de campainha ou interruptor de pressão colocado sob um capacho de modo que a passagem de uma pessoa em momento indevido o acione. (figura 3)

 

Figura 3 – Os sensores
Figura 3 – Os sensores | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O circuito de disparo consiste num SCR, ou seja, um diodo controlado de silício cujo princípio de funcionamento já é conhecido de muitos de nossos leitores mas que voltamos a explicar.

O diodo controlado de silício ou SCR cujo símbolo é dado na figura 4 comporta-se como um interruptor que pode ser acionado por uma pequena corrente que virá de um sensor ou interruptor.

 

Figura 4 – O SCR
Figura 4 – O SCR | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Na ausência dessa corrente entre o anodo e o catodo do SCR não circula corrente alguma de modo que uma sirene ou campainha ligada em série com seu circuito não funcionará.

Para que essa campainha ou sirene funcione é preciso que o SCR seja disparado. Para esta finalidade basta aplicar uma corrente de pequena intensidade em sua comporta (gate).

Essa corrente virá, por exemplo, do interruptor. O mais importante a ser observado é que o SCR permanece disparado mesmo depois de desaparecer a corrente que o dispara. Deste modo, uma vez disparado o alarme assim permanecerá até que alguém que saiba sua localização, o desligue.

O circuito de aviso pode ser uma buzina de corrente contínua ou campainha, ou ainda um oscilador de áudio capaz de produzir um sinal audível num alto-falante.

Como praticamente não circula corrente pelo circuito até o momento do disparo, este alarme não consome energia.

 

COMPONENTES E MONTAGEM

Na montagem, daremos dois circuitos básicos: o de disparo com o sensor e o circuito de alarme ou aviso propriamente para o qual evidentemente o montador terá muitas opções.

Para a montagem do circuito de disparo o leitor poderá utilizar placa de circuito impresso ou ainda realizá-lo numa ponte de terminais.

No primeiro caso, pode ser aproveitado para ser instalado na mesma placa o circuito do sistema de aviso que, como nossa sugestão será um oscilador de áudio.

Os componentes utilizados são todos comuns no nosso mercado, de modo que o leitor não terá dificuldades para sua obtenção.

As ferramentas são as comumente usadas nos trabalhos de montagens eletrônicas: um ferro de soldar de pequena potência, solda de boa qualidade, um alicate de corte, um alicate de ponta e uma chave de fenda.

Para o caso da montagem em placa de circuito impresso o leitor deve ter os recursos para sua confecção assim como os conhecimentos para a transferência do desenho.

Na figura 5 temos o diagrama do alarme.

 

Figura 5 – Diagrama do sensor
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Na figura 6 temos o diagrama do oscilador de áudio.

 

Figura 6 – Diagrama do oscilador de aviso
Figura 6 – Diagrama do oscilador de aviso | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Os pontos de interligação dos dois circuitos que podem ser alimentados pelo mesmo conjunto de pilhas é assinalado de modo a não deixar nenhuma dúvida.

No mesmo ponto, no sensor e circuito de disparo pode ser ligado qualquer outro dispositivo equivalente que opere com tensões de 6 V como, por exemplo, uma campainha de corrente contínua ou uma lâmpada, e para o comando de cargas em 110 ou 220 V um relê que seja capaz de operar com a carga desejada.

Na figura 7 e 8 temos a nossa sugestão para a montagem dos dois circuitos numa mesma placa.

 

Figura 7 – Placa do lado cobreado
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Figura 8 – Placa do lado dos componentes
Figura 8 – Placa do lado dos componentes | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O trimpot é um ajuste do ponto de funcionamento do oscilador.

Na figura 9 temos a disposição dos componentes do sensor e disparador em ponte de terminais, assim como a montagem do oscilador de alarme na mesma ponte.

 

Figura 9 – Montagem em ponte de terminais
Figura 9 – Montagem em ponte de terminais | Clique na imagem para ampliar |

 

Na montagem observe cuidadosamente a disposição dos terminais do SCR.

 

 

INSTALAÇÃO

Completada a montagem o leitor pode realizar com facilidade uma prova do alarme.

Para esta finalidade coloque as pilhas no suporte e mantendo separados os terminais do sensor, momentaneamente, com um pedaço de fio coloque-os em curto.

O oscilador deve funcionar imediatamente e assim permanecer até que o aparelho seja desligado, o que pode ser feito por uma chave ou pela retirada momentânea das pilhas do suporte.

Pode ser que na primeira prova o oscilador precise ser ajustado para entrar em funcionamento, mas uma vez feita esta operação inicial de ajuste, nenhuma outra adicional será necessária.

Para a instalação basta lembrar que os terminais do sensor devem fazer contacto para haver o disparo do circuito.

Colocado numa gaveta, por exemplo, basta fixar na mesma uma plaquinha de circuito impresso virgem com o lado cobreado voltado para fora, conforme mostra a figura 10, e nas suas proximidades os dois contactos do sensor que podem ser as pontas descascadas de dois fios.

 

Figura 10 – Instalação numa gaveta
Figura 10 – Instalação numa gaveta | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Ao abrir a gaveta, a placa curto-circuita as pontas dos fios havendo o disparo do alarme.

Sob um tapete bastará instalar duas lâminas separadas por alguns milímetros que, com o peso de uma pessoa possam encostar uma na outra havendo o disparo do alarme.

Lembramos novamente que, como o sistema não consome energia praticamente, a não ser no momento em que é disparado um único conjunto de pilhas pode servir para fazê-lo funcionar por muito tempo mesmo em funcionamento contínuo.

 

 

Lista de Material

 

A) Sensor

SCR - C 106 ou MCR 106-1 - díodo controlado de silício para 50 V

R1 - Resistor de 1 k x1/8 W (marrom, preto, vermelho)

B1 - Bateria de 6 V ou 4 pilhas médias ou grandes em série

S - Interruptor de pressão do tipo normalmente fechado (como os usados no controle da lâmpada interna colocado em portas de geladeiras)

Diversos: suporte para as pilhas, ponte de terminais, sensor, etc.

 

B) Oscilador de Alarme

Q1 - BD136 - transistor PNP de potência de silício para 1 A ou equivalente

C1 - 100 uF x 12 V - capacitor eletrolítico

C2 - 47 nF - capacitor de poliéster metalizado

C3 – 1uF x 250 V- capacitor de poliéster metalizado

R1 - Resistor de 1 k x 1/8 W - (marrom, preto, vermelho)

R2 - Trimpot de 47 k

T1- Transformador de força para fontes de transistores. Primário de 110 ou 220 V, não usado, e secundário de 6 + 6, 9 + 9 ou 12 + 12 V, com correntes de 150 à 500 mA

FTE - Alto-falante de 8 ohms

Diversos: ponte de terminais, caixa para alojar o conjunto, fios, solda, etc.

 

 

 

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