Neste artigo que publicamos em 1980, mostramos como uma combinação de circuitos osciladores e chaves pode resultar num aparelho capaz de gerar os mais diversos tipos de sons. Com grande sucesso numa época em que os microcontroladores não existiam, ele ainda pode ser montado como brinquedo ou como montagem didática, pois todos os componentes ainda são disponíveis.
Você já pensou em dar um toque especial em suas gravações de fitas intercalando entre as músicas ou em pontos diferentes das músicas sons espaciais de naves interplanetárias e discos voadores, sirenes, apitos e mil outros que mal podem ser descritos?
E, que tal nos seus bailes e reuniões com os amigos ou mesmo no carro, chamar a atenção para novas músicas ou para brincadeiras com sons inéditos segundo sua vontade e reproduzidos à toda potência de seu amplificador? Indo ainda além: se você tem um conjunto musical ou um grupo de teatro, por que não incluir sua própria bancada ou mesa de efeitos sonoros para obter muito mais realismo nas suas apresentações?
Se qualquer um dos itens dados acima justifica a montagem desta bancada de sons experimentais, veja nesta introdução exatamente o que ela é e o que ela pode fazer:
A bancada de sons experimentais que levamos ao leitor neste artigo constitui-se num verdadeiro “laboratório" de efeitos sonoros, ou seja, um conjunto de circuitos produtores de sons que podem ser interligados de diferentes modos para se obter efeitos igualmente variados.
Como o circuito é dotado de sete potenciômetros e dez chaves que determinam os modos de interligação e também os modos de controles, podemos dizer que a combinação destas 17 funções determinam todos os sons que a bancada pode gerar.
Ora, é fácil perceber que o número de efeitos resultantes disso é enorme, o que significa que uma vez montado o aparelho os leitores poderão demorar dias e até mesmo semanas para descobrir todos os seus modos de operação.
Em suma, com a bancada montada, o leitor pode “brincar" com ela à vontade, atuando sobre todos os controles de modo a descobrir novos sons (figura 1).
O importante a observar na operação da bancada é que ela é totalmente independente quanto ao funcionamento, o que quer dizer que, para descobrir novos sons o leitor pode usar o próprio alto-falante que ela incorpora e alimentá-la com pilhas ou por sua fonte.
A bancada possui ainda uma saída para ser ligada a um amplifica dor mais potente, a um misturador se você quiser colocar seus sons numa gravação ou diretamente ao gravador.
Veja, entretanto, que mesmo alimentada por pilhas, ou com seu próprio alto-falante ou ainda ligada a uma caixa acústica sua etapa de amplificação é suficientemente potente para permitir a obtenção de um excelente nível de áudio.
Alguns watts podem ser conseguidos a partir de uma tensão de alimentação de 12 V.
Estes 12 V de alimentação servem também de sugestão para o leitor usá-la diretamente em seu carro como dispositivo capaz de chamar a atenção.
Analisando então as características técnicas desta central podemos salientar os seguintes pontos importantes:
a) Alimentação: pode ser feita com tensões de 6 à 12 V dependendo o volume do som desejado. Para maior tensão teremos maior potência de áudio.
b) Saídas: uma direta para um alto-falante ou caixa acústica com alguns watts de potência. Impedância de 8 ohms. Outra saída para gravador misturador ou amplificador.
C) Número de controles: 1 interruptor de pressão, 9 Chaves reversíveis e interruptores simples 7 potenciômetros
d) Número de efeitos: indeterminado
e) Componentes usados: 1 circuito integrado, 1 transistor unijunção, 2 transistores bipolares comuns.
Na figura 2 damos uma sugestão de montagem para a bancada de modo á facilitar ao máximo seu uso.
O alto-falante pode ser instalado na sua parte posterior, ou então numa caixa separada.
Conforme veremos, existe uma chave que permite desligar este alto-falante quando um amplificador externo, ou fone como monitor, forem usados.
Completando nossa apresentação, podemos dizer que se o leitor anotar as posições dos controles em que obtém os efeitos sonoros que mais lhe agradarem poderá no final formar um excelente manual de operação para usar sua bancada na animação de festas, bailes, em peças teatrais ou para os momentos certos, quando deles necessitar.
