EQUIVALENCIAS
Um dos problemas dos circuitos integrados é que eles possuem tantos componentes internos em configurações específicas que dificilmente encontramos equivalentes, a não ser quando deliberadamente dois ou mais fabricantes tem o mesmo componente com diferenças apenas de códigos de venda.
Isso ocorre com alguns poucos tipos que se tornaram muito populares e que, portanto, servem para uma infinidade de aplicações. Temos neste caso os circuitos integrados de uso geral como os amplificadores operacionais, os circuitos integrados lógicos, alguns tipos de amplificadores de áudio, reguladores de tensão, etc.
Neste caso, o “equivalente” pode simplesmente ter uma sigla antes do número diferente do original. Veja na figura 1.

Por exemplo, o LM741 é equivalente ao NE741 que é equivalente ao CA741.
As letras antes do número 741 simplesmente identificam o fabricante.
O amplificador de áudio PC2002 é equivalente ao TDA2002, sendo a diferença apenas as letras que identificam o fabricante.
Para estes casos o único cuidado que eventualmente o técnico deve ter na substituição e que pode aparecer alguma letra após o número do integrado que indicam alguma condição especial de operação. Por exemplo, o LM386N tem pequenas diferenças em relação ao LM386. Dependendo do projeto, a substituição direta de um pelo outro pode causar alguns problemas de funcionamento.
Para outros integrados entretanto, os chamados dedicados que reúnem funções muito complexas, como os usados em rádios,televisores, calculadoras, normalmente não existem equivalentes. Somente o tipo original deve ser usado se constatarmos algum problema.
TESTANDO INTEGRADOS
Como cada circuito integrado possui uma configuração interna especifica, não podemos imaginar um circuito único que seja capaz de testar qualquer tipo de integrado. O que existe hoje são circuitos bastante complexos que são ligados a computadores e que são programados para testar uma certa quantidade de circuitos integrados, mas esta quantidade está muito longe do todo.
Na verdade, existem hoje mais de 1 milhão de tipos diferentes de circuitos integrados disponíveis, o que torna impossível a sua programação mesmo num computador de boa capacidade. É claro que a maioria deles tem as características disponibilizada na Internet. Veja na figura 2.

Qual é o melhor procedimento para teste de um integrado?
Temos então as seguintes possibilidades:
a) Elaboração de um circuito para isso.
Quando se trata de um integrado comum ou simples, como um 741, 555, TDA2002, LM386, etc. podemos testá-lo usando um circuito de prova que pode ser rapidamente montado, por exemplo, numa matriz de contactos.
Na figura 3 temos um circuito de prova para 555.

Se o integrado estiver bom o LED deve piscar numa certa frequência.
b) Utilização de circuito semelhante.
Se tivermos um aparelho que sabemos que está bom e usa um determinado integrado, podemos usar este aparelho para testar um integrado suspeito. O único cuidado que deve ser tomado é que eventualmente um integrado que apresente um curto grave pode causar a queima de componentes adjacentes ao aparelho que está bom como, por exemplo, transistores, diodos e resistores.
c) Medidas de tensão.
Este sem duvida é o melhor procedimento para os leitores que trabalham com reparação e que possuam o esquema do aparelho ou mesmo manuais.
O que se faz é com parar as tensões medidas no integrado com as que devem ser obtidas num aparelho bom, tomando como base o diagrama do fabricante ou o manual do componente.
Se o integrado for duplo esta tarefa fica facilitada, pois basta comparar as tensões de um canal com as do outro. Veja na figura 4.

Lembramos, entretanto, que problemas com um integrado podem ser causados por componentes adjacentes. Assim, a troca ou teste de um integrado só deve ser feita depois de verificarmos todos os componentes ligados a ele, principalmente os capacitores. Um capacitor com fuga ou em curto pode levar um integrado a um funcionamento anormal, “enganando" assim o técnico menos experiente que perderá tempo com sua troca.















