Tocando com os dedos numa placa sensível você consegue disparar um circuito de carga que pode ser uma lâmpada. Um alarme ou mesmo um relê que controlam o aparelho que você desejar. Os componentes usados são fáceis de encontrar.

Este simples alarme de toque pode ser usado com finalidades recreativas ou então como alarmes. O toque dos dedos num elemento sensível produz a corrente suficiente para disparar um SCR e este por sua vez pode controlar cargas de grande potência como lâmpadas, osciladores, relês, etc.

Com poucos componentes, sem dificuldades você poderá montar em pouco tempo este simples alarme de toque.

 

COMO FUNCIONA

Na figura 1 temos o principio de funcionamento deste interruptor de toque.

 

Figura 1 – Princípio de funcionamento
Figura 1 – Princípio de funcionamento | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Ao tocar com os dedos no elemento sensível (uma placa de metal ou qualquer objeto metálico) o corpo da pessoa oferece percurso para a circulação de uma pequena corrente, a qual amplificada pelo transistor é suficiente para disparar o SCR.

O SCR pode então alimentar um circuito de grande potência como uma lâmpada, um alarme ou um relê.

Veja o leitor que, a corrente que circula pelo corpo da pessoa é da ordem de alguns microampères o que é absolutamente insuficiente para causar qualquer tipo de choque, o que quer dizer que o circuito é absolutamente seguro.

Para que a corrente de disparo possa circular convenientemente pelo circuito ocorrendo seu disparo é preciso haver um aterramento do mesmo o que é ilustrado na figura 2.

 

Figura 2 – O aterramento
Figura 2 – O aterramento | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Devemos portanto ligar pelo menos um ponto deste circuito a uma boa terra ou seja, a um encanamento de água, ao polo neutro da tomada, ou a um pedaço de metal em contacto com o chão.

Da perfeição da ligação à terra dependerá a sensibilidade do aparelho.

O transistor usado nesta montagem é de qualquer tipo para uso geral que ofereça um bom ganho de corrente continua. O BC238 ou o BC548 servem perfeitamente para este caso, e o potenciômetro ligado em sua base permite um ajuste de sensibilidade para o seu funcionamento.

O SCR é disparado aplicando-se um pulso positivo em sua comporta o qual é proveniente do emissor do transistor.

Recomendamos para esta montagem o MCR106, C106 ou IR106 para tensão de 50 V que pode controlar uma corrente de carga de até 4 A.

E claro que a lâmpada ou o oscilador ligados a este SCR não terão este consumo de corrente pelo que ele trabalhará num regime bem aquém de sua capacidade.

Os SCRs nestes circuitos de corrente contínua apresentam um pequeno problema de disparo: uma vez que eles sejam levados à condução plena por um pulso de disparo, mesmo depois de desaparecido o pulso eles ainda continuam conduzindo intensamente a corrente.

Para "desligar" o SCR é preciso desligar momentaneamente sua alimentação ou então curtocircuitar seu anodo e catodo, conforme sugere a figura 3.

 

Figura 3 – Desligando o SCR
Figura 3 – Desligando o SCR | Clique na imagem para ampliar |

 

 

É esta justamente a solução que usamos em nosso circuito prático para rearmar o interruptor de toque. Uma vez disparado para desligar o circuito, pressionamos momentaneamente um interruptor do tipo botão de campainha para desligar o SCR.

O circuito, conforme dissemos pode alimentar, tanto uma lâmpada como um relê ou um oscilador. Na figura 4 damos as maneiras de se fazer a ligação de qualquer um dos circuitos sugeridos como carga.

 

Figura 4 – Alimentando circuitos externos
Figura 4 – Alimentando circuitos externos | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O relê pode ser de qualquer tipo disparado com uma tensão de 6 V que é a tensão de alimentação. A lâmpada é do tipo para 6 V com corrente de no máximo 500 mA.

 

 

MONTAGEM

Como o número de componentes usados nesta montagem é muito pequeno, não será preciso utilizar placa de circuito impresso.

A fixação dos componentes principais em uma ponte de terminais permite a obtenção de uma montagem compacta.

A unidade toda poderá então ser alojada numa pequena caixa plástica do tipo “saboneteira”.

O circuito completo do interruptor de toque é mostrado na figura 5.

 

Figura 5 – Circuito completo
Figura 5 – Circuito completo | Clique na imagem para ampliar |

 

 

A montagem em ponte de terminais é dada na figura 6.

 

Figura 6 – Montagem em ponte de terminais
Figura 6 – Montagem em ponte de terminais | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Tanto a fonte de alimentação como o circuito eletrônico fica alojada na caixa a qual na sua parte externa tem apenas dois controles: o potenciômetro de ajuste de sensibilidade e o botão de rearme.

