Obtenha muito mais de seu equipamento de som corrigindo in loco os problemas de acústica que sua sala pode apresentar. Adapte a curva de resposta de seu equipamento aos índices de reflexão e. absorção de som em diferentes frequências que sua sala pode apresentar obtendo com isso uma audição de acordo com seu gosto.
Obs. Este artigo é de 1980. Além de existirem circuitos mais modernos, alguns dois componentes usados podem ser difíceis de encontrar atualmente. Vale pelo aspecto didático, pois ensina como estes aparelhos funcionam.
O que é um equalizador gráfico? Levados pela quantidade crescente de anúncios que apregoam as qualidades dos equalizadores gráficos alguns dos quais apregoando-os como indispensáveis, muitos são levados a sua compra sem ao menos saber o que fazem, porque fazem e como fazem.
Deste modo, ao propormos aos nossos leitores a montagem de um equalizador gráfico nos preocupamos antes em explicar exatamente o que pode um equipamento deste tipo fazer e como ele faz o que lhe é atribuído.
Deste modo, os leitores que se propuserem a realização deste circuito não precisam se incomodar ante a eventual tentativa de se justificar o alto preço de um equipamento por meio de qualidades que ele realmente não tem.
Não resta dúvida que os equalizadores gráficos podem melhorar muito o seu som, principalmente se você tiver problemas locais de acústica.
Se você se sentiu enganado quando depois de ouvir o seu equipamento de som na loja e viu que sua qualidade era bem diferente em sua casa, isso significa que o problema todo reside na acústica de sua sala. Um equalizador gráfico, no seu caso, pode solucionar seu problema levando seu equipamento de som a uma reprodução como na acústica de uma sala de demonstrações.
Se você precisa de um equalizador gráfico ou se simplesmente você deseja acrescentar este recurso ao seu conjunto de som, antes de se decidir por sua montagem ou quem sabe pela aquisição de um tipo profissional, veja o que é e o que faz este tipo de aparelho.
O QUE SÃO E O QUE FAZEM
O som que você pode obter de seu equipamento não depende somente da qualidade deste equipamento. De nada adianta você ter o melhor toca-discos, tape-deck ou sintonizador do mundo, o melhor amplificador e caixas acústicas perfeitas, se a sua sala de audição não ajudar, apresentando problemas acústicos.
É impressionante como muitos se preocupam em gastar o máximo para ter um excelente equipamento de som, mas que no final não obtém dele a qualidade que podem apresentar por não se preocuparem com o mais importante: a sala em que o aparelho é instalado.
Móveis em determinadas posições, uma porta em local inadequado, uma cortina mais grossa pode significar uma fonte de reflexão ou absorção de som para determinadas frequências afetando, portanto, a qualidade de uma reprodução.
Uma gravação, seja ela em disco ou fita, é feita de modo que cada frequência tenha um nível ideal que corresponda ao original ou à nossa sensibilidade. Se uma destas frequências sofrer um reforço ou atuação imprópria, o que pode acontecer pelas absorções de móveis, paredes, cortinas, janelas, etc., a qualidade de som fica sensivelmente prejudicada (figura 1).
Veja que os projetistas dos equipamentos não podem prever a acústica da sala de cada um, o que significa que os equipamentos que devem ser considerados bons para uma sala de acústica perfeita, podem não ser para uma sala comum. Veja que é por isso mesmo que só se pode falar da qualidade de um equipamento de som provando-se o mesmo numa sala de acústica ideal, ou seja, uma câmara anecóica (câmara onde não existam reflexões de som).
Assim, se a sala de audição do proprietário do aparelho não for perfeita para a audição, a correção pode ser feita de duas maneiras: por meio de uma modificação da acústica da sala com a aplicação de revestimentos e refletores especiais, troca de móveis, etc., que é uma solução complicada e cara, ou por meio de um dispositivo que possa corrigir na origem as distorções de reprodução reforçando as frequências que tendem a maior absorção e atenuando as frequências que tendem a maior reflexão que é a solução mais simples.
Esta é justamente a finalidade de um equalizador gráfico: corrigir os problemas acústicos de determinados ambientes, aumentando ou diminuindo a intensidade de sinal de determinadas frequências.
Um equalizador gráfico consiste, portanto, num equipamento que nos permite controlar independentemente as intensidades dos sinais de determinadas frequências da faixa de reprodução do aparelho (figura 2).