COMO FUNCIONA
Como sempre, antes de entrarmos em pormenores da montagem, damos explicações sobre o princípio de funcionamento dos aparelhos, o que é especialmente destinado aos estudantes e hobistas que pretendem estar sempre aumentando seus conhecimentos de eletrônica.
Com isso a montagem adquire um aspecto didático pelo que pode fornecer em matéria de novos fatos a todos.
Temos então na figura 3 um diagrama de blocos de nossa bancada de sons experimentais, de onde partiremos em nossas considerações:
Dois osciladores de áudio formam esta central, ou seja, dois circuitos independentes de produção de sons. Analisemos como funcionam:
O primeiro está representado pelo bloco 1 tendo por base um circuito integrado 555, um "timer" (temporizador) que opera como um multivibrador astável num circuito conforme mostra a figura 4.
Este circuito tem seus componentes calculados de modo que sua operação ocorra na faixa de áudio, ou seja, que correspondam a sons audíveis, sendo um deles do tipo variável, para que possamos ter um controle sobre seu funcionamento.
Assim, na figura 4 o capacitor carrega-se através do resistor R1 e descarrega-se através de R2, os quais em conjunto determinam a frequência de operação do circuito entre dois limites estabelecidos pelas características do integrado além de seus próprios valores.
Na prática, usaremos neste circuito também uma chave para trocar o capacitor por outro obtendo-se assim duas faixas de frequências, uma com um capacitor maior, mais grave, e outra com um capacitor menor, mais aguda, portanto.
A saída do sinal produzido é feita pelo pino 3 do timer na qual temos uma forma de onda retangular. Veja que esta forma de onda é responsável pelo timbre característico do som produzido por esta etapa que é diferente do timbre da outra etapa, o oscilador 2.
Uma característica importante deste timer é a possibilidade de seu sinal ser modulado, ou seja, ter variações controladas externamente.
Existem então duas possíveis formas de fazer a modulação do sinal deste integrado o que nos leva a dois tipos de efeitos sonoros.
A primeira possibilidade consiste em se interromper a produção dos sons em intervalos ritmados, o que é feita pela aplicação de um sinal de controle no pino 5, conforme sugere a figura 5.
Temos então um som intermitente cuja frequência será determinada pela posição do potenciômetro e cuja velocidade dependerá do sinal de controle.
A segunda consiste em se variar em intervalos regulares e frequência do sinal gerado, o que é possível pela aplicação de um sinal cuja forma de onda seja dente de serra (ou senoidal) alimentando o potenciômetro do timer, conforme sugere a figura 6.
Neste caso, o que teremos serão sequencias automáticas da frequência com efeitos sonoros muito interessantes que vão desde bips curtos até a imitação de sirenes ou mesmo gritos.
Tanto a faixa de sequência dos sons, ou seja, a profundidade da modulação como sua velocidade de repetição podem ser controladas externamente possibilitando assim a obtenção de diversos tipos de sons.
O oscilador 4, do segundo bloco, que passamos a analisar agora é do tipo Hartley modificado em que um transformador de saída miniatura serve tanto como bobina de carga como elemento capaz de transferir os sinais gerados diretamente para a etapa de saída de potência.
Esse oscilador opera do seguinte modo: observando-se seu diagrama na figura 7 vemos que o sinal de realimentação para o circuito que é responsável pelas oscilações vêm da derivação inferior do transformador passando por duas redes.
Uma dessas redes é colocada no circuito em funcionamento apenas em determinados momentos quando necessitarmos dela alguns efeitos especiais.
A primeira rede possui um potenciômetro que determina a frequência das oscilações pela realimentação que chega ao transistor caso então que obtemos na sua saída sons de forma de onda e timbres diferentes dos produzidos pelo oscilador 1.
Os dois sons podem ser misturados por meio de um controle especial (potenciômetro P7).
A segunda rede permite a obtenção de uma outra série de efeitos especiais pela carga e descarga de um capacitor na rede de realimentação em série com o outro potenciômetro (P6).
Com este potenciômetro na sua posição de mínima resistência o circuito produz estalidos breves que se misturam ao sinal do timer modulando-os de modo interessante.
Com o potenciômetro em outras posições os sons produzidos por este oscilador são ”bips" de duração variável cuja frequência pode ser controlada tanto em P5 como P6.
Estes sons podem se misturar com os produzidos pelo outro oscilador com mais efeitos interessantes ainda.
