Galvanômetros (ALM323)

Os instrumentos destinados a acusar a passagem de pequenas correntes por um circuito elétrico são denominados galvanômetros.

Se num galvanômetro for acrescentada uma escala graduada em termos de intensidade de corrente, podemos também usar este instrumento na sua medida.

Os galvanômetros são usados em aplicações eletrônicas muito mais como base de instrumentos de medida de correntes elétricas do que para sua detecção.

Assim, em eletrônica o que são usados de modo mais frequente são os denominados galvanômetros de bobina móvel e também os de ferro móvel que recebem então a denominação de miliamperímetros ou microamperímetros conforme sua sensibilidade.

Com elementos externos estes instrumentos podem ser usados na medida de tensões, resistências, etc., levando-nos aos ohmímetros, voltímetros, etc.

Na figura 1 temos o símbolo adotado para representar um galvanômetro e os aspectos mais comuns com que estes instrumentos aparecem.

 


 

 

O galvanômetro mais simples pode ser considerado o que originalmente foi usado por H.C. Oersted na experiência que demonstrou a existência dos campos magnéticos produzidos por correntes elétricas.

A agulha da bússola que sofre uma deflexão quando circula uma corrente por um fio retilíneo colocado nas suas proximidades pode ser considerada como um modelo primitivo de galvanômetro, conforme sugere a figura 2.

 


 

 

A passagem de uma corrente pelo fio provoca uma movimentação da agulha tanto mais acentuada quanto maior for sua intensidade. A agulha tende sempre a colocar-se numa posição perpendicular ao fio.

O leitor pode fazer um galvanômetro bastante simples e muito sensível, utilizando para esta finalidade uma bússola, um pedaço de papelão e alguns metros de fio esmaltado fino.

O papelão é dobrado de modo a formar uma caixinha conforme mostra a figura 3, na qual é fixada a bússola. A bobina de fio esmaltado é dividida em duas partes enroladas no mesmo sentido.

 


 

 

Ao ser percorrida por uma corrente muito fraca, a bobina cria um campo magnético o qual, agindo sobre a agulha da bússola provoca sua movimentação.

O sentido de movimentação da agulha nos permite determinar o sentido de circulação da corrente.

Um galvanômetro mais moderno e que é usado como base dos instrumentos de medida é o chamado "galvanômetro de bobina móvel" ou "D'Arsonval" em homenagem ao médico francês de mesmo nome que o desenvolveu.

É claro que existe uma tendência cada vez maior desses instrumentos mecânicos serem substituídos pelos digitais, mas ainda os encontramos em muitas aplicações práticas.

Este instrumento consta de uma bobina móvel enrolada num cilindro o qual é apoiado por dois eixos num suporte. o conjunto que tem presa a agulha pode portanto movimentar-se de um certo ângulo.

Os apoios do cilindro servem também de terminais por onde pode passar a corrente para a bobina e existe ainda uma mola espiral que mantém o cilindro em determinada posição quando nenhuma corrente percorre a bobina.

Envolvendo o cilindro existe um imã permanente cujo campo magnético influi diretamente no campo criado pela bobina.

Quando uma corrente elétrica circula pela bobina, o campo magnético criado por esta interage com o campo criado pelo imã permanente de tal modo que surge uma força que tende a girar o cilindro . Esta força será proporcional à intensidade da corrente circulante.

Assim, a movimentação deste cilindro e portanto da agulha dependerá da intensidade da corrente permitindo a visualização do fenômeno com uma avaliação da corrente . (ver instrumentos de bobina móvel)

Existem também os instrumentos de ferro-móvel em que uma peça de metal é colocada entre as espiras de uma bobina conforme mostra a figura 4.

 


 

 

A peça central de metal sofre influência do campo magnético da bobina movimentando-se segundo um ângulo que depende da intensidade da corrente circulante. Nesta peça é presa a agulha indicadora que corre sobre uma escala.

Os instrumentos de ferro móvel são mais baratos que os de bobinas móveis mas em compensação não têm a mesma precisão.

Por outro lado, os instrumentos de bobina móvel precisam de um sentido determinado para a circulação da corrente de modo a funcionarem direito, enquanto que os de ferro móvel podem inclusive trabalhar com correntes alternadas.

 

Temas Abordados:

* Instrumentos de bobina móvel

* Instrumentos de ferro móvel

 

Ver também:

* Corrente elétrica

* Oersted

* Efeito magnético

* Ampère

* Instrumentos elétricos

* Shunt

* Voltímetro

* Amperímetro

 


Opinião

Novos tempos (OP213)

O mundo mudou. Depois da pandemia e também da guerra na Ucrânia o mundo será outro. Estamos presenciando e percebendo isso. Já não somos mais os mesmos.

Leia mais...

Localizador de Datasheets e Componentes


N° do componente 

(Como usar este quadro de busca)

Podcast INCB Tecnologia