É claro que não podemos pensar em controlar todas as frequências da faixa de reprodução, pois então precisaríamos de infinitos botões no painel do equalizador.
Como nossa sensibilidade auditiva tem como base de medida a oitava, (uma oitava corresponde a um acréscimo de 1/8 da frequência a anterior) a ação dos equalizadores gráficos em sua maioria se faz por oitavas, o que quer dizer que cada controle atua sobre uma oitava da faixa de audição normal.
Assim, partindo-se de uma frequência de 32 Hz, onde temos o primeiro controle de um equalizador, passamos para 64 Hz (o dobro) para o segundo controle já que esta é a frequência onde começa a oitava seguinte. Depois temos 128 Hz, 256 Hz, 512 Hz, 1024 Hz,etc., até o limite superior da faixa audível.
É claro que, conforme a procedência do aparelho pode-se ter outras frequências de controle como, por exemplo, 125 Hz, 250 Hz, 500 Hz, 1000 Hz, etc.
Podem inclusive ocorrer casos em que as frequências equalizadas não cubram necessariamente toda a faixa audível, por motivos tanto econômicos como por maior facilidade de obtenção do ponto ideal de funcionamento.
Em suma, o equalizador terá um painel em que veremos um controle de intensidade para cada uma das frequências que devem ser atenuadas ou reforçadas, o que quer dizer que podemos aumentar ou diminuir a intensidade desses sinais conforme nossas necessidades a fim de obter melhor qualidade de reprodução.
Cada operador pode então ajustar seu equalizador de modo que a reprodução se faça segundo seu gosto e segundo as condições acústicas de sua sala.
Veja que, mesmo que sua sala tenha boa acústica você ainda pode usar com vantagens o seu equalizador gráfico para modificar as curvas de reprodução de fitas e discos segundo a sua vontade. Você pode, por exemplo, reforçar os graves e agudos a sua vontade, mas em frequências determinadas, sem precisar tocar nos controles de graves e agudos.
Em suma, o equalizador gráfico é muito mais do que um simples controle de tonalidade porque com ele você pode ajustar, não faixas inteiras como os graves ou agudos, mas sim frequências separadamente, conforme o seu gosto musical (figura 3).
COMO FUNCIONA
Os equalizadores gráficos nada mais são do que controles de tonalidade ativos dotados da possibilidade de se ajustar o ganho separadamente em cada frequência em lugar de se atuar sobre uma faixa ampla. Enquanto que, com um pré-amplificador com controle de tom podemos ajustar somente toda a faixa de graves, médios ou agudos, com um equalizador podemos ajustar separadamente cada frequência dentro dessas faixas.
A utilização de um equalizador gráfico oferece vantagens interessantes. Se forem usados potenciômetros deslizantes (slides) colocados lado a lado, no controle de frequência sobre as quais o circuito atua, a posição dos cursores destes potenciômetros (lineares) pode ser feita de tal modo a corresponder a imagem gráfica da curva de resposta do aparelho conforme sugere, a figura 4.
É exatamente por este motivo que tais dispositivos são denominados de equalizadores “gráficos”. As posições dos cursores de seus potenciômetros são a imagem do gráfico que representa a curva de resposta do circuito.
Como um gráfico é tanto mais preciso quanto maior for o número de pontos a partir do qual o obtemos, um equalizador gráfico será tanto melhor quanto maior for o número de potenciômetros usados ou de frequências controladas.
Na prática, no entanto, o limite para o uso de grande quantidade de potenciômetros é fixado pelo custo dos componentes usados.
Os valores que escolhemos no nosso projeto são 64, 250, 1k, 2k, 8k.
Os equalizadores são, portanto, usados de maneira análoga aos pré-amplificadores com controle de tonalidade, sendo intercalados entre as fontes de sinal e o amplificador (figura 5).
Se o seu amplificador for estereofônico, a ação de um equalizador gráfico deve se estender aos dois canais, o que significa que devemos ter dois conjuntos de controles de frequências, ou como encontramos em alguns casos, controles duplos, de modo que as respostas dos dois canais sejam idênticas.
Analisemos os circuitos que formam um equalizador típico e, evidentemente o nosso:
Na entrada do circuito devemos ter uma etapa pré-amplificadora que permite elevar a intensidade de qualquer tipo de sinal com que queremos trabalhar ao nível exigido pelas etapas seguintes. Esta etapa pode ser formada unicamente por um transistor de baixo nível de ruído nos tipos de menor custo e, inclusive por amplificadores operacionais e transistores nos projetos mais elaborados.