Continuando com a descrição do circuito passamos ao terceiro bloco que consiste no modulador do timer, dado em duas versões:
O modulador manual consiste num interruptor de pressão que permite obter variações crescentes e decrescentes de frequência, imitando fundamentalmente uma sirene de fábrica ou ambulância do tipo mecânico (figura 8).
Este circuito “carrega" um capacitor de alto valor o qual descarrega no circuito do timer. Um controle adicional permite ajustar também a velocidade de carga, determinando-se assim a velocidade de crescimento dos sons produzidos.
Obs. E, numa versão mais moderna dada a compatibilidade do 555 com a lógica digital de controle de um microcontrolador, podemos automatizar os efeitos usando-a como shield para um Arduino, MSP430, PIC ou ouro microcontrolador.
O modulador automático consta de um circuito oscilador com transistor unijunção 1 o qual pode ser ligado tanto ao pino 5 de interrupção do timer como ao seu controle de frequência, por meio de uma chave.
O circuito básico deste oscilador é mostrado na figura 9.
Temos então um oscilador de relaxação com transistor unijunção. Um capacitor se carrega lentamente através de um resistor (variável) até ser atingido o ponto de disparo do unijunção quando então ele conduz intensamente a corrente com a produção de um pulso.
O capacitor se descarrega e um novo ciclo se inicia. Os pulsos são usados na modulação do timer de dois modos diferentes.
Temos finalmente o quarto bloco que representa a etapa de saída de áudio.
Neste bloco temos um transistor TIP41 que a partir dos sinais dos dois osciladores fornece uma saída de alguns watts a um alto-falante comum.
Para permitir maior simplicidade este transistor é acoplado diretamente ao alto-falante.
Nesta etapa temos também um interruptor com um jaque de saída para a retirada dos sons gerados para sua aplicação num amplificador, gravador ou mixer.
Como os sinais obtidos aqui são relativamente fortes não é preciso em qualquer caso usar pré-amplificadores.
A fonte de alimentação pode ser formada por pilhas ou ainda por um circuito retificador, conforme sugere a figura 10.
No primeiro caso, podemos fazer o aparelho funcionar com 4, 6 ou 8 pilhas grandes, mas os melhores resultados são obtidos com 8 pilhas, com a fonte ou ainda com os 12 V do carro.
Se o leitor usar a bancada em conjunto com um amplificador, caso em que a etapa local de potência não será ligada, a alimentação do circuito pode ser feita normalmente com apenas 4 pilhas médias (6 V) já que a potência final de áudio será dada pelo seu aparelho de som e não mais pela bancada.
OBTENÇÃO DOS COMPONENTES
Todos os componentes usados nesta montagem são comuns não havendo dificuldades para sua obtenção.
Alguns cuidados, entretanto, são necessários na sua escolha para que tipos dados como equivalentes mas que não são, ou peças aparentemente boas mas que não funcionam não venham prejudicar o desempenho de seu aparelho.
Comece o planejamento da sua montagem pela caixa que deve alojar todos os componentes e também os controles. Esta caixa pode ser de madeira, plástico ou metal com uma tampa de pelo menos 20 x 13 cm, conforme sugere a figura 11.
Com a caixa preparada você pode pensar em obter os demais componentes seguindo as seguintes recomendações:
a) Semicondutores: tanto o circuito integrado como os transistores e os diodos são comuns na praça bastando pedir nas lojas pelos tipos indicados na lista de material. Para o integrado, se quiser compre também um suporte DlL de 8 pinos para facilitar sua montagem, principalmente se você ainda tiver alguma dificuldade em fazer as soldagens.
b) Potenciômetros: são todos lineares ou logarítmicos (tanto faz) sem chave. Antes de montá-los corte seus eixos no comprimento apropriado para receber os knobs (botões plásticos)que você já deve comprar em quantidade equivalente. Prefira os potenciômetros de eixo plástico que facilitam o corte mesmo com uma serra comum. (Para cortar o eixo, prenda numa morsa o potenciômetro pelo seu eixo e nunca pelo seu corpo, conforme mostra a figura 12).
c) As chaves devem obedecer apenas as especificações quanto ao número de polos e ao tipo de operação ficando a aparência a cargo do gosto de cada um. As chaves de 1 polo x 2 posições podem ser deslizantes; o interruptor simples do tipo botão de campainha, e as chaves de 1 polo (liga-desliga) de tecla.