Veja o leitor que omitimos o interruptor que liga e desliga a unidade, pois a não ser nos momentos em que o SCR esteja disparado, seu consumo é extremamente reduzido. Isso significa que as pilhas podem ficar no suporte sem que haja gasto apreciável de energia.

Da caixa sai o fio que vai ao sensor e o fio de ligação à terra o qual é dotado de uma garra jacaré para facilitar sua ligação.

Uma tomada completa o conjunto, sendo esta usada para a ligação do circuito a ser disparado, ou seja, a lâmpada, relê ou alarme.

A maneira de se fazer a ligação destas cargas é mostrada na figura 4 em que também damos o circuito simples de um oscilador de áudio para alarme.

Neste circuito Q1 pode ser qualquer transistor NPN para uso geral, o transformador de saída é do tipo usado em saída de rádios transistorizados, e o alto-falante pode ser qualquer de 8 ohms.

Neste caso, a própria fonte que alimenta o interruptor serve para alimentar o oscilador de alarme.

Para a montagem do interruptor propriamente dito, os principais cuidados com a instalação e aquisição das peças são os seguintes:

a) O transistor pode ser do tipo BC238 ou BC548, mas equivalentes como o BC237, BC547 também podem ser usados. Na soldagem deste componente observe bem sua posição e evite o excesso de calor.

b) O SCR é do tipo C106, MCR106 ou IR106 para tensões de 50 V, mas os equivalentes para outras tensões como 100 e 200 V também servem. Na soldagem deste componente observe também sua polaridade e evite o excesso de calor que pode danificá-los. Não é preciso montar o SCR em dissipador de calor.

c) O potenciômetro deve ser 2,2 M tanto linear como log. Observe bem a posição de ligação deste componente para obter um aumento de sensibilidade quando seu eixo for girado para a direita. Se o potenciômetro for de eixo longo, corte-o no comprimento apropriado antes de fazer sua instalação na caixa.

d) Os resistores usados são de 1/8 ou ¼ W não havendo nenhuma observação especial a ser feita.

e) No caso de cargas indutivas, devem ser usados diodos em paralelo com as mesmas. Estes diodos podem ser do tipo 1N914 ou lN4001l, devendo na sua ligação ser observada sua polaridade.

f) Se usado relê como carga deve ser do tipo que pode ser acionado com tensão de 6 V e se for usada lâmpada deve ser de 6 V.

g) O fio que liga ao sensor pode ser flexível com comprimento máximo de 3 metros. O sensor consiste numa placa de metal de 10 x 10 cm ou então em qualquer objeto metálico em que seja ligado o fio.

h) É importante que haja uma boa ligação a terra para que o circuito funcione bem.

i) A bateria que alimenta o circuito e formada por 4 pilhas pequenas em suporte apropriado. Se a carga exigir mais corrente use pilhas médias ou grandes.

Completada a montagem, confira todas as ligações, e se tudo estiver em ordem prepare-se para a prova de funcionamento da unidade.

 

PROVA E USO

Coloque as pilhas no seu suporte, e ligue como carga uma lâmpada ou então o próprio oscilador sugerido. Se for usado um relê, ligue ao mesmo qualquer dispositivo que permita verificar seu funcionamento.

Se ao ligar a unidade, a carga já disparar coloque todo para a esquerda o potenciômetro de ajuste de sensibilidade, e pressione o interruptor de rearme, soltando em seguida. A carga deve desligar.

Se isso não ocorrer verifique a ligação do potenciômetro e também prove o SCR.

Se a carga desligar, vá girando o potenciômetro para direita vagarosamente até obter o disparo do circuito de carga. Quando isso acontecer volte um pouco o potenciômetro de modo a deixá-lo no limiar do disparo e pressione o interruptor para rearmar a unidade.

Segurando com uma das mãos o fio terra em sua ponta, toque com a outra no fio que corresponde ao sensor. O circuito deve disparar imediatamente.

Comprovado o funcionamento, instale a unidade em sua caixa e prove-a agora com a ligação normal a terra.

Falhas de funcionamento podem ser devidas a deficiência na ligação à terra.

 

 

LISTA DE MATERIAL

Q1 - BC238 ou BC548

SCR – C106, MCR106, IR106, TIC106 ou equivalentes

R1 – 2M2 - potenciômetro

R2 - resistor de 100 ohms x 1/4 W

S1 - interruptor de pressão

Diversos: circuito de carga, ponte de terminais, caixa, suporte de pilhas., fios, sensor, solda, etc.

 

 

 

NO YOUTUBE