No nosso caso, teremos o transistor de baixo nível de ruído e alto ganho que nos permite obter uma impedância elevada de entrada, baixa relação sinal/ruído e principalmente, boa amplificação.
Assim, podemos ajustar o nosso equalizador para funcionar com sinais a partir de 250 mV, o que significa que o mesmo pode ser intercalado a fontes de sinais como toca-discos, fonocaptores cerâmicos e de cristal além de sintonizadores de AM, FM e tape-decks.
Se o sinal de entrada tiver intensidade menor do que a indicada como mínima, deve ser usado em adição um pré-amplificador.
A etapa seguinte é a considerada mais importante no equalizador pois é ela que faz a separação das diversas faixas de frequências para que possamos controlá-las. É a etapa dos filtros.
Diversas são as técnicas que podem ser empregadas na elaboração de um filtro para este tipo de aplicação, e a sua escolha está determinada pelo grau de sofisticação do projeto. Analisemos as principais para que o leitor possa entender melhor os motivos de nossa escolha.
Os filtros nada mais são do que circuitos que deixam passar ou bloqueiam determinada faixa de frequências as quais são determinadas pelos valores dos seus componentes.
Os filtros podem ser tanto do tipo ativo como passivo. Um filtro ativo além de deixar determinada faixa de frequências passar, pode dotá-la de certa amplificação, enquanto que um filtro passivo simplesmente bloqueia ou deixa passar certa faixa sem qualquer amplificação.
O que caracteriza a eficiência de um filtro é a agudeza com que ele pode deixar passar ou bloquear uma determinada faixa de frequências. Essa qualidade é o ”Q" do circuito e no nosso caso indicará a eficiência dos controles em uma determinada faixa de frequências.
Assim, podemos ter um filtro de pequena ação ou baixo Q, cuja curva é mostrada na figura 6 em que a partir da frequência fundamental, as frequências adjacentes são atenuadas de maneira pouco acentuada o que significa que se os seus sinais forem fortes, eles ainda poderão estar presentes na saída do circuito.
Na figura 7 temos um filtro de ação mais pronunciada e que manifesta, portanto, um melhor controle em cada faixa.
Tanto melhor será o equalizador quanto maior for a atenuação obtida em cada controle em dB por oitava a partir da frequência para a qual ele foi calculado.
Veja, no entanto, que não é tão simples projetar um equalizador de muitos dB por oitava pois isso requer um aumento às vezes antieconômico do número de componentes ou a utilização de componentes cuja obtenção não seja simples. Explicamos.
Para um filtro simples podemos usar componentes “fáceis" como resistores e capacitores nas configurações mostradas na figura 8 que além de baratos podem ser obtidos em praticamente qualquer valor que desejarmos.
Por outro lado, para um filtro mais “aguçado" temos de usar as configurações mostradas na figura 9 ou outras, ou seja, filtros LC que exigem bobinas de valores nem sempre disponíveis no comércio e que portanto devem ser enroladas pelo montador.
Veja que temos problemas que em princípio podem assustar o projetista menos experiente: se fizermos um equalizador com filtros tipo RC mais baratos e mais simples, portanto, não teremos uma qualidade excelente, ou seja, uma "agudeza" de controles em cada frequência, mas se quisermos um filtro bem agudo, devemos usar bobinas o que implica na utilização de componentes mais difíceis de serem obtidos.
Como resolvemos o nosso problema?
A solução para a obtenção de um excelente filtro com as características de um filtro LC mas sem usar bobinas ou componentes em excesso está no emprego de um amplificador operacional como “simulador de indutância".
Ligado de determinada maneira, conforme mostra a figura 10, um amplificador operacional pode se comportar como um indutor e com um capacitor adicional em série, funcionar como um filtro passa faixa de ação bastante aguda.
Esta é a solução encontrada no nosso caso, levando em conta que é preferível pagar um pouco mais por um amplificador operacional integrado do que ter de enrolar uma bobina de valor “difícil" que para ser conseguido exige a utilização de pontes e outros equipamentos que o montador comum não possui facilmente a sua disposição.
Dividindo então a faixa audível em 10 oitavas escolhemos 5 em que fazemos os controles das frequências. Estas frequências são sugeridas pelos valores do diagrama, mas também damos uma tabela de valores que permite não só que o leitor tenha o controle de todas as oitavas se estiver disposto a dispender um pouco mais em seu projeto, como escolher outras oitavas que não sejam as por nós sugeridas.