d) Os capacitores eletrolíticos devem ter os valores indicados e uma tensão de isolamento de pelo menos 16 V com exceção de C8 que deve ser para 25 V. Os demais capacitores podem ser tanto de poliéster metalizado como cerâmicos, segundo a vontade do leitor não importando sua tensão de operação.
e) Os resistores são todos de 1/8 W ou ¼ W com qualquer tolerância já que nada é crítico neste circuito. O leitor pode até aproveitar resistores de velhos rádios ou televisores abandonados desde que tenham os valores solicitados.
f) Temos finalmente um componente algo crítico que é o transformador de saída T1. Este deve ser obrigatoriamente do tipo ultraminiatura de saída para rádios transistores, havendo inclusive a eventual necessidade do leitor substituí-lo se constatar que o oscilador 2 não opera satisfatoriamente.
g) O alto-falante pode ser de qualquer tipo de 8 ohms.
h) Completamos a relação com os materiais menores que são a placa de circuito impresso ou ponte de terminais conforme a opção de montagem do leitor. No primeiro caso, lembramos que o leitor deve ter os recursos para confecção da placa, e no segundo caso as pontes podem ser compradas em pedaços para serem fixadas numa base de montagem isolante.
Temos também os fios, o suporte das pilhas ou o material da fonte que é comum. O transformador da fonte deve fornecer uma corrente mínima de 500 mA.
MONTAGEM
Para a montagem o leitor tem duas opções: placa de circuito impresso ou ponte de terminais. A primeira é para os familiarizados com esta técnica e que possuam os recursos para sua execução.
A segunda, mais simples é para os de menores recursos utilizando duas pontes fixadas numa base de madeira ou no fundo da própria caixa que alojará o aparelho.
Temos então na figura 13 o circuito completo de nossa bancada de sons experimentais.
Na figura 14 damos a versão em ponte de terminais com as ligações dos potenciômetros e chaves que ficam fora da base no painel, portanto.
Do mesmo modo, na figura 15 damos a placa de circuito impresso, caso em que todos os controles também ficam fora da mesma assim como o alto-falante, a fonte de alimentação e o jaqUe de saída.
Para a montagem são os seguintes os principais cuidados que devem ser tomados no trato dos componentes:
a) A montagem do circuito integrado é feita segundo mostra a figura 16 em que fios rígidos curtos são soldados no seu suporte ou diretamente em seus terminais, dependendo da habilidade do montador, e em seguida na ponte de terminais, para esta técnica.
Observe na colocação o ressalto ou marca que identificação pino1. Para a montagem em placa, basta soldar diretamente o integrado ou o suporte na mesma.
b) A soldagem dos transistores exige que o leitor Observe a posição dos terminais que no caso do unijunção é dado pelo pequeno ressalto em seu invólucro metálico (veja figuras). Nos demais transistores é dada também pelo formato do invólucro.
c) Á polaridade do diodo é observada pelo anel colorido em seu invólucro.
d) Os capacitores eletrolíticos exigem a observação de sua posição já que são componentes polarizados. Observe então a marcação de (+) e (-) em seu invólucro.
e) Para soldar os resistores não é preciso observar sua polaridade, isto é, estes componentes não têm lado certo para sua ligação. Olhe apenas seus valores que são dados pelos anéis coloridos segundo a lista de materiais.
f) A montagem do transformador exige um pouco de cuidado. Se sua versão for em ponte de terminais, Observe que este componente é mantido em posição pelos próprios fios de ligação. Veja então que o enrolamento primário que vai no transistor Q3 tem 3 fios e que o enrolamento ligado ao alto-falante tem dois fios apenas. Na montagem em placa o leitor deve antes de planejar sua realização adquirir o transformador já que podem haver variações de dimensões que dificultariam posteriormente sua montagem Ao soldar os terminais deste transformador evite o excesso de calor já que eles podem soltar-se com certa facilidade.
Com todos os componentes eletrônicos soldados nas pontes de terminais ou placa de circuito impresso, coloque no painel do aparelho todos os controles, ou seja, potenciômetros e chaves e faça sua ligação usando para esta finalidade fio fino de capa plástica flexível.
