Este circuito permite o controle de potências elevadas através de um Interruptor simples de baixa capacidade de corrente e baixa tensão do isolamento. A potência máxima que pode ser controlada depende exclusivamente da capacidade do TRIAC usado.
Obs. Este artigo de 1984 pode ser visto na versão original em MEM087 neste site.
Existem aplicações industriais em que se necessita comutar uma carga de alta potência à distância, quer seja utilizando um interruptor de baixa capacidade de corrente ou então relés ou reed-switches, que normalmente têm também uma pequena capacidade de corrente.
Para estes casos, é claro, a corrente de carga não pode circular diretamente pelos interruptores, reed-switches ou relés, caso em que se deve utilizar uma configuração especial para esta finalidade.
O circuito que sugerimos utiliza um triac, que é um comutador bidirecional de potência, disparado por um circuito de baixa tensão e pequena intensidade de corrente, no qual é intercalado o interruptor (fig.1).
Com este circuito, podem ser disparados triacs cuja corrente de disparo esteja no máximo em tomo de 50 mA, e com a alteração do valor do resistor R1 (que pode ser reduzido), além da utilização de um transformador com corrente superior a 100 mA, até mesmo triacs que exijam correntes maiores podem ser disparados.
O fusível intercalado ao circuito de controle tem por finalidade fazer a sua proteção em caso de curto-circuitos que possam ocorrer no triac ou na carga.
O diagrama completo, com os valores dos componentes para este interruptor, é dado na figura 2.
O triac deve ser montado num dissipador de calor de acordo com a potência da carga a ser controlada.
Como todo circuito comutador de estado sólido, este também está sujeito à produção de radiointerferências. No caso, um circuito de filtro deve ser agregado, intercalado entre sua alimentação e a rede. A figura 3 nos mostra a construção deste circuito.
As bobinas são formadas por 20 a 30 voltas de fio esmaltado grosso (cuja espessura deve ser compatível com a corrente de carga) enroladas num bastão de ferrite de 0,8 a 1 cm de diâmetro.
O resistor R2 e o capacitor C2 devem ser utilizados com cargas indutivas, tais como motores, eletroímãs, solenoides, etc.
O transformador de 6,3 V pode ser do tipo normalmente empregado em fontes de alimentação para transistores com uma corrente mínima de secundário de 50 mA.
E claro que, como a corrente circulante pelo circuito de disparo é praticamente determinada pelo valor de R1, transformadores com correntes maiores também podem ser usados sem problemas.
O cabo que liga a unidade de controle ao interruptor, se este for instalado à distância, não deve ter mais de 10 metros de comprimento para que sua resistência não afete o disparo do circuito.
Lista de Material
Triac - qualquer tipo para a rede local (200 V em 110 V ou
400 V em 220 V) – com corrente de disparo até 50 mA
D1 - 1N4001, 1N4002 ou equivalentes - diodo de silício
T1 - transformador com primário de acordo com a rede local e secundário de 6,3 V com pelo menos 50 mA
C1 - 1 000 uF x 25 V capacitor eletrolítico
R1 - 68 ohms x 1 W – resistor (azul, cinza, preto)
R2 -100 ohms x1/2 W - resistor (marrom, preto, marrom)
C2- 100 nF x 600 V- capacitor de poliéster ou cerâmico
F1 - fusível de 1 A
S1 - interruptor de baixa corrente remoto (ver texto)
Diversos: dissipador de calor p/ o triac, suporte para o fusível, placa de circuito impresso, etc.