Veja o leitor que a utilização de diversos amplificadores operacionais não se constitui num problema tão grave assim já que podemos contar com diversos tipos “dual" de baixo custo, em que em um invólucro somente existem dois amplificadores independentes e mesmo "quad" em que temos quatro amplificadores operacionais no mesmo invólucro.
Em suma, teremos 5 filtros em cada canal com que podemos controlar diversas frequências, estabelecendo a curva de resposta para nosso equipamento de som. Bastará ajustar as posições dos potenciômetros para corresponder a curva desejada e pronto (figura 11).
A terceira etapa do circuito é formada por um amplificador final que tem duas funções: evitar que todos os filtros combinados baixem a impedância de saída do circuito de modo a não haver casamento com o amplificador em que eles devem ser ligados, e também de fornecer a amplificação adicional desse sinal para que os mesmos possam excitar o amplificador convenientemente.
No nosso projeto prático usamos também um amplificador operacional para esta finalidade o qual pode fornecer uma tensão de saída de até 7 V (pico a pico) quando a entrada estiver saturada o que é mais do que suficiente para excitar qualquer amplificador comum.
A fonte de alimentação é a etapa que se responsabiliza pelo fornecimento de energia para os amplificadores operacionais e o transistor que são os elementos ativos do circuito. Trata-se de uma fonte regulada que fornece uma tensão de 24 V de saída sob corrente de até 1 A. Esta fonte estará apta a alimentar as duas seções do aparelho no caso da versão estereofônica.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Para qualquer equipamento eletrônico as suas qualidades são medidas sob certas condições sendo citados valores que dizem quanto é bom cada elemento de funcionamento. Para os equalizadores isso também é válido.
Número de Canais ............... 5 (podendo ser ampliado para 10)
Faixa de correção ............. 15 dB
Tensão Máxima de saída ........ 7 V
Distorção Harmônica máxima .. 0,05
Relação Sinal /Ruído .......... 90 dB
Faixa Passante ...... 15 Hz a 40 kHz
Sensibilidade de entrada ..... 250 mV
Na figura 12 temos as curvas de ação dos controles nas diversas frequências de operação do equalizador.
OBTENÇÃO DE COMPONENTES
O leitor que se propuser à realização desta montagem deve ter experiência no trato de circuitos integrados e na realização de placas de circuito impresso,
As placas de circuito impresso recomendadas são previstas para o caso da utilização de amplificadores operacionais com invólucro DIL de 8 pinos individuais 741, mas se o leitor quiser pode fazer seu próprio projeto de placa para outros tipos de integrados, inclusive os Dual e os Quad.
O tipo original recomendado é o 741 para o qual podemos citar os seguintes equivalentes: TBA222; MC1741; uA 741: TBA 221: SN72741, 741, etc.
Para os tipos Dual temos os seguintes tipos: MC 1458, uA747.
Para o Quad temos o LM3900.
Na figura 13 temos as indicações dos terminais destes circuitos integrados.
Veja o leitor na hora de adquirir o integrado o seu custo, pois pode perfeitamente acontecer com um único dual seja mais caro que dois equivalentes separados ou mesmo que um quad seja mais caro que 4 equivalentes separados.
Como o número de circuitos usados amplificadores para cada canal é elevado, é importante que o leitor faça uma estimativa de custo em função da disponibilidade de seu mercado antes de iniciar a montagem.
Para o transistor BC549 o equivalente recomendado é BC239.
Como se trata de circuito de áudio para sinais de baixo nível todo cuidado é pouco para se evitar a captação de zumbidos pelo que recomendamos que os potenciômetros deslizantes sejam montados os mais próximos possíveis dos amplificadores operacionais. A placa prevista prevê este problema instalando cada potenciômetro num módulo ao lado de seu amplificador.
Se forem usados amplificadores dual, cada dois amplificadores devem ir na mesma placa com dois potenciômetros.
A caixa para a montagem é outro ponto importante já que deve estar preparada para receber convenientemente todos os componentes. Na figura 14 temos a sugestão para o painel que uma vez trabalhado com esmero pode atingir uma aparência profissional.
Use um painel de alumínio fresando os orifícios para os cursores dos potenciômetros com o máximo de cuidado para não haver nenhuma irregularidade e faça as marcações de nível e de frequência usando letras autoadesivas que podem ser posteriormente protegidas por verniz incolor tipo spray.