Corte os fios em pedaços de aproximadamente 40 cm para facilitar a posterior retirada da tampa da caixa mesmo com o restante do circuito preso ao seu fundo (placa ou ponte). Faça todas as interligações em sequência e com cuidado, pois inversões ou esquecimentos podem afetar seriamente o desempenho da unidade.
Complete as interligações com a fixação do suporte de pilhas ou módulo da fonte, o jaque de saída de som e o alto-falante. Com todas as interligações feitas, antes de fechar a caixa e fazer a prova inicial de funcionamento será conveniente conferir toda a montagem.
Para esta finalidade recomendamos que o leitor não só siga o desenho da versão em placa ou em ponte como também o diagrama por onde eventuais falhas podem ser detectadas com maior facilidade.
PROVA DE FUNCIONAMENTO
Conferidas as ligações, coloque as pilhas no suporte ou então se sua versão for a que usa a rede ligue o plugue na tomada.
Antes de ligar o interruptor geral (S8) que estabelece a alimentação coloque o interruptor S5 na posição de ligado. Este interruptor permite o uso do próprio alto-falante da unidade. Se quiser, faça a conexão de seu amplificador ao jaque J1 ligando o outro extremo do fio à entrada AUX do amplificador (figura 17).
A verificação do funcionamento será feita por etapas.
1. Para verificar o funcionamento do oscilador 1, manteremos o oscilador 2 desligado, o que será conseguido desligando-se o interruptor S6.
Nesta prova proceda então do seguinte modo:
Atue inicialmente sobre P4, S3 e S4. O movimento de P4 deve provocar variações de tonalidade do som produzido, levando-o para o grave ou agudo conforme o sentido que você girar seu eixo. Mudando de posição S3 e S4 se o oscilador modulador dado por Q1 estiver funcionando você terá a produção de sons variáveis.
Atue em seguida sobre P1 para mudar a frequência do oscilador modulador e também sobre S10.
2. Para verificar o funcionamento do oscilador modulador, se não for observado seu efeito na prova anterior, o leitor poderá usar um multímetro.
Coloque o multímetro na escala mais baixa de tensões e ligue a ponta de prova vermelha (positiva) no emissor do transistor unijunção (E). A ponta de prova preta deve estar ligada no polo negativo do capacitor C1 ou C2.
Com a chave S10 aberta atue sobre o potenciômetro P1. Você notará que a agulha do multímetro oscilará em determinados pontos do ajuste indicando que este circuito oscilador se encontra bom.
3. Para verificar o funcionamento do segundo oscilador basta ligar a chave S6 e com S7 desligada atue sobre o potenciômetro P5. E, determinadas faixas do giro devem aparecer sons no alto-falante. Atue sobre P7 para modificar a modulação.
Se alguma etapa apresentar anormalidade de funcionamento verifique apenas os seus componentes e as suas ligações.
No caso específico do oscilador 1 veja a ligação do circuito integrado. No caso do oscilador 2 o ponto principal é o transformador de saída que eventualmente deve ser substituído. No caso do modulador com unijunção veja o estado do transistor unijunção e sua ligação.
Se você tiver o multímetro a sua disposição veja se todas as etapas recebem a tensão de alimentação nos pontos certos.
No oscilador 1 os pinos 4 e 8 devem estar com a tensão da fonte (6, 9 ou 12 V conforme seu caso): no oscilador 2 é a tomada central do transformador e o coletor de Q3. No modulador são os resistores R2 e P1.
Estando o aparelho em ordem você pode pensar em iniciar suas experiências na criação de sons, mas antes deve fechá-lo definitivamente em sua caixa.
Usando a Bancada de Sons Experimentais.
Para usar corretamente a sua bancada de sons experimentais é conveniente você saber sobre que circuitos atuam os controles de modo a poder saber suas possibilidades e limitações.
Vejamos então os controles e os circuitos sobre os quais atuam:
P1 - Controla a frequência de modulação ou seja, a velocidade das variações automáticas de frequência e interrupções dos sons produzidos pelo oscilador 1. Este controle tem duas faixas de atuação, uma mais rápida com S10 aberta e outra mais lenta com S10 fechada.
S10 - Controla as faixas de modulação conforme visto em P1.
S3, S4 - Estas duas chaves controlam o modo de operação do oscilador 1, ou seja, se ele vai operar com modulação ou sem modulação. Conforme sua ligação teremos então dois tipos de modulação: em frequência e em amplitude com efeitos diferentes.