Os demais componentes recomendados são todos comuns.
MONTAGEM
Como se trata de uma montagem algo complexa, e cuja aparência é importante, o leitor deve não só ter habilidade em relação a parte eletrônica como também capacidade e recursos para o tratamento da parte estética.
Começamos por analisar a parte eletrônica.
As soldagens devem ser feitas todas com um ferro de ponta fina de pequena potência.
O diagrama completo do equalizador é mostrado na figura 15.
Nesta figura mostramos apenas um canal do aparelho, sendo o outro igual, se a montagem for feita na versão estereofônica. Damos, portanto, na lista de material a relação de componentes de um canal, exceto a fonte de alimentação que é comum.
Neste diagrama o leitor deve prestar atenção para os filtros que são mostrados separadamente.
Cada filtro corresponde a um amplificador operacional, com os valores dos componentes associados dados na tabela.
Veja que no filtro temos valores para 10 oitavas se bem que apenas 5 sejam, as usadas no nosso protótipo. Cada filtro deve ser montado ao lado do potenciômetro correspondente, sendo os pontos de ligação mostrados no próprio diagrama.
Veja que além dos pontos de ligação (1) e (2) os filtros devem ter uma alimentação positiva e negativa da fonte e que ainda existe um ramo de polarização feito por RB.
Cada amplificador trabalha como seguidor de tensão, ou seja, com ganho unitário obtendo-se em sua saída uma tensão igual à metade fornecida pela fonte, ou seja, pouco mais de 12 V (O valor ideal será de 14,5 V) conforme indica o diagrama.
Os pinos correspondentes à ligação dos integrados devem ser vistos nas equivalências se não forem usados os do tipo 741.
As placas de circuito impresso para esta montagem são mostradas na figura 16.
Na soldagem dos componentes observe que:
a) Os capacitores eletrolíticos têm polaridade certa para ligação;
b) A pinagem dos circuitos integrados devem ser obedecidas;
c) Os resistores são todos de 1/8 W, exceto R12 que é de 1 W;
d) Os capacitores de menos de 2 uF podem ser de poliéster metalizado;
e) Os cabos de entrada e saída de sinal devem ser blindados para não haver captação de zumbidos;
f) O transistor de potência da fonte de alimentação deve ser instalado em dissipador de calor;
g) O diodo zener e os diodos da fonte têm polaridade certa para ligação;
h) Os potenciômetros de controle devem ser de mesmo valor e lineares.
CAIXA
Para a versão estereofônica o painel deverá ser capaz de alojar todos os 12 potenciômetros (versão de 5 canais) ou 22 (versão de 10 canais), mais a chave geral e eventualmente um LED indicador de funcionamento.
Os jaques de entrada e saída dos dois canais podem ser instalados na parte traseira da caixa.
Como os potenciômetros são soldados na placa, ao fixarmos estes componentes no painel, automaticamente estaremos fixando também as placas.
O máximo de cuidado deve ser tomado tanto na furação do painel e na preparação das placas para que diferenças de posicionamento não venham implicar em problemas de fixação.
O transformador ficará na parte posterior da caixa para que não haja indução de zumbidos.
Na figura 17 temos sugerida a disposição interna dos principais elementos.
O fusível que é colocado na parte posterior do aparelho em local de fácil acesso visa a sua proteção em caso de curto-circuitos acidentais.
PROVA E USO
O leitor que dispuser de um gerador de áudio ou funções e um osciloscópio sem dúvida estará mais do que apto a verificar totalmente o funcionamento de seu equalizador.
No entanto, mesmo com um simples multímetro, antes de ligar o aparelho, 0 leitor pode fazer um teste preliminar de funcionamento.
Para esta finalidade meça a tensão da fonte nos pontos indicados no diagrama e na saída de cada amplificador operacional dos ramos dos filtros.
Uma tensão muito diferente dos valores indicados será sinal de inoperância do circuito integrado que deverá ser então retirado para melhor verificação ou mesmo substituição. Para estas medidas os potenciômetros devem estar em sua posição de meio curso.
Depois desta verificação o leitor pode intercalar seu equalizador entre um toca-discos com cápsula de cerâmica ou cristal, um tape-deck ou um sintonizador e o amplificador verificando então sua ação.
Com todos os controles baixos não deve haver saída de sinal.