P4 - Controla a profundidade da modulação do oscilador 1, ou seja, a tonalidade básica do som do oscilador 1.
S9 - Esta chave permite selecionar duas faixas de frequências para o som do oscilador 1. Com ela aberta temos uma faixa mais aguda e com ela fechada temos uma faixa mais grave.
S2- Controla a modulação manual, caso em que se aperta ao mesmo tempo S1, obtendo-se o efeito de sirene. Por meio de S2 também obtemos um outro tipo de modulação via D1 a partir do oscilador com unijunção.
P2 e P3 - Determinam a velocidade de crescimento e decrescimento do som do oscilador 1 quando ele aciona modulado manualmente ou modulado via D1. Com P2 todo fechado e P3 aberta temos um crescimento rápido de frequência e decrescimento lento. Com os dois todo abertos temos uma subida lenta e depois descida igualmente lenta do som, imitando uma sirene de fábrica.
S5 - Serve para ligar o alto-falante local.
S8 - Serve para ligar a alimentação geral do aparelho.
S6 - Serve para ligar o oscilador 2.
P7 - Controla a parcela de som do oscilador 1 que se mistura com o som gerado pelo oscilador 2. Para desligar o oscilador basta usá-lo na função com modulação 4 externa e deixar S1 sem pressionar.
P5 - Controla a frequência central do oscilador 2, tornando seu som mais grave ou mais agudo.
S7 - Coloca C9 no circuito fazendo a produção de pulsos pelo oscilador 2.
P6 - Controla a duração dos pulsos do oscilador 2.
Recomendamos ao leitor que marque as posições dos controles que permitem obter determinados sons que lhe agradem. Será conveniente para esta finalidade colocar no painel graduações nos potenciômetros e usar knobs com marcas para facilitar isso.
Lista de Material
CI-1 - 555 timer (NE555, uA555, LM555, ou equivalentes
Q1 - 2N2646 - transistor unijunção
Q2 - TIP41 - transistor de potência
Q3 - BC548 ou BC238 - transistor
D1 - 1N4001 ou 1N914 - diodo de silício
C1 – 100 uF x 16 V - capacitor eletrolítico
C2 – 22 uF x 16 V - capacitor eletrolítico
C3 - 220 ,uF x 16 V - capacitor eletrolítico
C4 - 0,1 uF ou 100 nF - capacitor de poliéster ou cerâmica
C5 - 0,047 uF ou 47 nF - capacitor de poliéster ou cerâmica
C6 - 0,1 uF ou 100 nF - capacitor de poliéster ou cerâmica
C7 - 0,1 ,uF ou 100 nF - capacitor de poliéster ou cerâmica 1
C8 - 47 ,uF x 25 V - capacitor eletrolítico
C9 - 47 uF x 16 V - capacitor eletrolítico
C10 - 10 nF - capacitor de poliéster
P1 – 100 k - potenciômetro linear ou log sem chave
P2 – 47 k - potenciômetro linear ou log sem chave
P3 – 100 k - potenciômetro linear ou Iog sem chave
P4 – 100 k - potenciômetro linear ou log sem chave
P5 – 47 k - potenciômetro linear ou log sem chave
P6 – 1 k - potenciômetro linear ou log sem chave
P7 – 1 k - potenciômetro linear ou log sem chave
R1 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, laranja)
R2 – 560 R x 1/8 W - resistor (verde, azul, marrom)
R3 - 22R x 1/8 W - resistor (verme1ho, vermelho, preto)
R4 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, laranja)
R5 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, laranja)
R6 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, laranja).
R7 – 1 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, vermelho)
R8 - 1 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, vermelho)
R9 – 330 R x 1/8 W - resistor (laranja, laranja, marrom)
T1 - transformador de saída para transistores (ver texto)
FTE - alto falante de 8 ohms
B1 - 6 à 12 V - pilhas em série ou fonte
Diversos: placa de circuito impresso ou ponte de terminais, caixa para a montagem, fonte de alimentação de 12 V ou suporte de 4 à 8 pilhas médias ou grandes, knobs para os potenciômetros, fios, solda, parafusos, porcas, jaque de saída J1, etc.






