Assim, depois de ligado, coloque todos os potenciômetros em seu ponto médio, menos P1 que deve ser ajustado para um nível de som normal, sem distorção.
A seguir, abaixando os potenciômetros da parte de equalização verifique sua ação no funcionamento do circuito.
Se o leitor dispuser de um gerador de áudio e osciloscópio pode fazer uma verificação das faixas passantes para cada frequência.
Comprovado o funcionamento, para usar o equalizador você terá as seguintes opções:
a) Você pode fazer a curva ser do tipo RIAA quando quiser a reprodução neste tipo de equalização.
b) Você pode reforçar qualquer frequência ou atenuar qualquer frequência segundo seu gosto.
o) Você pode compensar os problemas acústicos de seu ambiente, analisando de ouvido as frequências em que ocorram reforços e atenuações indevidas.
d) Você pode criar efeitos especiais fazendo sobressair certos instrumentos de um conjunto reforçando suas frequências.
IMPORTANTE: os equalizadores possuem características de entrada e de saída que se situam dentro oe certos limites.
Mesmo o melhor equalizador do mundo distorcerá ou não funcionará de modo normal se estas características de entrada e saída forem desobedecidas.
Isso significa que você deve saber como ligar e como ajustar seu equalizador para que não ocorram distorções valendo isso também para o restante de seu equipamento de som.
Lista de Material
CI-1 à CI-7 - circuitos integrados 741 ou equivalentes
Q1 - BC549 ou BC239
Q2 - TIP3I ou equivalente
R1 – 47 k x 1/8 W - resistor (amarelo, violeta, laranja)
R2 – 150 k x 1/8 W - resistor (marrom, verde, amarelo
R3 – 220 k x 1/8 W - resistor (vermelho, vermelho, amarelo
R4 - 4,7 k x 1/8 W - resistor (amarelo, violeta, vermelho)
R5 - 2,2 k x 1/8 W - resistor (vermelho, vermelho, vermelho)
R6 – 1 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, vermelho)
R7 - 2,2 k x 1/8 W - resistor (vermelho, vermelho, vermelho)
R8 - 2,7k x 1/8 W - resistor (vermelho, violeta, vermelho)
R9 – 27 k x 1/8 W - resistor (vermelho, violeta, laranja)
R10 - 47 k x 1/8 W - resistor (amarelo, violeta, laranja)
R11 - 100R x 1/8W- resistor (marrom, preto, marrom)
R12- 47 R x 1 W- resistor (amarelo, violeta, preto)
R13- 4,7 k x 1/8 W - resistor ( amarelo, violeta, vermelho)
R14 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom, preto, laranja)
R15 – 15 k x 1/8 W - resistor (marrom, verde, laranja)
C1 - 2,2 ,uF x 16 V - capacitar eletrolítica
C2 - 100 pF - disco de cerâmica
C3 - 100 pF - disco de cerâmica
C4 - 22 uF x 25 V - capacitar eletrolítica
C5 - 4,7 pF x 25 V - capacitar eletrolítica
C6 - 1,5 uF x 25 V - capacitor eletrolítica
C7 - 0,68 uF (680 nF ) - capacitor de poliéster
C8 - 0,33 pF (330 nF ) - capacitor de poliéster
C9 - 68 nF - capacitor de poliéster
C10 - 100 pF - disco de cerâmica
C11 - 22 uF x 25 V - capacitar eletrolítica
C12 - 1 000 uF x 45 V - capacitor eletrolítica
C13 - 100 uF x 25 V - capacitar eletrolítica
C14 - 22 uF x 35 V - capacitar eletrolítica
CI5 - 4,7 uF x 25 V - capacitar eletrolítica
P1 - potenciômetro de 22 k - linear
P2 à P6 – potenciômetros lineares deslizantes de 100 k
Dz - diodo zener para 24 V x 400 mW
Rx – 1 k x ½ W - resistor ( marrom, preta, vermelho)
LED - LED vermelho comum
S1 - interruptor simples
T1 - transformador com primária de acordo com a rede local e secundário de 12 + 12 V x 1A.
Diversos : jaques de entrada e saída, fios blindados, fios comuns, suporte para fusível com fusível de 1A, dissipador para o transistor, diodos retificadores 1N4002, knobs para as potenciômetros, placas de circuito impresso, caixa para a montagem, parafusos, parcas, solda, etc.































